Preto no Branco

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Após mais de 30 anos de espera, Prefeitura de Juazeiro entrega ampliação e requalificação da Escola Dom Avelar  

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação, entregou nessa sexta-feira (08), a reforma e ampliação da Escola Municipal Dom Avelar Brandão Vilela, uma obra aguardada há mais de três décadas pela comunidade do João Paulo II.

Considerando a importância desta unidade para o bairro, a escola agora passa a atender o dobro de estudantes, ampliando sua capacidade de 419 para 841 alunos, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II. Para isso, recebeu uma ampla intervenção em sua estrutura física, tornando os ambientes mais modernos, funcionais, seguros e acolhedores para estudantes, professores, servidores e toda a comunidade escolar.

Entre os espaços requalificados, estão 16 salas de aula ampliadas, além de melhorias na biblioteca, laboratório, sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), sala de acolhimento, sala dos professores, secretaria, direção, vice-direção, coordenação, cozinha, refeitório, banheiros, espaços acessíveis, quadra esportiva, vestiários e demais ambientes de apoio pedagógico, administrativo e operacional.

A gestora da Escola Dom Avelar, Yândria Mattos, relembrou o cenário crítico encontrado no início da gestão, com problemas estruturais que impactavam a rotina escolar, e destacou que as intervenções representam um investimento duradouro para os estudantes e para a comunidade. “Hoje estamos vivendo um momento de grande conquista. A escola enfrentava uma obra paralisada, muro comprometido e uma série de dificuldades que colocavam em risco a continuidade das aulas dos nossos estudantes. Muitos pais também estudaram nesta escola, e vê-los emocionados ao acompanhar essa transformação é algo que toca profundamente o nosso coração. Hoje, o sentimento que define este momento é de gratidão, emoção e a certeza de que estamos construindo um legado para as futuras gerações.”

Para a secretária de Educação, Maéve Melo, a infraestrutura escolar é um elemento que potencializa os resultados educacionais, criando condições favoráveis para o desenvolvimento integral da comunidade escolar, objetivo do programa Minha Escola Bonita. “Acreditamos que o trabalho pedagógico é essencial, mas também compreendemos que uma escola com boa estrutura, organizada e acolhedora contribui diretamente para o processo de ensino-aprendizagem. Quando o ambiente escolar é bonito, bem cuidado e preparado para receber sua comunidade, professores se sentem mais motivados para ensinar, estudantes mais estimulados para aprender e, assim, conseguimos construir um espaço cada vez mais favorável ao desenvolvimento, ao acolhimento e ao ensino de todos.”

Durante o momento solene, o prefeito Andrei Gonçalves evidenciou as melhorias estruturais já executadas no bairro João Paulo II, demonstrando a presença concreta da gestão no território, e reafirmou que a educação é uma prioridade para o desenvolvimento do município. “Hoje, Juazeiro vive um dos maiores investimentos da sua história na educação, por meio do programa PROJUA. Estamos construindo mais de 15 novas escolas e creches em todo o município. Neste momento, mais de 10 unidades escolares passam pelo mesmo processo de requalificação realizado aqui no Dom Avelar. Neste bairro, diversas unidades já foram contempladas com reformas, pinturas, manutenções, ampliações e construção de novos equipamentos. Escolas como Mazzarello Cavalcanti, Nélia de Souza, Haydée Fonseca e as EMEIs Amélia Duarte e Maria Helena, entre outras unidades, seguem recebendo investimentos importantes. Também avançamos na construção e requalificação de quadras escolares, como as das Escolas Maria José e Irmã Redenta. Essas ações são a prova concreta de uma gestão que entende que investir em educação é investir no futuro de Juazeiro.”

Ainda durante a solenidade, o prefeito Andrei aproveitou a ocasião para lançar o programa Patrulha Escolar, realizado em parceria com a Secretaria de Segurança Cidadã, que tem como objetivo reforçar a segurança nas escolas da rede municipal e em seu entorno, garantindo mais proteção à comunidade escolar. Além disso, realizou a entrega de mais de 800 kits escolares aos estudantes da Escola Dom Avelar.

Ascom/PMJ

Roberto Carlos celebra Dia das Mães com café da manhã especial no Camelódromo de Juazeiro

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A celebração tradicional no espaço reuniu dezenas de mães em mais um momento de acolhimento, carinho e valorização promovido ao lado dos trabalhadores do camelódromo.
O deputado estadual Roberto Carlos, vice-líder do Governo do Estado, participou, neste sábado, da 26ª edição da homenagem ao Dia das Mães realizada no Camelódromo de Juazeiro. O café da manhã, promovido pela Associação Amigos de Fé e Solidariedade, reuniu dezenas de mães que atuam diariamente no espaço comercial.
Em clima de emoção e confraternização, o encontro reforçou a valorização das mulheres trabalhadoras e a relação de proximidade construída ao longo dos anos com os comerciantes e permissionários do camelódromo.
“Participar dessa homenagem há 26 anos é motivo de muita alegria e gratidão. É sempre especial compartilhar esse momento com mães guerreiras, mulheres de fé e dedicação, que ajudam a movimentar Juazeiro todos os dias com trabalho e dignidade”, afirmou o deputado Roberto Carlos.
A manhã foi marcada por homenagens, reencontros e demonstrações de carinho às mães presentes.
Ascom

Sempre Aos Domingos: : “As mães não são iguais”,  por Sibelle Fonseca

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Dizem, com uma facilidade desconcertante, que toda mãe é igual. Uma frase pronta, dessas que cabem em qualquer conversa rasa, mas que não resistem a um minuto de verdade. Não, não somos todas iguais. Nunca fomos.

Durante muito tempo, tentaram nos caber em um molde único: a maternidade romantizada, quase sagrada, quase intocável. Aquela que exige silêncio diante do cansaço, que transforma renúncia em virtude absoluta e que, muitas vezes, cobra mais do que devolve. A mãe perfeita, paciente, incansável — e, sobretudo, padronizada. Mas a vida, essa que pulsa fora dos discursos prontos, não funciona assim.

Eu não fui, e nem sou, essa mãe típica, mãe de manual.

Fui mãe por prazer. Fui mãe brincando. Fui mãe de cantiga de roda, de sentar no chão, de montar quebra-cabeça, de gargalhar alto, sem pedir licença ao mundo. Fui mãe de presença leve e firme, de afeto sem protocolo, de risada solta no meio do caos cotidiano. E continuo sendo.

“Sibelle é uma figura. Ela é música. Muita comida e cerveja gelada. Feijoada
Gente reunida. Um voz forte, entregue, emoção. Acompanhada de um bom violão
Em Lá Maior ela é afinada, rasgada. Empolgada. Sibelle é da chiada. Não precisa de muita coisa pra ela fazer farra com a vida. É simples e arrojada. Sou filha de Sibelle e me reconhecer nela é me reencontrar com a vida mais alegre, leve e cheia de gaitada”, descreve Mariana sobre a mãe que é dela.

Ser mãe, para mim, nunca foi essa coisa de cumprir um roteiro. Foi, e é, viver sendo a mulher que sou. Com minhas limitações, inconsistências e desejos. Ainda bem que não abdiquei de mim e assim livrei meus filhos do peso da cobrança. Eu fiz tudo o que podia e até mais que isso, por eles. Eu fiz tudo que desejei e sonhei, por mim. Inteira como mãe e como mulher.

E talvez seja exatamente por isso que meus filhos são quem são. Carla, Pingo, Mariana e Ananda não são cópias de um ideal. São seres maravilhosos, autênticos, autorais. Têm voz, têm identidade, têm esse traço bonito de quem não foi moldado para caber, mas para existir.

E eu também sou assim: autoral.

Sou autoral no feijão que faço, no texto que escrevo, no microfone que ocupo. Sou autoral no trabalho jornalístico de cada dia, mas também nas tarefas mais simples, como lavar um banheiro. Porque autenticidade não é performance, é essência. É aquilo que a gente não negocia.

Por isso, não aceito rótulos. Não aceito a ideia de que existe uma forma correta de maternar. Não aceito que nos reduzam a um padrão confortável para quem observa de fora. Maternidade não é linha de produção. É território íntimo, diverso, imperfeito e, justamente por isso, profundamente humano.

Que bom que não somos todas iguais. Porque é nessa diferença que mora a beleza de sermos, cada uma.

Em tempo, compartilho os versos que ganhei de Ananda neste Dia das Mães. Ela fala sobre ela, ela fala sobre mim. Ela fala sobre essa inteireza de ser. Ela fala de singularidades. Ela arremata: As mães não são iguais.

“Quando eu cheguei no mundo ela já tinha 31. Nos 28 percorridos, nessa minha caminhada eu consegui perceber e tenho uma admiração danada. Essa mulher rasga o mundo nos dentes enquanto canta, cuida e dá risada. Achei babado esse jeito de ser mulher e venho mais ou menos tentando copiar … Não sei se tá saindo muito bom, mas tá valendo a pena tentar. Às vezes o juízo dela aperta, e é preciso regular. Enche a casa de gente, esvazia do peito o rancor, alfazema, vermelho, cerveja gelada, fala até com as paredes, pra não se apertar com as palavras. De sufoco não morre, não come corda de ninguém, não leva desaforo pra casa, nem fica sem querer bem. Já perdoou jacaré, mas no muro nunca ficou, desafiou coroné porque não seguia a lei, discutiu com doutor, polícia e advogado,
não gosta muito de pastor, mas tem alguns aliados. Foi amiga de bispo, padre, juiz, os que correm pelo certo e que faz o que se diz. Manoelito já dizia: se tiver que escolher entre dois lados da guia, escolha o que não levanta o nariz”.

Sibelle Fonseca é juazeirense, radialista, militante do jornalismo, pedagoga, feminista, humanista, mãe de Carla, Pingo, Mariana, Ananda e humana de Diana e de mais 5, cantora nas horas mais prazerosas, defensora dos direitos humanos e dos animais, uma amante da vida e das gentes.

 

 

“Nossa irmandade transforma o luto em solidariedade, conforto, acolhimento”, explica Lúcia Souza, do grupo “Mães de Anjos”, em Juazeiro

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Acolhimento, conforto e força na dor mais extrema que uma mãe pode sentir. De mãe para mãe. Elas que devolveram seus filhos quando foram surpreendidas pela “indesejada das gentes”, sem aviso, contrariando a roda do tempo. Inominável dor. Dilacerante dor. Impensável dor a de ter que enterrar aquele a quem deu a luz.
Vilomah, um termo do sânscrito que significa “contra a ordem natural” utilizado para descrever um pai ou mãe que perdeu um filho, pretende nomear a experiência do luto, ajudando a validar uma dor que nas mulheres é ainda mais intensa. Elas não podem vestir o manto do sofrimento por muito tempo e nem também refazer-se do luto em menos tempo. São julgadas até na dor.
“Mães de Anjos
Em Juazeiro, norte da Bahia, o grupo Mães de Anjos” nasceu do sentimento de compartilhar o luto, de entender o luto, de viver o luto e de superá-lo, sem pressões, julgamentos, respeitando o tempo de cada uma. A luta solitária é transformada em luta coletiva. E, neste berço amoroso, elas vão se fortalecendo.
O grupo nasceu em 2016, através de um grupo de Whats App, que atualmente conta com 50 participantes.
“O grupo foi criado em maio de 2016 por Mara Cristina e Jamile. Elas tinham devolvido seus anjos e faziam parte de um outro grupo de mães que tinham filhos com câncer. Resolveram criar o grupo para se ajudarem mutuamente. Hoje, nossa irmandade transforma o luto em solidariedade, oferecendo conforto e compartilhando experiências entre mulheres que passaram pela mesma situação Nós, mães de anjos, nos ajudamos a transformar a dor da perda em auxílio mútuo e conforto. Também compreendemos e respeitados o tempo de cada uma, mas presentes e atentas a dor de cada uma”, disse Lúcia Souza, uma das fundadoras do grupo.
Atualmente o grupo possui um registro legal como Associação Anjos do Vale do São Francisco, que também desenvolve ações sociais, distribuindo alimentos para pessoas em situação de rua, em porta de hospitais.
“Trabalhamos em prol da caridade. Servimos lanches para pessoas vulneráveis que são  servidos mensalmente em homenagem aos Anjos aniversariantes do mês. Também realizamos ações como Dia da mulher, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e no Natal. Nessas ações distribuímos lanches e lembrancinhas adquiridas com recursos próprios e ajuda de amigos”, explicou.
Em nome do grupo, Lúcia tenta sensibilizar o poder público, empresários e profissionais voluntários locais para que adotem a iniciativa. As Mães de Anjos pretendem expandir suas ações e, para isso, precisam de apoio.
“Agora estamos na luta por uma sede para ter acompanhamento jurídico e psicológico para as mães e pais. Precisamos de ajuda do município pra ter um espaço. Lembrando que precisamos de recursos financeiros, mas também de profissionais, como psicólogos, psiquiatras, terapeutas, advogados, que possam prestar assistência voluntária. Esse é o grande sonho de todas”, concluiu.
Redação PNB

Polícia Civil registra dois homicídios e uma tentativa na noite do sábado (9), em Juazeiro

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Dois homicídios e uma tentativa foram registrados na noite deste sábado (9), em Juazeiro.

No Residencial São Francisco, um homem foi atingido por um disparo de arma de fogo e encaminhado para um hospital da região. O estado de saúde da vítima não foi divulgado, até o momento.

Nos bairros Argemiro Sol Levante foram registrados dois homicídios, também na noite de ontem.

A Polícia Civil já iniciou as investigações para elucidar os crimes.

Redação PNB

Mães após os 40 já são o dobro na Bahia; relatos mostram rotina entre autonomia e cansaço

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Tornar-se mãe é um momento muito sensível e transformador para as mulheres. Para muitas, é a realização de um sonho e a concretização de um projeto de vida. No entanto, as mulheres têm cada vez menos pressa em iniciar essa fase e optam por gestações mais tardiamente.

Pesquisas do IBGE indicam um aumento de mais de 50% no número de brasileiras que se tornaram mães após os 40 anos, entre 2010 e 2022. Na Bahia, a maternidade tardia acompanha a tendência nacional. O percentual de nascimentos de mães com 40 anos ou mais subiu de 2,1% em 2003 para 4,4% em 2022.

A maternidade depois dos 40 revela um perfil de mulher mais madura, decidida e preparada emocionalmente. Contudo, essas mães ainda enfrentam dificuldades, como falta de empatia, às vezes quase hostilidade, ausência de rede de apoio e um sentimento de solidão mesmo cercada por outras pessoas.

A romantização do “dar conta de tudo”

Para a psicóloga e professora Luciene Figueiredo, doutora em Família na Sociedade Contemporânea, essa escolha por adiar a maternidade está intimamente ligada à busca de realização pelas mulheres também em outras áreas. “A gente romantiza muito, achando que nossas mães e avós tinham quatro, cinco filhos, e ainda ‘davam conta de tudo’, mas isso não é verdade”, disse.

Conforme explica a psicóloga, para dar conta de ser mãe, a mulher precisa fazer sacrifícios em outras áreas, seja acadêmica, profissional, social e até no relacionamento conjugal. Não seria possível “dar conta de tudo” ao mesmo tempo e de alguma coisa, em algum momento, seria necessário abrir mão.

Luciene explica que, em outras épocas, o mais comum era que as mulheres se casavam muito jovens, mesmo ainda adolescentes. A vida e o sucesso eram pautados no casamento e na criação dos filhos.

Atualmente, as mulheres cada vez mais buscam a realização nos estudos e na carreira e, por isso, acabam adiando ou até mesmo optando por não serem mães. De acordo com a psicóloga, a liberdade de poder fazer escolhas e estabelecer prioridades de realização é uma grande conquista.

Mas as escolhas fora dos padrões esperados ainda são um entrave e geram preconceitos. As mulheres sofrem julgamento inclusive de outras mulheres. “Ainda hoje, mulheres que têm fiho julgam as que escolhem esperar ou não ter filhos como se elas fossem menos afetivas, mais frias. Algumas até profetizam, dizendo ‘assim você nunca vai conhecer o maior amor do mundo’. Existe, inclusive, muita competição”, relata Luciene.

Escolhas e acasos

“Eu acho que o perfil da maternidade está mudando”, diz Michelle Oliveira, influenciadora digital do perfil Mamães Baianas. Segundo informou, do total de suas 128 mil seguidoras, cerca de 47% estão na faixa dos 35 a 44 anos e 23% tem 45 anos ou mais.

De acordo com a sua análise, há muitas mães entre as suas seguidoras que se tornaram mãe depois dos 40 anos sem planejamento. Recentemente, inclusive, conheceu alguns casos de “bebê ozempic”, de mães que engravidaram tardiamente após o uso do medicamento para emagrecer.

No entanto, conforme a sua percepção através dos registros nos grupos de apoio organizados em seu perfil, o adiamento da maternidade na maioria das vezes se dá por escolha. “O que eu percebo é que muitas mães priorizam mesmo a carreira, ter uma estabilidade emocional, ter uma estabilidade financeira, para só depois pensar em ter filhos”, explicou Michelle.

A solidão da mãe madura

Michelle acredita que há muitas vantagens no fato de a mulher esperar um pouco para ser mãe. “Normalmente, elas estão mais conscientes, mais informadas, são mais seguras até, aceitam menos ‘pitacos’ dos outros”, explicou.

Por outro lado, há dificuldades que atingem muito fortemente uma mãe tardia. Segundo Michelle, a diferença que há no momento de vida dessas mulheres e das outras em seu círculo de amizades acaba por gerar um isolamento emocional. “É uma maternidade que, às vezes, é muito solitária. As amigas já passaram pela fase inicial da maternidade e ela está começando agora”, disse a influenciadora.

Rede de apoio

Uma das formas de combater esse isolamento é buscar conexão com outras mães que estão na mesma fase. Conforme relata Michelle, algumas mães, por exemplo, acabam se aproximando de outras mães de colegas dos filhos na escola e formam amizades “bem improváveis”, com pessoas com quem normalmente não haveria qualquer proximidade mas vivenciar o mesmo momento acaba criando um vínculo.

“Você não precisa estar sozinha”, disse Michelle, apontando grupos de apoio como os que ela administra através do perfil nas redes sociais. Segundo explicou, os grupos são divididos pelas faixas de idade das crianças. Assim, as mães que se encontram lá passam pelas mesmas fases, com as mesmas dificuldades.

Entre crianças, sonhos, trabalho e climatério

Patrícia Muniz, de 53 anos, é pedagoga. Trabalha em tempo integral como professora e vice-diretora em uma escola municipal. Ela precisou aprender a conciliar a vida profissional e a rotina de ser mãe de três crianças, uma delas com necessidades especiais.

Patricia conta que foi mãe pela primeira vez aos 35 anos. Já no segundo casamento, ela teve sua segunda gestação, que havia sido planejada, com 41. Quando sua filha tinha apenas cinco meses, ela engravidou novamente, dessa vez sem planejamento, aos 42 anos.

“Foi um choque, um susto, um desespero. Eu achava que não ia fazer mais nada da vida, só criar filho. Nessa época, eu sonhava com o mestrado acadêmico. E para completar, havia um indicativo de Síndrome de Down na gestação do caçula”, relatou a pedagoga.

Aos 42 anos, Patrícia começou a sentir todo o impacto das mudanças. “A vida, a disposição, as responsabilidades, os cuidados com uma criança atípica… tudo ficou mais difícil”, desabafou. Ela relatou que recebia muitos elogios por dar conta de tudo, mas que na verdade se sentia esgotada fisicamente.

Com o marido que ficava muito tempo ausente devido ao trabalho e com os próprios pais já idosos, ela contou que nunca pode dispor de uma rede de apoio efetivamente. “Com a chegada do climatério, em plena pandemia, as coisas foram piorando. Fui ficando sem paciência, me sentindo sufocada, sobrecarregada e triste”, relembrou.

Patrícia contou que, nesse período, o casamento começou a declinar, chegando ao fim em 2023. “Desde então, cá estou exercendo maternidade solo, tentando fazer o possível para manter tudo dentro da normalidade e sem esquecer de mim”, disse.

Apesar dos dissabores, Patrícia se sente recompensada, orgulhosa e realizada com a maternidade. “É incrível quando você vê que tudo que você está fazendo, está dando certo. Quando alguém elogia como seu filho se comportou bem, como é bem educado, isso é maravilhoso”, contou.

Conforme falou Michelle Oliveira, para cada momento da vida a maternidade apresenta desafios e alegrias. “Eu não acho que existe uma idade ideal para ser mãe. Existe todo o contexto, o desejo, a possibilidade e o acaso. Se a maternidade chegou para você depois dos 40, ela não veio fora de hora, ela veio no tempo da sua história.”

BNews

Prêmio da Mega-Sena volta a acumular; As dezenas sorteadas no concurso foram: 25 – 42 – 45 – 48 – 50 – 60

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22/06/2023 - Brasília - Volantes da Mega Sena sendo preenchidos para apostas em casas lotéricas da Caixa. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

 

Nenhuma aposta conseguiu acertar os seis números do concurso da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (9). O prêmio principal acumulou mais uma vez e a estimativa da CEF é de que o próximo concurso pague cerca de R$ 52 milhões.

As dezenas sorteadas no concurso foram: 25 – 42 – 45 – 48 – 50 – 60.

Dois jogos registrados em Salvador acertaram cinco dezenas, garantindo prêmios que, somados, chegam perto de R$ 180 mil.

Uma das apostas vencedoras foi feita na lotérica Salvador Trade. O bilhete simples, com seis números escolhidos, rendeu sozinho R$ 59.801,78 ao apostador.

Já a segunda aposta premiada saiu de um bolão registrado na Sorte Fácil. O jogo, feito com sete dezenas e dividido em 10 cotas, faturou R$ 119.603,50. Segundo a Caixa Econômica Federal, dois participantes do grupo acabaram contemplados.

Além das apostas vencedoras em Salvador, outras dezenas de jogadores baianos também conseguiram faturar na quadra da Mega-Sena.

Ao todo, 116 apostas feitas na Bahia acertaram quatro números e garantiram prêmios a partir de R$ 1.323,82. Somente na capital baiana, 39 apostas foram premiadas entre jogos simples, bolões e apostas online.

Também houve ganhadores em cidades como Feira de Santana, Lauro de Freitas, Camaçari, Vitória da Conquista, Ilhéus, Juazeiro, Eunápolis, Itabuna, Alagoinhas e Santo Antônio de Jesus.

Redação PNB

Governo renova contratos com distribuidoras de energia em 13 estados; Neoenergia e Energisa constam na lista

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O governo antecipou a renovação de contratos com distribuidoras de energia elétrica que atuam em 13 estados. A projeção é que sejam investidos R$ 130 bilhões na melhoria da infraestrutura e no atendimento a consumidores até 2030.O evento contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nesta sexta-feira (7), em Brasília.

“Trata-se da mais expressiva rodada de investimentos na modernização de redes de distribuição de energia da história do Brasil. Estamos falando da geração de 100 mil empregos diretos e indiretos, de 30 mil profissionais capacitados”, destacou Silveira.

Os contratos de renovação contemplam 16 distribuidoras e estão submetidos às regras e diretrizes do Decreto 12.068/2024, que estabeleceu regras mais rígidas às empresas de distribuição de eletricidade.

Os antigos contratos, firmados no final da década de 1990, eram considerados pouco exigentes com relação aos critérios de qualidade no fornecimento de energia elétrica para os consumidores brasileiros. Agora, as distribuidoras se comprometem a seguir todas as 17 diretrizes estabelecidas na norma federal.

Entre esses parâmetros estão a inclusão da satisfação do consumidor como indicador de desempenho das distribuidoras, a obrigatoriedade de melhoria contínua da qualidade do fornecimento e a definição de metas para recomposição do serviço após eventos climáticos extremos.

“Antes, a medição da qualidade do serviço era feita pela área de concessão. Agora serão feitos pelos bairros. Portanto, os bairros mais pobres terão o mesmo padrão de qualidade que os bairros mais ricos. Vamos caminhar para o fim dos apagões e a irritante demora que nós todos conhecemos, nos call centers”, explicou o ministro.

O novo modelo também prevê maior fiscalização dos investimentos pelos órgãos responsáveis, ampliação da qualidade do atendimento em áreas rurais e fortalecimento da infraestrutura destinada à agricultura familiar.

Os novos contratos abrangem os seguintes estados:

  • Pará (R$ 12,2 bilhões)
  • Maranhão (R$ 9,2 bilhões)
  • Rio Grande do Norte (R$ 4,1 bilhões)
  • Paraíba (R$ 2,8 bilhões)
  • Pernambuco (R$ 9,8 bilhões)
  • Bahia (R$ 24,8 bilhões)
  • Sergipe (R$ 1,7 bilhão)
  • Espírito Santo (R$ 4 bilhões)
  • Rio de Janeiro (R$ 10 bilhões)
  • São Paulo (R$ 26,2 bilhões)
  • Mato Grosso (R$ 9,3 bilhões)
  • Mato Grosso do Sul (R$ 4,4 bilhões)
  • Rio Grande do Sul (R$ 9,6 bilhões)

Entre as empresas que tiveram os contratos renovados estão Light, Equatorial, Neoenergia, CPFL, EDP e Energisa.

As concessionárias ainda deverão comprovar anualmente sua capacidade financeira e operacional, bem como adotar medidas de digitalização das redes elétricas, proteção de dados dos consumidores e regularização do compartilhamento de postes entre redes de energia e telecomunicações.

Luz para Todos

No mesmo evento, o presidente Lula assinou a atualização de um decreto que moderniza o programa Luz para Todos e amplia o alcance para mais de 233 mil novas famílias.

A medida tem o objetivo de permitir o aumento de força e uso produtivo de energia para as famílias das áreas rurais contempladas, viabilizando atividades econômicas com o uso de equipamentos que exigem maior carga.

Agência Brasil

Juazeiro lidera debate sobre desenvolvimento regional e industrialização do interior na Index Bahia 2026

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Juazeiro esteve no centro do debate sobre desenvolvimento regional e industrialização durante a Index Bahia 2026, considerada a maior feira da indústria do Nordeste. Com sua participação no painel “Interiorização do Desenvolvimento Industrial da Bahia”, que reuniu representantes de importantes municípios baianos para discutir estratégias de atração de investimentos, geração de empregos e fortalecimento da economia no interior do estado, o município destacou sua experiência e seus projetos de expansão econômica através da valorização da indústria.

O diretor-presidente da ADEER, Tércio Tolentino, Tércio Tolentino, participou do debate ao lado de representantes de importantes cidades do interior do estado. Durante o painel, os participantes refletiram sobre os desafios de impulsionar a industrialização fora dos grandes centros urbanos e, principalmente, sobre como transformar crescimento econômico em desenvolvimento social sustentável.

Na abertura, o mediador Levi Costa, gerente de negócios do Senai da Bahia, destacou a importância de preparar os municípios para esse novo ciclo de expansão,“Crescimento não é desenvolvimento. São conceitos diferentes. O município se sustenta pelas pessoas, e é preciso preparar essas pessoas para dar continuidade ao crescimento”, afirmou.

Ao apresentar as estratégias adotadas por Juazeiro para atrair e consolidar novos investimentos, Tércio Tolentino destacou que o município vem se antecipando aos desafios trazidos pela reforma tributária e estruturando um ambiente cada vez mais competitivo para a instalação de empresas.

“Juazeiro tem trabalhado com visão de futuro. Estamos atuando para fortalecer nosso Distrito Industrial, reduzir burocracias e investir em infraestrutura para consolidar um ambiente seguro e atrativo para novos negócios. O desenvolvimento regional exige planejamento, coragem para inovar e compromisso com as próximas gerações”, destacou o diretor-presidente da ADEER.

Tércio também ressaltou o potencial estratégico de Juazeiro como referência nacional na produção de energia renovável e defendeu a industrialização como caminho para ampliar oportunidades econômicas e diversificar a matriz produtiva do município. “Estamos criando condições para que as empresas encontrem aqui não apenas estrutura, mas capital humano qualificado, inovação e capacidade técnica. Nossa cidade está preparada para crescer de forma inteligente e gerar oportunidades reais para a população”, afirmou.

O debate também reforçou a importância das parcerias público-privadas, da qualificação da mão de obra e da ampliação do acesso à tecnologia como fatores decisivos para impulsionar o desenvolvimento do interior baiano.

A participação de Juazeiro na Index Bahia 2026 destaca o interesse do município na construção de um modelo de desenvolvimento regional inovador e de sucesso.

Ascom PMJ