Preto no Branco

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Petrolina: Centro de Controle de Zoonoses alerta para acidentes com aranhas e reforça medidas de prevenção

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A Prefeitura de Petrolina informa que os acidentes com animais peçonhentos são comuns na cidade, principalmente em épocas com temperaturas mais elevadas. Em relação às aranhas, a maioria das ocorrências não apresenta repercussão clínica.

Os gêneros de importância em saúde pública no Brasil são a aranha-marrom (Loxosceles), aranha-armadeira ou macaca (Phoneutria) e viúva-negra (Latrodectus).

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) destaca que as aranhas não são agressivas, picam apenas quando comprimidas contra o corpo, como forma de defesa. Os principais grupos pertencem, principalmente, às aranhas que vivem nas casas ou suas proximidades, como caranguejeiras e aranhas de grama ou jardim.

Para evitar o aparecimento de aranhas é fundamental manter jardins e quintais limpos, evitando acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico, material de construção nas proximidades das casas. Acidentes com aranha causam sintomas que podem ser leves a severos. Em raros casos, pode levar à morte. Petrolina registrou 28 casos de picada de aranhas no ano passado e 12 este ano, sem nenhum óbito.

A orientação para quem for picado por aranha em Petrolina é ir ao Hospital Universitário (se for adulto) ou Hospital Dom Malan (se for criança). As pessoas expostas a picadas de aranhas e de outros animais peçonhentos devem tentar capturar o animal que causou o acidente e levá-lo ao CCZ, que fica na Avenida Jatobá, nº 01, bairro Pedra do Bode. O telefone para contato é 3867-4774. Isso permite a identificação do animal e ajuda a Secretaria de Saúde a fazer a notificação dos casos.

Ascom Prefeitura de Petrolina

Denúncia grave: “Pedimos Socorro! Estamos desamparados pela lei e por todos”, desabafam funcionários do Hospital Regional, em Juazeiro; Eles suplicam providências

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Na última sexta-feira (15), o PNB publicou uma série de denúncias graves feitas por um grupo de profissionais de saúde, composto por pessoal do administrativo, técnicos em enfermagem, enfermeiros e médicos, contra a direção do Hospital Regional de Juazeiro, administrado pela Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de Castro Alves, terceirizada da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). A unidade hospitalar é referência para a Covid 19, e atende cerca de 55 municípios da região norte e do sertão pernambucano, que integram a Rede PEBA. O grupo clamava por providências dos poderes públicos.

Além de mais um atraso no pagamento dos salários, prática constante da direção, o grupo denunciou que, em plena pandemia do novo coronavírus, os profissionais de saúde não estão recebendo EPIs apropriados e nem em quantidade suficiente. “No momento está faltando luva. Toda semana falta uma coisa”.

Após a reportagem, o PNB não parou de receber denúncias de funcionários da instituição, que revoltados e sentindo-se desamparados, reforçaram os pedidos de socorro as autoridades do MP e do judiciário, aos gestores, e aos parlamentares da região

“Sou funcionária do Hospital regional de Juazeiro/BA, infelizmente venho desabafar o descaso e o sofrimento que a gente vem passando com essa empresa que está gerindo o hospital, a APMI. Infelizmente, não somos o primeiro hospital que esta empresa vem fazendo descaso com os funcionários. Se pesquisa na internet, vai vê que em outras cidades ela já vem causando problemas. Hoje completamos 2 meses sem salário. Homenagens não faltam, mas o que queremos é o nosso salário. Estamos arriscando nossas vidas, e os grandes estão em suas casas, sentados, sem o seu salário atrasar. Existem pessoas que precisam pagar aluguel, precisam se alimentar. Estamos no meio de uma PANDEMIA, o Ministério Público e o prefeito da cidade fecham os olhos para o que está acontecendo no Regional. Temos desgastes físico e emocional para salvar vidas. Enquanto isso, estamos sofrendo com essa direção irresponsável. O governador do estado fecha os olhos, porque sabe que a empresa pertence a gente grande, que é do lado dele. O Ministério Público de Juazeiro precisa acordar! Esta empresa já deu aqui, ela é muito irresponsável! Por favor, nos socorre!”, apelou a profissional.

Outras denúncias se sucederam e todas muito graves.

“Estamos trabalhando em um hospital referência para a Covid 19, e não passamos por nenhum treinamento. Tivemos apenas um dia de encontro com o infectologista Dr Washington, e só. O macacão que usamos não é apropriado. Eles foram doados por uma loja de adubos e deve ser descartado após usado 60 vezes. Quem controla isso? Eles também deveriam ser passados a uma determinada temperatura, mas nos chegam amassados, sem terem visto ferro. Além disso não são impermeáveis. Quem quiser venha aqui testar”, denunciou uma funcionária, que foi mais além “Sim, nos deram máscaras. Uma máscara PFF2 para ser usada durante 15 dias, quando deveriam ser descartadas após o turno de trabalho, segundo protocolo da Anvisa. E pasmem: descobrimos recentemente que são falsas, não tem as capas e os filtros de uma máscara verdadeira. Elas até têm o selo do Inmetro, mas não estão dentro das normas. Quem quiser venha aqui testar também”.

Outro funcionário questionou um repasse que a empresa recebeu para o enfrentamento a pandemia.

“No portal da Transparência consta que a direção recebeu um repasse do Governo do Estado de mais de novecentos mil reais, para implantação de leitos para a Covid 19, mas o que fizeram foi trocar o nome da sala de UTI para “UTI Covid 19, e não instalaram nenhum leito. Existiam 20 leitos na UTI, dez para clínica e dez cirúrgicos. Continua o mesmo número de leitos, sendo que só dez para a Covid, e sem os dez respiradores. Existe em torno de sete. Trocaram também o nome da Clínica Cirurgia, para “Clínica Covid”, mas não houve aumento real no número de leitos. Deixaram de prestar os outros atendimentos, mas continuam os 30 leitos intermediários, quando o paciente não apresenta complicações e os 10 leitos da UTI”.

“Eu pergunto: A empresa continua recebendo o mesmo repasse, mesmo não atendendo mais os serviços de antes, como o ambulatorial e outros, com exceção da oncologia e da urgência, os outros foram cancelados para investir no atendimento a Covid, fortalecendo a rede. Investiram em que? onde? Eles não estão pagando nem os nossos salários? O governador conhece esta situação? E o Ministério Público, já veio aqui apurar nossa denúncias que não são de agora?

Respostas

Direção da APMI

O PNB entrou em contato com a assessoria de imprensa da APMI, que em nota afirmou que o “Hospital Regional de Juazeiro mantém rotina de treinamento e distribuição de EPI’s para todos os colaboradores da unidade hospitalar, de acordo com suas funções. Os funcionários de todos os setores continuam sendo treinados com relação à higienização e uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para diminuir o risco de contágio pela Covid-19″.”Inúmeras medidas foram tomadas aqui no hospital visando à prevenção ao coronavírus. Criamos o Comitê Interno de Enfrentamento ao Covid-19, que atua na prevenção, orientação e combate à epidemia e passadas informações: área exclusiva para pacientes com suspeita de contaminação pelo vírus, fluxos de acessos, uso de máscaras, orientações pós-alta com os esclarecimentos sobre o período de isolamento, dentre outros pontos importantes. O Comitê é responsável para atender as atender às demandas da Sesab e criar fluxos, rotinas e treinamentos para enfrentamento ao Covid-19, além de distribuição de EPI’s, orientações e outras medidas”, informou José Antônio Bandeira, diretor médico e de Ensino e Pesquisa do HRJ, afirmando que o hospital segue as “orientações técnicas da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

Secretaria da Saúde do Estado da Bahia

Já a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, também em nota enviada ontem, 20 de maio informou que o órgão “realiza pagamentos regulares e consecutivos a todos os fornecedores, incluindo a APMICA. Nos últimos 30 dias foram realizados pagamentos que totalizaram R$ 5,934 milhões para a instituição. Cabe ressaltar que a mesma é a responsável pela gestão de mão de obra e insumos do Hospital Regional de Juazeiro. A denúncia sobre a ausência de pagamento de salário aos funcionários será apurada e as medidas cabíveis serão tomadas”.

Ministério Público

O Ministério Público, em Juazeiro, em nota enviada ao PNB no último dia 18, esclareceu que a “Promotoria de Justiça com atribuição na área de Saúde ajuizou ação civil publica de número 0504162-57.2016 sobre os reiterados atrasos no repasse de valores pelo governo do Estado à APMI, referente à gestão do Hospital Regional de Juazeiro. Segundo a promotora de Justiça Rita de Cássia Rodrigues Caxias de Souza, a ação tem por objeto ainda a reestruturação da Unidade Hospitalar quanto à estrutura física, compra de equipamentos e se refere ao cumprimento do contrato de gestão pela APMI. A promotora de Justiça esclarece que a Promotoria de Justiça de Saúde tem constantemente demonstrado, através de documentos e auditorias da própria SESAB e do NRS, o descumprimento da decisão de antecipação de tutela concedida pela 1 Vara da Fazenda Pública da Comarca de Juazeiro e vem pedindo que seja avaliada a sentença de mérito com a aplicação das medidas judiciais cabíveis”.

O MP passou para o Ministério Público do Trabalho, a responsabilidade de instaurar procedimento para apurara a falta de EPIS e demais direitos dos profissionais. Entramos em contato com o órgão e aguardamos resposta.

Em contato com o Juiz José Goes, da 1 Vara da Fazenda Pública da Comarca de Juazeiro, citada pela Promotora Rita de Cássia na nota, o magistrado informou apenas que “já houve liminar, inclusive, com bloqueio de verba. O MP, no dia 18 deste mês, informou o descumprimento da liminar e já houve despacho do Juízo da Fazenda pública”.

Lembrem-se: dia 18 de maio, foi quando o PNB entrou em contato com o MP, em Juazeiro, solicitando um posicionamento sobre a situação do hospital.

Vejam: direção do hospital, Secretaria da Saúde do Estado, Ministério Público, Juiz da Fazenda Pública, de alguma forma, todos os lados ouvidos por nossa reportagem justificam, argumentam, tentam explicar, mas não apresentam nenhuma ação concreta e rápida, como pede o momento de pandemia, para resolver a situação dos funcionários do hospital.

E eles suplicam:

“Pedimos socorro! Estamos desamparados pela lei, estamos a mercê dos desmandos da empresa, os políticos não nos enxergam, estamos expostos ao poderoso vírus, sem ao menos poder pagar nossas contas e trabalhar com um pouco mais de tranquilidade. Estamos desamparados por todos!” desabafou uma profissional de saúde, mãe, arrimo de família”.

Da Redação por Sibelle Fonseca

SESAU informa sobre funcionamento da UBS do Mussambê nesta sexta (21)

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A Secretaria da Saúde de Juazeiro informa que a Unidade Básica de Saúde do Mussambê necessitará ter seu abastecimento de água interrompido nesta sexta-feira (22) para realização de um serviço hidráulico. Consequentemente, o atendimento ao público ficará suspenso retornando em seu horário normal na próxima segunda-feira (25).

Ascom-SESAU

Casa Nova: Após primeiro caso de COVID 19, gestão municipal intensifica medidas preventivas

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Após confirmação do primeiro caso confirmado de COVID 19, o Prefeito de Casa Nova, Wilker Torres, intensificou as medidas já constantes em decretos anteriores e alertou que “a desobediência das medidas relacionadas” importará na “aplicação de multa e representação ao Ministério Público”, além das outras sanções previstas nos decretos municipais 634, 635, 639, 676 e 693/2020. Com data de 20 de maio de 2020, o Decreto 694/2020 dispõe novas exigências protetivas a serem obedecidas no território do município.

Com foco centrado nos trabalhadores rurais, o Decreto determina o uso obrigatório de máscaras, a serem fornecidas pelas empresas, a manutenção do distanciamento nos refeitórios e veículos de transporte e cuidados adicionais, como fornecimento de álcool e lavatórios.

Para todo o território de Casa Nova fica obrigatório o uso de máscaras em todos os veículos, públicos ou particulares e mantidas as regas de fornecimento de serviços e comercialização de produtos, sendo proibido o fornecimento nos estabelecimentos.

Ao final o Decreto proíbe o transporte de passageiros entre a sede de Casa Nova e Santana do Sobrado, seja em ônibus ou vans. Suspende também a realização da feira semanal em Santana do Sobrado,no dia 24 de maio.

“Todas essas medidas são excepcionais, provisórias e estamos fazendo tudo ao nosso alcance para que não se mantenham por muito tempo” – explica o Prefeito Wilker Torres – “Não queremos dar a mínima oportunidade para a infecção de mais pessoas em Casa Nova. Vamos vencer o vírus, mas dependemos do apoio e da colaboração da população ”.

Com informações Manoel Leão /ASCOM PMCN

“Na Bahia nós não vamos mudar nenhum protocolo”, afirma Rui Costa sobre uso da cloroquina em pacientes com sintomas leves da Covid 19

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Durante debate na CNN Brasil nesta quinta-feira (21), o governador do estado, Rui Costa (PT), afirmou que a Bahia não irá mudar seu protocolo de uso da cloroquina em pacientes contaminados pelo novo coronavírus.

“Na Bahia nós não vamos mudar nenhum protocolo. Até porque aqui, tenho repetido diversas vezes, político não é pra passar receita médica. Quem define isso é quem estudou medicina, cientistas, médicos”, afirmou o governador baiano.

Com a saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde a orientação do órgão é para que se utilize o medicamento mesmo em pacientes que apresentem sintomas leves da infecção.

Da Redação

 

Afasta de mim: Durante reunião, Rodrigo Maia pede a Bolsonaro que se afaste dele

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Durante a reunião de governadores, realizada na manhã desta quinta-feira (21), que tinha tudo para ser um momento “amigável”, uma cena marcou o encontro. Foi quando o Presidente da Câmara Rodrigo Maia, protegido com uma máscara, pediu ao presidente Jair Bolsonaro, sem a proteção de máscara, que se afastasse.

A reunião também contou com a presença de Davi Alcolumpre, Presidente do Senado, que contraiu e já foi curado da Covid-19, e mesmo assim usava a proteção, e de governadores, que participaram do encontro por videoconferência. Em pauta, o socorro financeiro aos estados.

O gesto de rejeição foi registrado pela GloboNews.

Da Redação

 

Remanso: Prefeito Zé Filho tem contas rejeitadas pelo TCM, Tribunal de Contas dos Municípios

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Na sessão desta quinta-feira (21/05), realizada por meio eletrônico, o Tribunal de Contas dos Municípios rejeitou as contas do Prefeito de Remanso, José Clementino de Carvalho Filho, relativas ao exercício de 2018.

O Conselheiro José Alfredo Rocha Dias, relator do parecer, multou o prefeito em R$8 mil em razão das irregularidades apontadas no relatório técnico. O representante do TCM ainda determinou a formulação de uma representação junto ao Ministério Público Estadual para apurar as irregularidades da gestão.

O gestor teve as contas rejeitadas, segundo o TCM, por realizar gastos excessivos com pessoal, abertura irregular de créditos adicionais e não pagamento de multas.

O relator também sugeriu aplicação de mais uma multa, no valor correspondente ao percentual de 15% dos subsídios anuais do prefeito, por extrapolar o limite com despesa de pessoal. No entanto, o conselheiro Paolo Marconi divergiu e opinou que o valor da referida multa fosse de 30%. O posicionamento de Paolo Marconi foi seguido pelos demais conselheiros.

De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal as prefeituras podem gastar apenas até o limite prudencial de 54% da receita corrente líquida com a folha de pessoal. Em Remanso, os gastos no exercício de 2018 chegaram ao equivalente a 59,59%.

A relatoria determinou também o ressarcimento ao erário, com recursos pessoais, de um total de R$3.279.901,74, pela ausência de comprovação de pagamento das folhas salariais (R$640.727,89); ausência de comprovação de pagamento das folhas salariais com recursos do Fundeb-60% (R$1.612.334,12); despesa com juros e multa por atraso de pagamento (R$1.495,60); e ausência de comprovação de pagamento (R$1.025.344,13).

Entre as ressalvas apontadas no relatório técnico, destacam-se ainda a ausência das certidões que comprovam os débitos registrados na dívida fundada do município; tímida cobrança da dívida ativa; e divergências entre os demonstrativos contábeis e os dados declarados no sistema SIGA, do TCM.

Cabe recurso da decisão.

Da Redação, com informações TCM-BA

“Todos foram testados e resultados deram negativo para Covid 19”, diz Sesau sobre profissionais do IBOPE, que estiveram no município realizando pesquisa populacional sobre o novo coronavírus

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Na manhã desta quinta-feira (21), o PNB publicou reportagem sobre os três entrevistadores do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), que realizavam uma pesquisa populacional sobre o novo coronavírus no Brasil, no município de Irecê, norte da Bahia, que testaram positivo para a Covid-19.

Confira matéria:

Irecê-BA: entrevistadores do Ibope testam positivo para a Covid-19 e pesquisa nacional sobre o novo coronavírus é suspensa na cidade

Como Juazeiro foi um dos 133 municípios brasileiros que participaram da pesquisa realizada por 15 profissionais, que estiveram na cidade no período de 14 a 19 de maio, alguns leitores do PNB entraram em contato com nossa redação questionando se estes pesquisadores foram testados, antes de realizarem o trabalho no município.

Entramos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde que nos afirmou que todos os 15 profissionais que realizaram a pesquisa em Juazeiro foram testados, antes do início da visitação às residências e os resultados dos exames dos profissionais deram negativo para a Covid 19.

Segundo a Secretaria de Saúde de Juazeiro, durante a pesquisa do IBOPE, ao todo 250 pessoas foram entrevistadas e fizeram teste para a Covid 19, sendo que todos os testes deram negativo para o novo coronavírus.

Sobre a pesquisa:

A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal de Pelotas, referência em epidemiologia, e financiada pelo Ministério da Saúde.

O processo de coleta de dados e realização do teste rápido aconteceu durante seis dias na zona urbana e rural do município. De acordo pesquisadora do IBOPE Inteligência, Rita de Cássia Odwyer, as pessoas que seriam testados eram escolhidos por um sistema. “As informações foram passadas pelo IBGE e quando chegamos a Juazeiro fomos direcionados pelo sistema para as localizações já mapeadas. Não podemos escolher bairro, casa e nem morador. Este foi um primeiro momento, daqui a 15 dias vamos retornar e fazer novas coletas de dado e de testes”, explicou.

Da Redação

Juazeiro: Diante de pandemia em ano eleitoral, população deve estar alerta sobre notícias falsas; PNB apurou e esclarece algumas que mais circulam

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Coronavírus e fake news: duas pandemias que devem ser evitadas!

Além de estarmos vivenciando um período desgastante de pandemia pelo novo coronavírus, precisamos lembrar que 2020 também é ano eleitoral. O ambiente de temor experimentado pela população tem sido usado, inescrupulosamente, nas redes sociais, como palanque para aqueles que buscam votos e atenção. Vários são os grupos de WhatsApp, “blogs” e até transmissões virtuais (a moda do momento) comandados por leigos em jornalismo e com interesses particulares, que têm servido como meio de propagação de informações falsas, as fake-news.

No combate ao danoso vírus das fake-news, que se propaga rapidamente, O PNB apurou, junto a fontes oficiais, como os sites do Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde e o Comitê de Combate à Pandemia do novo coronavírus, em Juazeiro, sobre algumas “informações” que circulam na cidade. Grande parte delas repassadas por alguns pretendentes a cargos no executivo e no legislativo municipais, com candidaturas declaradas, e também por seus seguidores e internautas, que acabam compartilhando os boatos, que viram “verdades”, e longe de servir ao interesse público, contemplam interesses eleitoreiros.

Juazeiro recebeu 20 milhões para as ações de enfrentamento a pandemia?

A informação é falsa ou, no mínimo, imprecisa. O projeto aprovado no Congresso para ajudar estados e municípios ainda não foi, sequer, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro. Os recursos, na verdade, se destinarão, caso vire lei, a cobrir as quedas de arrecadação com ISS, FPM e ICSM. Sem ele, os prefeitos e governadores terão dificuldades para honrar suas folhas de pagamento e manter serviços públicos básicos como varrição das ruas, por exemplo.

Juazeiro deverá receber cerca de 16 milhões, parcelados em 4 meses. O valor, segundo informações obtidas junto à gestão municipal, cobrirá o rombo da queda de arrecadação. Em abril, foram cerca de 4 milhões a menos nos cofres da prefeitura.

Para investimentos no combate à pandemia da Covid-19, deverão chegar ao município pouco mais de 3 milhões, também divididos em quatro parcelas. No entanto, não há ainda previsão de quando estes recursos chegarão.

O que a prefeitura fez com os 4,9 milhões enviados pela União?

Novamente, buscamos a informação nas fontes oficiais. A Prefeitura de Juazeiro criou, com a aprovação da Câmara de Vereadores, uma dotação exclusiva para os recursos da Covid-19. Dos 4,9 milhões, aproximadamente 1,5 milhão de reais foram investidos em testes rápidos e 1,2 milhão foram destinados a aquisição de EPIs, de acordo com a assessoria. Estes mesmos recursos foram destinados ao pagamento dos serviços contratados da Pró-Matre, que passou a absorver a urgência adulta e do Hospital São Lucas, que está atendendo a pediatria.

Parte deste recurso, de acordo com a prefeitura, está sendo investido na Maternidade Municipal, que contará com uma ala exclusiva para pacientes com suspeita de coronavírus. O restante tem se destinado a aquisição de  medicamentos e outros equipamentos assessórios para o tratamento dos casos positivos.

Por que Juazeiro não fez hospital de campanha?

A Secretaria de Saúde de Juazeiro respondeu a questão. “Um hospital de campanha é uma unidade improvisada e a cidade de Juazeiro conta com estruturas mais bem preparadas do que este tipo de instalações. Por exemplo, o Hospital do Câncer, UNACON, está pronto ao lado do Hospital Regional. As duas instituições juntas têm a capacidade para até mais 400 leitos, na hipótese de aumento do número de casos.

Outras medidas já foram tomadas. Juazeiro transformou a UPA em unidade exclusiva para o coronavírus e o hospital já conta com respiradores para casos graves. Até esta quinta-feira, 21, somente duas internações foram registradas e nenhuma em estado grave. Desde a mudança no seu funcionamento, a UPA atendeu 157 somente na primeira semana”.

A direção da UPA informou que na unidade existem 5 leitos de sala vermelha, com respiradores, e mais 4 disponíveis para instalação, caso haja necessidade. Também foram instalados 8 leitos intermediários, com capacidade de expansão para 22.

Por que o município de Juazeiro não está realizando testes rápidos?

Outra questão bastante levantada nas redes sociais, com afirmações e comparações em relação ao município de Petrolina, como de costume.

Segundo a Secretaria de Saúde, “a cidade tem seguido os protocolos orientados pelo Ministério da Saúde e testado todas as pessoas que apresentam sintomas. Os profissionais de saúde da UPA, por exemplo, são testados de 15 em 15 dias, já que a unidade ficou exclusiva para atendimento de pacientes com a infecção”.

Ainda de acordo com o órgão, “A Prefeitura de Juazeiro, neste período, já recebeu mais de mil testes do Governo do Estado, adquiriu aproximadamente 700 unidades no início da pandemia e recentemente comprou mais 8.500 testes rápidos. Eles já vêm sendo utilizados e um Ponto de Coleta foi aberto na Escola Judith Leal Costa para examinar as pessoas notificadas. A UPA também serve como local de testagem para os seus pacientes”.

“Os testes rápidos são confiáveis apenas quando feitos a partir do décimo dia de início dos sintomas. Se Juazeiro, por exemplo, tiver 100 pessoas em investigação será porque um número maior não se apresentou declarando ter quadro sintomático”, exemplificou a Sesau.

A SESAU esclareceu ainda que “também utiliza outras duas modalidades de testes: o PCR e o exame sorológico”.

Os profissionais estão trabalhando sem EPIs?

No Brasil, assim como em boa parte do mundo, a escassez de equipamentos de proteção individual têm sido um enorme desafio. Em Juazeiro, porém, segundo o Comitê de Combate à Pandemia do novo coronavírus, em Juazeiro, “não têm faltado EPIs para os profissionais de Saúde vinculados ao município, inclusive nas últimas semanas relatam entrega com protocolo assinado para cada profissional com nome e matrícula dos mesmos. Na UPA, por exemplo, os profissionais contam com toda a proteção necessária e nos padrões recomendados. Algo que atesta esta informação é que 100% da equipe foi testada para o coronavírus e nenhum deles teve resultado positivo”.

O Comitê afirmou que “no início da pandemia, a Sesau fez acordo com as equipes das unidades básicas da zona rural e criou um sistema de revezamento, garantindo que os veículos que transportam os profissionais tenham espaço para evitar aglomerações e sejam sistematicamente higienizados.

Por que um número alto de profissionais de saúde acabam sendo infectados?

“Esta informação circula de forma enviesada e sempre de maneira tendenciosa. É preciso contextualizá-la. Muitos profissionais de Juazeiro têm outros vínculos nas redes privadas ou pública de outras cidades da região. Alguns dos casos relatados pela imprensa, por exemplo, são oriundos de hospitais particulares ou de trabalhadores que atuam em cidades vizinhas. No entanto, obviamente, como acontece em todo o mundo, são os profissionais da linha de frente do combate à pandemia as vítimas “preferenciais” do vírus, apesar de todos os esforços, certamente terão profissionais também contaminados. Na Itália e Espanha, os relatos de médicos e enfermeiros vitimados pela doença podem ser encontrados facilmente nos sites de notícias”, esclareceu o Comitê de Combate à Pandemia do novo coronavírus, em Juazeiro.

Da Redação