Preto no Branco

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Transforma Petrolina realiza 4º Workshop das ONGs com palestra sobre saúde mental

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O Transforma Petrolina realizou nessa quarta-feira (30), o 4° Workshop das ONGs. O encontro reuniu 21 representantes de instituições sociais para uma palestra sobre saúde mental e assuntos  relacionados ao 2° Leilão Solidário.

Com o tema  “Cuidando de quem cuida”, a psicóloga convidada, Janaína Nunes, explicou os caminhos para fortalecer a saúde emocional de quem trabalha com a pauta de vulnerabilidade social e se doa diariamente para ajudar pessoas. “O voluntariado é cuidar do outro, cuidar de si, fazer a diferença no mundo e transformar vidas”, afirma.

De acordo com a coordenadora voluntária do Transforma Petrolina, Alinne Durando, falar de autocuidado gera conexão  com o próximo e fortalece o propósito. “É muito importante cuidar de quem cuida. Sabemos que o papel das  ONGs passa pelo carinho e cuidado com pessoas, animais e outras causas  em tempo integral. Nesse processo é necessário cuidar de si também”, destaca.

As ONGs participantes foram Instituto Quintal, Grupo Borboletas do Vale,  ONG Ajudar, AAMAVASF,  Aliança do Bem, Grupo Iluminados,  O Bem Libera o Bem, Casa de Vó,  Anjos do Sertão, Casa de Passagem, Projeto Vampe, Projeto Cactus Pet, ONG Proteger, Projeto Oxente, FEVASF, IBM, Casa Geriátrica, Maanaim, AFibroVasf , Fundação Nilo Coelho e Projeto Moringa.

Ascom

CRAS Quidé suspende atendimento nesta sexta-feira devido à manutenção de rede elétrica

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A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes), informa que o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro Quidé vai suspender o atendimento nesta sexta-feira (1º). A medida é devido à manutenção da rede elétrica no bairro. Na segunda-feira (4), o serviço retomará o seu funcionamento normal.

Ascom/PMJ

Secretaria de Saúde de Juazeiro se manifesta sobre denúncias de candidatos que participaram do processo seletivo simplificado

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Após nota de repúdio de um grupo de candidatos que participaram do processo seletivo simplificado para o preenchimento de vagas e cadastro de reserva da Secretaria de Saúde do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, publicada no PNB, a Secretaria de Saúde de Juazeiro se manifestou.

Os candidatos apontaram supostas falhas no edital do certame e questionaram a avaliação curricular dos candidatos.

A Secretaria de Saúde afirmou que “todos os critérios exigidos no Processo Seletivo Simplificado da Secretaria Municipal de Saúde, estão descritos no Edital n° 04/2023 e suas retificações”.

A Sesau disse ainda que “muitos candidatos foram desclassificados no cargo pretendido por não atenderem os requisitos mínimos , no ato da inscrição, através do envio da documentação, bem como a inexatidão da carga horária e áreas específicas e afins, dos cursos de aperfeiçoamento, exigidos no Edital. Vale salientar que várias inscrições foram feitas sem o envio da documentação comprobatória.”.

Nota de Repúdio

“O edital de Nº 004/2023 para preenchimento de vagas e cadastro reserva na área da saúde apresenta na execução do processo seletivo falhas contundentes que influenciam negativamente na seleção dos candidatos a serem aprovados. Apresenta-se um caso onde, uma enfermeira, com experiência significativa na área, ao se inscrever no processo obteve pontuação 0 e teve seu recurso indeferido com a alegação esdrúxula de que todos os documentos apresentados estavam em desacordo com o solicitado, incluindo os pessoais, argumentação essa que não se sustenta, uma vez que as exigências mínimas para concorrer a vaga foram atendidas, mas não pontuadas. Para efeito comparativo, o edital da SESAU anterior a este do ano de 2021, a mesma candidata obteve 21 pontos na candidatura a vaga de enfermeira geral, onde as exigências eram similares a do presente edital, ou seja, não houve a devida análise curricular e documental adequada da candidata e ao que tudo indica isto aconteceu com outros candidatos onde, por exemplo, um candidato teve seu recurso indeferido, mas não consta a justificativa para tal.

Portanto, é possível constatar a falta de isonomia na realização deste processo seletivo, pois a comissão criada para realizar estas avaliações não cumpriu seu papel adequadamente de fazer as avaliações devidas, atribuir as pontuações de acordo com o explicitado no edital e por fim analisando os recursos de maneira grosseira, sem apresentar justificativas plausíveis que sustentem a manutenção da resposta inicial, trazendo falta de transparência ao processo seletivo.

Diante do exposto, é solicitado que medidas urgentes sejam tomadas de modo que esta avaliação possa ser refeita de maneira transparente, justa e isonômica, para que de fato os melhores candidatos assumam as vagas destinadas pela SESAU”.

Encaminhamos a nota para a Secretaria de Saúde de Juazeiro e solicitamos uma resposta.

O PNB também está encaminhando essa e outras reclamações de candidatos do processo seletivo da Sesau para o Ministério Público da Bahia.

Reclamações anteriores

Nesta quarta-feira (29), um candidato, que preferiu não ser identificado, entrou em contato com o PNB para reclamar que mesmo com anos de experiência, obteve uma nota baixa.

“Tenho documentos que comprovam que trabalho há anos como auxiliar de odontólogo, inclusive na Prefeitura de Petrolina. Enviei toda a documentação e mesmo assim fiquei com nota zero. Muitos outros profissionais estão na mesma situação. É revoltante. Estão tirando pessoas com experiência, para contratar pessoas sem experiência nenhuma, podendo inclusive prejudicar os usuários. Não estamos conseguindo entender quais critérios foram usados para a pontuação da avaliação curricular”, criticou.

No último dia 25, o candidato Rômulo Patrício Brito dos Santos, que fez a seleção para o cargo de Técnico de Enfermagem, também reclamou da pontuação que obteve no processo seletivo.

“Tem gente que trabalha há mais de 10 anos e que ficou apenas com pontuação 4 na avaliação curricular. Tem gente com nível superior, graduado, e que ficou com pontuação zero. E eu conheço gente que ficou com oito pontos, sendo que começou a trabalhar por agora, e que não tem experiência. E eu, que tenho experiência, fiquei com pontuação 4, sendo que em outro Processo seletivo que fiz, minha pontuação foi 7”, declarou.

Na ocasião Rômulo acusou ainda que está sendo vítima de uma perseguição política.

“Eu sou perseguido por ter sido coordenador de campanha das gestões anteriores. Eu era contratado da prefeitura, pois passei no Processo Seletivo e nessa gestão fui tirado. Agora fiz esse processo seletivo e fiquei com a pontuação baixa. Agora quero saber o porquê dessa minha pontuação. Quero saber quem foi que fez essa contagem de pontuação, porque não existe, diante do currículo que eu tenho, de anos trabalhados. Vamos acionar o Ministério Público para que ele possa fazer a própria avaliação curricular de todos para saber se todos têm capacidade de exercer tal função”, acrescentou.

Também em contato com o PNB no dia 25, o candidato Francisco Antônio Campelo Cavalcante apontou que a Secretaria de Saúde está exigindo certificado de atendente de farmácia para o cargo de Auxiliar Administrativo, o que segundo ele, evidência um desvio de função.

“Eu tenho nível superior e fiz o processo seletivo para o cargo de Auxiliar Administrativo, que desempenha tarefas de rotinas, como receber e responder chamadas telefônicas, responder correspondências, organizar e arquivar documentos, gerenciar agendas e agendamentos de reuniões, preparar documentos necessários, entre outras funções. Porém, o PSS pede que os candidatos para esse cargo tenham certificado de atendente de farmácia, ou seja, já deixa bem claro para o servidor vai desempenhar um desvio de função. Aí eu pergunto: o Ministério Público está ciente dessa situação? Está fiscalizando esse PSS ? É justo um candidato como eu, que tenho nível superior, vários certificados e qualificações, ter uma prova para o cargo de Auxiliar Administrativo zerada por não ter um certificado de atendente de farmácia? Auxiliar Administrativo não tem obrigação de saber sobre medicações. Por isso vou procurar o Ministério Público para denunciar essa situação”, afirmou.

Na época encaminhamos as reclamações para a Secretaria de Saúde de Juazeiro. Em resposta, a Sesau informou que “todos os critérios para o processo seletivo simplificado da saúde estão descritos no edital e suas retificações”

Na ocasião a Sesau declarou ainda que em caso de discordância de qualquer etapa e/ou resultado do processo seletivo, o candidato poderia “entrar com recurso até às 09h do dia 26 de agosto, sem prorrogação do prazo”.

Redação PNB

APLB Sindicato em Juazeiro divulga a relação nominal e a lista de pagamento da segunda parcela dos precatórios do Fundef da rede estadual de ensino   

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A APLB Sindicato informa aos trabalhadores em educação da rede estadual de ensino em Juazeiro a relação nominal e a lista de pagamento da segunda parcela dos precatórios do Fundef da rede estadual de ensino. O pagamento foi aprovado pelos deputados, mesmo que sem juros e correção monetária, após votação na Assembleia Legislativa na última sexta-feira (25).

“Estamos divulgando a relação nominal e a lista para que os trabalhadores em educação fiquem cientes do pagamento. Lembramos à categoria que a APLB continua lutando para reverter essa situação que só desfavorece a classe e não vai descansar enquanto não obtiver resultados que sejam positivos e sustentem a garantia dos direitos dos professores, o que sabemos que é assegurado por lei”, explica o diretor da APLB Sindicato em Juazeiro, Gilmar Nery.

Logo após a votação desfavorável aos trabalhadores educação da rede estadual de ensino da Bahia, a APLB Sindicato tomou providências jurídicas entrando com uma ação junto ao Tribunal Regional Federal pedindo o bloqueio das contas do Estado da Bahia dos juros e da correção monetária. 

Ascom/APLB  

Zanin vota contra marco temporal e desempata julgamento; o placar no STF está 3 votos a 2 contrários à tese

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Brasília (DF), 16.08.2023 - Ministro Cristiano Zanin participa da sessão plenária. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

 

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (31) contra o marco temporal para demarcação de terras indígenas. O posicionamento do ministro desempatou o julgamento.Com o entendimento, o placar está 3 votos a 2 contra a tese. Anteriormente, os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes se manifestaram contra o entendimento e Nunes Marques e André Mendonça se manifestaram a favor do marco temporal.

Após o voto de Zanin, o julgamento foi suspenso para o intervalo. Faltam os votos de seis ministros.

Para Zanin, a Constituição reconhece o direito à posse e usufruto de terras indígenas antes de sua promulgação.

“A originalidade do direito dos indígenas às terras que ocupam foi reafirmada com o advento da Constituição de 1988, o que revela a procedência desse direito sobre qualquer outro, assim como a ausência de marco temporal a partir de implantação do novo regime constitucional”, afirmou.

Indenização 

Apesar de votar contra o marco, Zanin reconheceu a possibilidade de indenização a particulares que adquiriram terras de “boa-fé”. Pelo entendimento, a indenização por benfeitorias e pela terra nua valeria para proprietários que receberam do governo títulos de terras que deveriam ser consideradas como áreas indígenas.

“Em situações complexas, o Estado pode e deve transferir às partes a possibilidade de construção de uma solução pacificadora, que preserva o interesse de todos os envolvidos e traga segurança jurídica necessária para continuidade de atividades, negócios e usufruto dos bens envolvidos no conflito”, afirmou.

A possibilidade de indenização também consta no voto proferido por Alexandre de Moraes.

Entenda 

No julgamento, os ministros discutem o chamado marco temporal. Pela tese, defendida por proprietários de terras, os indígenas somente teriam direito às áreas que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época. Os indígenas são contra o entendimento.

O processo que motivou a discussão trata da disputa pela posse da Terra Indígena (TI) Ibirama, em Santa Catarina. A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a posse de parte da terra é questionada pela procuradoria do estado.

Mineradora em Sento-Sé causa danos às comunidades tradicionais: “Não foi suficiente a Chesf acabar com a nossa vida”

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O Mapa de Conflitos: Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contabiliza o sofrimento de agricultores familiares, pescadores artesanais e ribeirinhos que vivem nas proximidades da Serra da Bicuda, em Sento Sé, no sertão baiano. Atualmente, segundo levantamento da Articulação das comunidades atingidas, a região possui 12 comunidades tradicionais e 1.857 famílias.

Embora essa área seja considerada patrimônio natural e cultural da região semiárida, ela enfrenta conflitos a partir da atuação de órgãos governamentais que emitem licenciamentos de barragens, hidrelétricas e mais recentemente com a instalação de uma mineradora.

“A gente diz que é difícil um raio cair duas vezes no mesmo lugar, mas aqui caiu” diz Maria Francisca, professora e moradora do conjunto das comunidades Aldeia, Pascoal e Limoeiro (APL), localizadas no extremo norte baiano, às margens do rio São Francisco. As famílias que vivem ali, a 693 quilômetros de distância da capital (Salvador), no meio da caatinga, com dificuldade de acesso e infraestrutura precária, foram esquecidas pelas autoridades municipais e estaduais.

O “primeiro raio” atingiu os moradores nos anos 1970, durante a ditadura empresarial-militar. Quando a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), responsável pela construção da barragem de Sobradinho, expulsou aproximadamente 72.000 beiradeiros [1], o ditador da vez era o general Emílio Garrastazu Médici. Esse período traz recordações tristes para Francisca que, ainda criança, acompanhou a retirada à força de familiares e amigos de suas roças, fruteiras, criatórios e imóveis.

“Muita gente chorava, carregando trouxas de roupas nas costas ou acomodando seus pertences em cima de jumentos. Minha tia foi puxada pelo marido de dentro da casa quando as águas alcançaram as portas. Ela não queria sair de jeito nenhum” – recorda.

A professora também ressalta que viu pessoas embarcando em um vapor para serem levadas a Minas Gerais e outros estados.

“Quem ficava chorava, quem ia também chorava. Sabe aquele desespero? Não não vale nem a pena recordar” – lembra.

Quem permaneceu na região foi jogado em esparsos galpões construídos pela Chesf no meio da caatinga, em janeiro, tempo de chuvas no sertão. Quem não cabia nos depósitos humanos recebia lona preta e se abrigava como podia, sem nenhuma perspectiva de futuro, ou recebia o valor das passagens para emigrar.

O sofrimento não terminou por aí. As lágrimas traduzem a angústia da professora, que desabafa:

“Não foi suficiente a Chesf acabar com a nossa vida. Agora chegou uma empresa de mineração e a gente sabe que a situação é bem pior”

A mineradora em questão é a transnacional Tombador Iron, sediada na Austrália e sócia de uma empresa na Singapura, país com melhor Índice de Desenvolvimento Humano da Ásia. As duas companhias têm como representante no Brasil Gabriel da Cunha Oliva, também diretor geral da Colomi Iron Mineração S.A e sócio da Proliva Geologia e Mineração, baseada no Rio de Janeiro.

A empresa de mineração iniciou os trabalhos em Sento Sé durante a pandemia de covid-19 para espanto da população local, que não recebeu nenhum comunicado oficial da prefeitura ou da mineradora. Foi um alvoroço:

“Quando a gente veio perceber a mineradora já estava se instalando. E simplesmente ficou” – conta a dona de casa Marismar dos Santos, 39 anos, casada e mãe de três filhos.

Entre março de 2020 e dezembro de 2021, Sento Sé registrou 1.220 casos de covid e 49 óbitos [2]. A taxa de letalidade foi de 3,85%, superior à média do estado (2,16%).

Licenciamentos e impactos

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) concedeu a licença de instalação para o empreendimento em agosto de 2020. Desde então, segundo o relatório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi registrada uma série de impactos socioambientais e danos à saúde da população. A primeira lista inclui, assoreamento de recurso hídrico, desmatamento e/ou queimadas, erosão do solo, pesca e/ou caça predatória, atmosférica, sonora, do solo e de recurso hídrico.

Quanto à saúde, conforme o Mapa de Conflito, há casos de acidentes motivados pelo aumento de tráfego na região, piora na qualidade de vida, doenças transmissíveis, insegurança alimentar e coação física.

O trânsito na BA 210 é intenso nos 191 quilômetros de Juazeiro até Sento Sé, devido à grande quantidade de carretas carregadas com minério de ferro. O asfalto termina lodo após da sede do município em direção às comunidades próximas à mineradora. As carretas de transporte de minério trafegam em comboios de até 10 veículos e levantam grandes nuvens de poeira, tirando a visibilidade dos moradores que se deslocam em carros e motos. Eles são obrigados a parar e deixar a poeira baixar a fim de evitar colisões e outros tipos de acidentes.

Aderbal Borges Santiago, casado e pai de dois filhos, nasceu na comunidade Retiro de Baixo, que fica a 32 quilômetros do centro do município. Ele é servidor público e também cultiva milho, feijão, mandioca, melancia, em um pedaço de terra herdado dos seus pais. Todas as semanas, ele leva a mãe para fazer fisioterapia na cidade. Depois que a mineradora se instalou, Aderbal passou a ter medo de pegar a estrada de chão por causa dos caminhões.

“Uma vez quase bati no fundo de uma carreta porque ela ia com as luzes traseiras todas apagadas. Toda minha família estava no carro. Podíamos ter morrido” – relata.

A mineradora não trouxe nenhum benefício para a comunidade, garante o servidor agricultor, que reclama das falsas promessas da direção da Tombador Iron:

“O que chegou pra nós foi isso, poeira. O emprego, o dinheiro, as coisas boas que prometeram até agora não chegou pra gente” – reclama.

Uma poeira fina cobre tudo. Na escola comunitária, as faxineiras limpam tudo bem cedo às seis horas da manhã. Quando alunos e professores chegam às 7h30min já está tudo empoeirado de novo. Os casos de alergia e problemas respiratórios ocorrem com frequência.

“A gente não estava acostumado com isso” – lamenta Francisca.

Atualmente, uma das principais reivindicações é o asfaltamento da estrada que percorre a área rural. Há três anos, uma comissão formada pelos moradores se reuniu com o atual secretário de administração Juvenilson Passos, ex-prefeito e marido da atual prefeita Ana Passos. Os participantes protocolaram um ofício e Juvenilson prometeu, mas não cumpriu, tomar providências.

Sem a Tombador Iron Mineração e a prefeitura reduzirem os impactos dos problemas gerados pela extração de minério, os moradores das comunidades tradicionais decidiram, no início deste ano, bloquear a estrada e impedir a passagem de carretas e carros da mineradora. Durante doze dias, eles acamparam no local, dormiram ao relento, suportaram o ataque de muriçocas e prepararam alimentos em um fogão improvisado. Mais uma vez a comunidade não foi ouvida e os manifestantes foram retirados do acampamento por policiais.

A omissão das autoridades não se justifica. A Constituição de 1988, no artigo 20, parágrafo primeiro estabeleceu que é devido aos estados, ao Distrito Federal, aos municípios e aos órgãos da administração da União, a participação no resultado da exploração de petróleo, gás natural, recursos hídricos para geração de energia e outros recursos minerais. No caso da extração de ferro, é prevista uma alíquota de 3,5% no caso da extração de minério de ferro.

Segundo a Agência Nacional de Mineração, os recursos originados da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), pagos pelas empresas mineradoras, devem ser aplicados em projetos, que direta ou indiretamente revertam em prol da comunidade local, na forma de melhoria da infraestrutura, da qualidade ambiental, da saúde e da educação. É vetada a aplicação dos valores recebidos pela prefeitura em pagamento de dívida ou para pagar salários de servidores.

Da instalação da Tombador Iron em Sento Sé, em 2020, o valor CFEM pulou de R$ 110.772,60 para R$ 5.934.246,41, ou seja, um aumento de 5.357,14%. No entanto, as comunidades se queixam de que nada foi investido na região. O aumento do valor da compensação ano a ano pode ser visto no quadro abaixo, cuja fonte é o Observatório da CFEM, da Agência Nacional de Mineração.

Comissão Pastoral da Terra (CPT-BA) e Site Meus Sertões

Indicado por Lula, Ministro Zanin (STF) arquiva ação contra Bolsonaro por omissão em compra de vacina

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O presidente da República, Jair Bolsonaro,participa de cerimônia de posse dos desembargadores Messod Azulay Neto e Paulo Sérgio Domingues, como ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

O Ministro Zanin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu arquivar uma ação movida pela Rede Sustentabilidade contra o ex-presidente Bolsonaro, por omissão na compra das vacinas contra a Covid-19.

O partido alegava suposta negligência na aquisição das vacinas durante a pandemia, mas o ministro justificou em sua decisão que o propósito da ação perdeu relevância, visto que as vacinas já foram administradas à população.

A decisão ressalta que a situação factual e de saúde pública atingiu um estado de estabilidade.

“O quadro fático e sanitário atual encontra-se estabilizado, sendo desnecessária a continuidade da tramitação da presente ação. Os esclarecimentos técnicos elaborados pelo Ministério da Saúde e trazidos aos autos evidenciam a inutilidade de eventual provimento judicial que discuta o conflito descrito na petição inicial”, disse o ministro.

No dia 21 de outubro de 2020, a Rede Sustentabilidade ingressou com o processo perante o Supremo Tribunal Federal (STF), em um momento marcado por sérias preocupações relacionadas à crise sanitária. Na ocasião, o partido requereu uma determinação que obrigasse o governo a adquirir vacinas. No documento inicial apresentado, o partido argumentou que, considerando a escassez de vacinas disponíveis no país, o Plano Nacional de Imunização recém-elaborado carecia de especificações mais detalhadas.

Redação PNB

Bahia: Governo do Estado anuncia pagamento dos precatórios Fundef para os próximos dias 4, 5 e 6 de setembro

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O pagamento 2023 dos precatórios Fundef será realizado pelo governo baiano nos próximos dia 4 a 6 de setembro. As datas foram anunciadas pelo governador Jerônimo Rodrigues, na noite dessa quarta-feira (30). Os créditos serão efetivados na conta bancária dos profissionais do Magistério da Educação Básica que fazem juz ao benefício e estão com dados cadastrais atualizados na base do Estado. As orientações para a distribuição dos recursos foram divulgadas no Diário Oficial do Estado, por meio das portarias de nº 847, publicada conjuntamente pelas secretarias de Administração (Saeb) e Educação (SEC), e de nº 848, publicada pela Saeb, SEC e Secretaria da Fazenda (Sefaz-Ba).

No total, serão destinados R$ 1,25 bilhão a mais de 118 mil pessoas. Grande novidade no repasse deste ano, o abono extraordinário no valor de R$ 416 milhões será recebido no dia 6 de setembro por todos os 85.245 professores e coordenadores pedagógicos do Estado, incluindo aposentados e contratados por meio do Regime Especial de Direito Administrativo (REDA), independente de terem atuado ou não no período de erro no repasse das verbas do Fundef.  Os profissionais em regime de 40 horas semanais serão contemplados com a quantia de R$ 5.950,70; já para aqueles que cumprem ou cumpriram jornada de 20 horas semanais, o valor fixado é de R$ 2.975,35.

Em paralelo, R$ 832 milhões serão destinados aos professores e coordenadores pedagógicos que atuaram na educação básica de janeiro de 1998 a dezembro de 2006, período de erro no repasse do Fundef . Os interessados já podem conferir no Portal da Educação (http://institucional.educacao.ba.gov.br/precatorio) a lista com os nomes de todos os habilitados a receber este abono.

Neste caso, o cálculo do pagamento é feito de modo proporcional à jornada de trabalho e ao período de efetivo exercício do profissional dentro do período em questão. Na lista divulgada pela SEC, é possível visualizar o tempo de efetivo exercício de cada profissional e os períodos em que esteve submetido à carga horária de 20 ou 40 horas semanais.

O crédito deste segundo abono será realizado nos dias 4 (para correntistas do Banco do Brasil) e 5 de setembro (demais bancos), contemplando todos os profissionais do magistério identificados na lista de beneficiários que estão na folha de pagamento do Estado e também aqueles que não possuem mais vínculo com o Estado mas que realizaram a atualização cadastral necessária ao recebimento da primeira parcela dos precatórios, paga no ano passado.

Atualização cadastral – Beneficiários que estão fora da folha de pagamento do Estado, mas não realizaram a atualização cadastral, precisam informar os dados bancários necessários ao recebimento. O mesmo vale para qualquer hipótese em que os dados anteriormente apresentados pelo beneficiário tenham sido alterados ou recusados pela instituição financeira indicada para pagamento Nestes casos, o prazo para o crédito é de 10 dias úteis após a atualização do cadastro.

A atualização cadastral deverá ser protocolada nas unidades da Rede SAC, mediante apresentação de documento de identificação com foto, CPF,- endereço eletrônico, contato telefônico, comprovante de endereço e comprovante de conta bancária de pessoa física de titularidade do requerente.

Herdeiros – Vale ressaltar que os herdeiros de profissionais falecidos identificados na lista de beneficiários do abono – incluindo aqueles que foram contemplados com a parcela 2022 dos precatórios – precisam realizar requerimentos específicos para ter direito aos recursos deste ano, inclusive mediante apresentação de novo alvará judicial.

O primeiro passo a ser cumprido pelos herdeiros é a abertura de um processo no Estado solicitando informações sobre os valores devidos ao ex-servidor falecido.. Num segundo momento – já de posse do alvará judicial autorizando o levantamento parcial ou integral do valor – o herdeiro deve abrir um segundo processo no Estado, solicitando o recebimento do abono.  Nos dois casos, os requerimentos devem ser encaminhados por meio das unidades da Rede SAC.

Os postos e pontos SAC prestam atendimento por ordem de chegada ou mediante agendamento prévio no SAC Digital. A relação completa dos documentos necessários para a abertura destes processos pode ser conferida na página Orientações sobre os Precatórios Fundef, no site do RH Bahia (www.rhbahia.ba.gov.br).

Secom

Secretaria de Saúde de Juazeiro comunica mudança no horário de atendimento do cadastro da Carteira de Identificação para Autistas

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A Secretaria de Saúde de Juazeiro mudou o horário para cadastramento da Carteira de Identificação para Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). O atendimento passa a ser das 14h às 16h30 a partir desta sexta-feira (01).O cadastro está sendo feito seguindo a ordem alfabética do primeiro nome da pessoa com autismo. Para efetuá-lo é necessário que a pessoa com autismo compareça pessoalmente na Sesau, uma vez que é preciso coletar a assinatura.

“As famílias que tenham mais de uma pessoa com o espectro poderão fazer o cadastro de todos no mesmo dia. Por exemplo: Uma mãe tem dois filhos, um com o nome que comece com a letra A e outro J, ela poderá fazer os dois cadastros em um único dia” destacou a superintendente de Atenção Básica da Sesau, Lorena Andrade.Calendário para cadastramento

Os cadastros são realizados na Secretaria de Saúde, localizada no Shopping Águas Center, na avenida Adolfo Viana, S/N, seguindo o cronograma abaixo:Nomes iniciados com as letras S, T, U, V, W, Y ou Z: 01, 04 e 05 de setembro – das 14h às 16h30DocumentosPara realizar o cadastro a pessoa autista ou seus responsáveis precisam levar os seguintes documentos: Laudo Médico que aponte o Transtorno do Espectro Autista, CPF, RG ou Certidão de Nascimento, tipo sanguíneo, comprovante de endereço, uma foto 3×4 recente e RG e CPF dos responsáveis.Sobre a CipteaA Ciptea, instituída no município através da Lei 3.118/ 2023, garante direitos como, a prioridade no atendimento e acesso aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social. O documento será conferido a crianças e adultos independentemente do grau de autismo.