Preto no Branco

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Frota declara na CPMI das Fake News que Bolsonaro protege e financia “terroristas virtuais”

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Na tarde desta quarta-feira (30), o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) foi ouvido pela Comissão Parlamentar Mista de Investigação das Fake News, e declarou que Jair Bolsonaro (PSL) protege e financia “terroristas virtuais”, fazendo referência a Tercio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz.

“Bolsonaro se encantou com essas três figuras e os trouxe para trabalhar dentro de seu gabinete”, declarou Frota.

O parlamentar afirmou ainda que o presidente atua com “milícias digitais nas redes sociais” que são responsáveis pelo “terrorismo virtual” e “assédio virtual que vai aos extremos”, nas redes sociais.

Ainda de acordo com Frota, ex-aliado de Bolsonaro, a prática das fake news teria se institucionalizado, não só no Planalto, mas também em gabinetes de deputados e senadores bolsonaristas.

Da Redação com informações da Agência Brasil

Oposição quer proteção a porteiro e evitar que Moro fique com investigação

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Líderes da oposição no Congresso querem que o porteiro do condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem casa seja incluído em um programa de proteção a testemunha. A ideia é evitar que ele seja coagido.

A oposição defende ainda que a investigação sobre a execução da vereadora Marielle Franco, mesmo após a citação a Bolsonaro, continue com a Polícia Civil do Rio de Janeiro.

O presidente afirmou nesta quarta-feira (30) ter acionado o ministro da Justiça, Sergio Moro, para que a Polícia Federal investigue o depoimento do porteiro.

Segundo reportagem da TV Globo, no dia em que a vereadora foi assassinada, um dos acusados de cometer o crime, o ex-policial militar Élcio Queiroz, esteve no condomínio no Rio de Janeiro onde o presidente tem residência.

O suspeito teria dito que ia à casa de número 58, que pertence a Bolsonaro. À época, ele era deputado federal e, no mesmo dia, estava em Brasília.

Em depoimento aos investigadores, o porteiro teria contado que o suspeito pediu para ir à casa de Bolsonaro e um homem atendeu o interfone e autorizou a entrada.

O presidente negou envolvimento na morte de Marielle e atacou a TV Globo e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), a quem acusou de vazar o depoimento.

“A PF e o Moro não têm que escutar o porteiro. Ele é uma testemunha que precisa neste momento ser protegida; não precisa ser coagida. Não cabe juridicamente o processo ficar na PF ou no Moro. Não tem que federalizar [a investigação]”, afirmou a líder da minoria na Câmara, Jandira Feghali (PC do B-RJ).

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), informou que solicitará medidas pela segurança do porteiro.

“O caso Marielle precisa ser elucidado de forma minuciosa garantindo, inclusive, a proteção das testemunhas”, escreveu o senador em rede social.

A oposição cobra a apuração de quem autorizou a entrada de Élcio no condomínio.

Para Feghali, é clara a relação entre as famílias de Bolsonaro, Élcio e de Ronie Lessa, outro acusado de ser um dos autores do assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes.

A filha de Lessa teria namorado um dos filhos de Bolsonaro. Além disso, Élcio e Bolsonaro já tiraram uma foto juntos.

“A acusação [diante do depoimento do porteiro] é grave, porque envolve a casa do presidente. Isso tem que ser investigado. Ninguém pode fazer uma acusação indireta sobre ninguém, mas precisamos entender o que aconteceu”, disse a deputada.

Uma ampla reunião entre partidos da oposição está prevista para esta quarta, quando deve ser discutida a atuação do grupo após a revelação da citação ao nome de Bolsonaro na investigação.

Folhapress

Após ter o nome ligado a execução de Marielle, Bolsonaro ameaça cassar a concessão da Rede Globo

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Visivelmente transtornado, Bolsonaro fez uma live onde expressou sua irritação e raiva contra a TV Globo, apos o Jornal Nacional exibir reportagem onde aparece o nome do presidente ligado à execução da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Pedro Gomes. Bolsonaro ameaçou, mais uma, vez cassar a concessão da emissora e disse: “Vocês são canalhas, patifes e querem acabar com o Brasil”

Na sequência de insultos à emissora, ele disse: “Estou no meu limite com vocês!”  “Por que esta patifaria por parte de vocês? Deixem eu governar o Brasil. Vocês perderam. Se o processo da renovação da concessão de vocês não estiver limpo, não terá concessão nenhuma. Vocês o tempo todo infernizam a minha vida, porra!!!”

A informação veiculada no JN desta terça-feira(29) é grave. Segundo o noticiário, horas antes do crime que vitimou  Marielle Franco e Anderson, um dos assassinos, Élcio Queiróz, contatou a casa do então deputado federal Jair Bolsonaro. A informação foi obtida através do depoimento do porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, onde vivia a família Bolsonaro.

Ainda segundo o JN, Bolsonaro estava em Brasília no dia do ocorrido e não no Rio de Janeiro.

Da Redação

Bahia fica entre estados que não alcançam meta global de vacinação contra sarampo, afirma ministério

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Um balanço parcial divulgado pelo Ministério da Saúde (MS) indica que o Brasil atingiu a meta global de vacinação de sarampo para crianças de 6 meses a menores de 1 ano, com o registro de 95% da população geral nessa faixa etária imunizada. O desempenho da cobertura vacinal não foi uniforme, no entanto, entre todos os estados (veja mapa).

Estão abaixo da meta de vacinação Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Em relação aos municípios, o ministério contabiliza que 34,5% (1.923 cidades) precisam reforçar os esforços para atender à meta de vacinação.

A segunda etapa da campanha de vacinação está prevista para começar em 18 de novembro. O governo federal tem expectativa de que agentes comunitários de saúde de combate às endemias façam busca ativa em residências para vacinação.

O foco é a população adulta. “Um novo grupo, composto por adultos de 20 a 29 anos que não estão com a caderneta de vacinação em dia terá a oportunidade de se vacinar até 30 de novembro, quando termina a campanha”, destaca nota divulgada hoje (29) em Brasília pelo ministério.

Novo boletim epidemiológico do sarampo será publicado no dia 6 de novembro e “trará como registro, dos últimos 90 dias, 5.660 casos confirmados” da doença, antecipa o Ministério da Saúde. “Dezenove estados estão na lista de transmissão ativa da doença e 90,5% dos casos confirmados estão concentrados no estado de São Paulo”.

pasta alerta que o sarampo é uma doença infecciosa grave que pode causar a morte, especialmente de crianças. “Nos últimos 90 dias, foram confirmadas 14 mortes pela doença no Brasil, sendo sete em menores de 5 anos de idade, três na faixa etária de 20 a 29 anos e quatro em adultos maiores de 40 anos. Foram 13 óbitos registrados em São Paulo e um em Pernambuco”, detalha nota do ministério.

No total, 304 municípios (5,5% das cidades brasileiras) apresentaram casos de sarampo. O Ministério da Saúde tem expectativa que o próximo boletim assinale queda de casos recentes da doença.

 

Sintomas

De acordo com informe do Ministério da Saúde, a transmissão do sarampo ocorre pelo ar, quando uma pessoa infectada tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira prevenir a doença é pela vacina.

Há uma preocupação especial da pasta a partir do final do ano: o período de férias – que ocasiona aumento de circulação de pessoas adultas pelo país para celebrar o Natal, descansar no veraneio e brincar o carnaval.

Além disso, o aumento de chuva de verão pode elevar o número de casos de dengue. O sarampo tem alguns sintomas que podem ser confundidos com doença transmitida pelo Aedes aegypti, como febre alta, dor de cabeça e manchas vermelhas.

No caso do sarampo, é comum que a febre ocorra acompanhada de tosse e que haja irritação nos olhos, mal-estar intenso e nariz escorrendo e entupido. Um médico deverá ser consultado para o diagnóstico correto.

Agência Brasil

Nome de Bolsonaro aparece em investigação da morte de Marielle Franco; Ele se manifesta atacando a imprensa

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Na edição de ontem (29), o Jornal Nacional, Rede Globo, noticiou que no dia em que a vereadora Marielle Franco foi morta a tiros, em 2018, um dos suspeitos de envolvimento no caso teria anunciado na portaria do condomínio que iria visitar Bolsonaro.

Segundo o jornal, o porteiro do condomínio no Rio de Janeiro onde mora o presidente afirmou, em depoimento à polícia, que um dos principais suspeitos de matar Marielle, o ex-policial Élcio Queiroz, buscou a casa de Bolsonaro na mesma data do crime, em 14 de março de 2018.

Naquele dia, Élcio se reuniu com Ronnie Lessa, outro acusado de cometer o assassinato, no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, onde Lessa também têm casa.

De acordo com o Jornal Nacional, Élcio chegou à portaria do condomínio, solicitou entrada no local e foi autorizado por alguém na casa de Bolsonaro, então deputado federal. O livro de visitantes mostra que, às 17h10, o ex-PM informou que iria à casa 58, mas acabou se dirigindo para a propriedade de número 66, que é de Lessa.

Reportagem informou que, no registro geral de imóveis, a casa 58 está em nome de Jair Messias Bolsonaro. O presidente também é proprietário do imóvel de número 36 naquele condomínio, onde mora um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

Ao observar pelas câmeras do condomínio que o visitante não se dirigia ao número que informara, o porteiro teria ligado novamente à casa 58. Segundo ele, a pessoa que atendeu disse que sabia para onde Élcio estava indo.

Ainda em depoimento à polícia, o porteiro teria dito que, nas duas vezes em que ligou para a casa 58, identificou a voz no interfone como sendo a do “Seu Jair”. No entanto, os registros de presença da Câmara dos Deputados constam que Bolsonaro estava em Brasília na data.

A investigação está recuperando os arquivos de áudio da guarita do condomínio para saber com quem o porteiro conversou e quem estava na casa 58, afirmou o telejornal.

Após a veiculação da notícia, Jair Bolsonaro se manifestou chamando a Rede Globo de “canalha”, numa postagem ilustrada com o símbolo da Globo como um esgoto

“Canalhas! Live sobre a ‘reportagem do JN” em nosso snapgram, Facebook, Twitter ou YouTube!”, vociferou o irritado presidente.

Questionado pelo Jornal Nacional, o advogado do presidente, Frederick Wassef, afirmou que o depoimento “é uma mentira, uma fraude, é uma farsa”.

Mais tarde, o presidente apareceu em uma transmissão ao vivo pelo Facebook, proferindo ataques à TV Globo. Ele disse que quer prestar depoimento ao delegado que comanda a investigação e disse que não pedirá sigilo. “O porteiro é vítima de uma farsa”, declarou.

Élcio e Lessa estão presos desde março deste ano e foram denunciados pelo Ministério Público (MP) sob acusação de terem executado Marielle. Após a reunião na casa de Lessa, os dois teriam deixado o condomínio e cometido o crime contra a vereadora do Psol.

Como houve menção ao nome do presidente da República, a lei requer que o caso seja analisado pelo STF. Segundo o Jornal Nacional, representantes do MP do Rio foram até Brasília para uma consulta com o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo.

Eles teriam questionado se poderiam continuar a investigação após o nome de Bolsonaro ter sido mencionado. Toffoli ainda não se pronunciou sobre a questão.

Da Redação

Setor comercial do SAAE terá atendimento reduzido na quinta-feira (31)

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O atendimento no Setor Comercial do Serviço de Água e Saneamento Ambiental – SAAE/Juazeiro, que funciona na Rua Barão de Cotegipe – Centro, terá seu horário reduzido em uma hora na quinta-feira (31) para que os servidores possam participar de um treinamento interno, visando melhoria dos serviços ofertados.

O horário de atendimento na quinta-feira (30) será das 8h às 16h e na sexta-feira (1) volta ao horário normal das 8h às 17h

Ascom SAAE

SESAU divulga número de telefone emergencial do SAMU

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A Secretaria de Saúde de Juazeiro/SESAU informa que devido a um problema na operadora de telefonia, o número 192 do SAMU está temporariamente indisponível. A população pode acionar o serviço por meio do número (74) 9 9198 0828, enquanto a linha não for restabelecida.

Ascom/SESAU

Manifestantes gritam “Bolsonaro traidor”, após governo derrubar destaque na reforma dos militares

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Na tarde de ontem (29), o governo de Jair Bolsonaro derrubou o primeiro destaque de autoria do PSOL, que modificaria o texto-base do projeto da reforma dos militares.

A emenda rejeitada apresentava proposta de substituir o adicional de habilitação militar, as gratificações por cursos realizados, por um reajuste linear para todos os integrantes das Forças Armadas, e teria um impacto estimado de R$ 130 bilhões em uma década, segundo a equipe econômica.

Houve protesto. O presidente foi chamado de “traidor”, pelos manifestantes que acompanhavam a sessão.

A a sessão foi suspensa, faltando três destaques para serem votados. O projeto propõe ajustes nas regras previdenciárias dos militares e uma restruturação das carreiras das Forcas Armadas, com reajuste de gratificações.

Confira no vídeo:

Da Redação com informações da Agência Brasil

STJ aceita pedido de Lula e suspende julgamento sobre sítio de Atibaia no TRF-4

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O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Leopoldo de Arruda Raposo concedeu liminar em habeas corpus pedido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender um julgamento marcado para esta quarta (30) no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

O TRF-4 previa analisar uma questão referente ao processo do sítio de Atibaia (SP) que poderia anular a condenação de Lula em primeira instância e fazer o caso retroceder à fase de alegações finais (momento anterior à sentença).

A defesa de Lula também havia pedido ao Supremo Tribunal Federal um habeas corpus para suspender o julgamento no TRF-4 nesta quarta. O pleito seria analisado liminarmente pelo ministro Edson Fachin. Com a decisão do STJ, contudo, o pedido ao Supremo ficou prejudicado, conforme informou a defesa de Lula a Fachin.

Lula está preso desde abril de 2018 pela condenação em outro processo, o do tríplex de Guarujá (SP), decisão confirmada em segunda (TRF) e terceira instâncias (STJ). Uma eventual anulação da sentença do caso do sítio, portanto, não mudaria neste momento a sua situação como preso.

No caso do sítio, Lula foi condenado em primeira instância por corrupção e lavagem de dinheiro, com pena fixada em 12 anos e 11 meses de prisão. Segundo o Ministério Público Federal, a propriedade rural teve reformas financiadas pelo pecuarista José Carlos Bumlai e pelas empreiteiras Odebrecht e OAS.

A decisão liminar de Raposo no STJ é de segunda-feira (28), mas só foi publicada nesta terça. Raposo substitui no STJ o ministro Félix Fischer, relator dos recursos da Lava Jato no tribunal, que está afastado por motivo de saúde.

O julgamento no TRF-4 tinha a ver com a ordem de apresentação das alegações finais no processo do sítio.

Recentemente, o Supremo decidiu que réus delatados têm direito de falar por último, depois dos réus delatores, para terem a chance de se defender de todas as acusações. Com base nesse recente entendimento, o TRF-4 marcou o julgamento de uma questão de ordem, pois Lula, delatado, apresentou suas alegações finais ao mesmo tempo que os delatores.

A defesa do petista, porém, não queria que essa questão de ordem, que poderia levar a uma nulidade parcial do processo, fosse analisada antes da própria apelação que foi levada ao TRF-4. A apelação é mais ampla e discute outros pontos de nulidade.

Segundo os advogados de Lula, a oitava turma do TRF-4 deveria analisar a apelação de Lula respeitando a ordem de chegada dos recursos no colegiado, sem atropelar o caso do petista. Segundo eles, havia 1.941 processos na frente do de Lula na oitava turma.

Os advogados de Lula justificaram o pedido de habeas corpus dizendo que o TRF-4, ao “pinçar” uma pequena parte dos argumentos da defesa para julgá-la antes da própria apelação, desrespeitou o devido processo legal.

“O desembargador federal João Pedro Gebran Neto [relator do processo], do TRF-4, decidiu de ofício, e sem amparo legal, incluir em pauta para julgamento em questão de ordem, no próximo dia 30.10.2019, apenas uma das várias questões prejudiciais de mérito, e, ao fazê-lo, selecionou aquela que anula o processo em menor extensão”, afirmou a defesa ao STF.

Folhapress