Na tarde deste sábado (20), o prefeito Luiz Vicente Berti, junto com o vice-prefeito, Paulo lima, e todos os vereadores da coligação “Juntos Somos Mais Fortes” contagiou a comunidade de Lagoa Grande, em sobradinho. Com bandeiras, abraços e satisfação, a comunidade recebeu os candidatos em suas casas, demonstrando o apoio e confiança na continuação de um governo que melhorou a qualidade de vida de suas famílias.
A atual gestão mudou a realidade da comunidade que antes dependia de carro pipa para ter água para o próprio consumo e agora recebe água em suas torneiras. “A água sempre foi o sonho da comunidade. A gente esperou muito tempo ter água nas nossas casas, mas graças a Deus, o prefeito conseguiu trazer para a gente. Agora é só felicidade, a gente não precisa mais ficar esperando pipa”, declarou a professora, Ângela Maria de Jesus, moradora de Lagoa Grande.
Em discurso, Luiz Vicente reforçou o seu compromisso com a comunidade e declarou a emoção de ter dado o pontapé inicial da sua campanha justamente na comunidade de Lagoa Grande, na qual passou parte de sua infância. “É um momento de muita alegria estar realizando a nossa primeira reunião onde praticamente fui criado. Aqui em Lagoa Grande nós trouxemos água encanada, água tratada e de qualidade. Hoje o povo tem água em suas torneiras. Bebi água aqui hoje o dia todo nas casas, água da melhor qualidade. Isso nós comemoramos, é uma conquista que traz dignidade à nossa população”, disse.
O prefeito ressaltou ainda o seu trabalho como presidente do Consórcio Sustentável do Território do São Francisco (Constesf). “À frente do Consórcio estamos levando melhoria para o todo o nosso território. Sobradinho está sendo contemplado hoje com cisternas e com títulos de terra. Esses são benefícios que garantem direitos ao homem e mulher do campo e para melhorar a vida das famílias das comunidades rurais de nossa terra, o nosso trabalho é incansável, pois o crescimento só ocorre quando se trabalha pelo povo trabalhador, como o povo do campo”, concluiu.
A comunidade de Lagoa Grande respondeu com demonstrações de apoio a toda a coligação, reafirmando que Sobradinho precisa continuar avançando no desenvolvimento e no trabalho.
Produtores rurais que estão com pendências de regularização fundiária poderão requerer título de terra no município de Curaçá
O Consórcio Sustentável do Território do São Francisco (Constesf) prorrogou o prazo para a realização dos cadastros literais para regularização fundiária no município de Curaçá. Os agricultores que desejam regularizar seu imóvel rural poderão requerer seu título de terra na modalidade doação, de forma gratuita, junto à equipe do Constesf, comparecendo à Secretaria de Agricultura do município a partir dessa segunda-feira (22) até dia 26 de agosto, próxima sexta-feira.
Para solicitar o título, o produtor terá que atender a alguns critérios, como nunca ter recebido um título de terra e possuir uma área abaixo de 100 hectares. Serão atendidas apenas as seguintes comunidades: Fazenda Icó de Cima, Icó de Baixo, Primavera, Vajota, Macambira, Mucambo, Buticudo, Umbuzeiro, Boa Esperança, Jibóia, Campinas, Poço do Gato, Mandim, Salgado, Fonseca, Riacho Icó, Lajedo, Barro de Vermelho, Laminha, São João, Caraíba dos Gomes, Jaquinicó I e II, São Bento, Barra do Brejo, Pedra Preta, Brejo, Frade, Logradouro, Jatobá, Saco da Canoa, Riacho Seco.
O projeto de regularização fundiária é uma ação do Constesf, através da Coordenação de Desenvolvimento Agrário do Estado da Bahia (CDA), da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e tem o objetivo de proporcionar aos agricultores a regularização do seu imóvel rural através do título de terra na modalidade doação. Cada município do território do São Francisco será atendido com 200 títulos de terra, totalizando duas mil famílias beneficiadas.
Lista de documentos necessários
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA O PROCESSO DE REQUERIMENTO DE TÍTULO
Pessoas Solteiras
– RG DO SOLICITANTE (2 CÓPIAS);
-CPF DO SOLICITANTE (2 CÓPIAS);
– DOCUMENTO DE POSSE INDIRETA: RECIBO DE COMPRA E VENDA, CONTAS DE CONSUMO, DECLARAÇÕES DA POSSE DA TERRA EXPEDIDAS POR ÓRGÃOS PÚBLICOS (PREFEITURA MUNICIPAL, SINDICATOS, ETC) OU ITR. TODOS COM MAIS DE 5 ANOS DE EMISSÃO (2 CÓPIAS);
Pessoas Casadas (No Civil)
– RG DO SOLICITANTE (2 CÓPIAS);
-CPF DO SOLICITANTE (2 CÓPIAS); – CERTIDÃO DE CASAMENTO (2 CÓPIAS);
– RG DO CÔNJUGE (2 CÓPIAS);
-CPF DO CÔNJUGE (2 CÓPIAS);
– DOCUMENTO DE POSSE INDIRETA: RECIBO DE COMPRA E VENDA, CONTAS DE CONSUMO, DECLARAÇÕES DA POSSE DA TERRA EXPEDIDAS POR ÓRGÃOS PÚBLICOS (PREFEITURA MUNICIPAL, SINDICATOS, ETC) OU ITR. TODOS COM MAIS DE 5 ANOS DE EMISSÃO (2 CÓPIAS);
Pessoas Viúvas
– RG DO SOLICITANTE (2 CÓPIAS);
-CPF DO SOLICITANTE (2 CÓPIAS);
-CERTIDÃO DE CASAMENTO (2 CÓPIAS);
-CERTIDÃO DE ÓBITO (2 CÓPIAS);
– DOCUMENTO DE POSSE INDIRETA: RECIBO DE COMPRA E VENDA, CONTAS DE CONSUMO, DECLARAÇÕES DA POSSE DA TERRA EXPEDIDAS POR ÓRGÃOS PÚBLICOS (PREFEITURA MUNICIPAL, SINDICATOS, ETC) OU ITR. TODOS COM MAIS DE 5 ANOS DE EMISSÃO (2 CÓPIAS);
OBSERVAÇÕES: APRESENTAR, NO ATO DO CADASTRAMENTO, TODOS OS DOCUMENTOS ORIGINAIS; – PARA CASADOS, OS DOIS DEVERÃO ESTAR PRESENTES PARA CADASTRAMENTO; – PARA DIVORCIADOS, A CERTIDÃO DE CASAMENTO DEVERÁ SER ACOMPANHADA COM A AVERBAÇÃO DO DIVÓRCIO.
Assessoria de Comunicação – Consórcio Sustentável Território do São Francisco – CONSTESF
O prefeito Isaac Carvalho assina logo mais às 9h desta segunda-feira, em seu gabinete, novas ordens de serviço, contemplando a sede e o interior. São elas:
Pavimentação da Rua do Projetada I
– Campos dos Cavalos
Pavimentação da Rua do Projetada II
– Campos dos Cavalos
Pavimentação da Rua do Veraneio
João XXIII
Reforma da praça do Jardim São Paulo
Reforma da praça Santiago Maior – Centro
Nova UBS de Maniçoba II
Com essas 6 novas obras, a prefeitura totaliza 26 ordens de serviço autorizada somente neste mês de agosto.
Um carro da Guarda Municipal de Juazeiro capotou, nesta manhã, ao lado da Arcellor Mittal, no bairro Alto da Aliança.
De acordo com informações, a viatura da Guarda Civil Municipal, uma ‘S10’, acabou capotando enquanto estava em uma perseguição. Alguns guardas estavam no carro e foram feridos, mas não se sabe sobre a gravidade dos ferimentos.
Ainda que batam continência ao subir no pódio, os medalhistas olímpicos brasileiros que integram as Forças Armadas não têm funções militares regulares e só aderiram às corporações para sobreviver como atletas, diz à BBC Brasil Márcio Antonio Scalercio, que pesquisa a história das corporações no Brasil.
Professor da PUC-Rio e da Universidade Cândido Mendes, Scalercio afirma que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica passaram a incorporar atletas profissionais como uma “estratégia de marketing” e atrás dos mesmos benefícios que levam empresas a patrociná-los: “ganhar um olhar positivo da sociedade”.
Segundo o Ministério da Defesa, o Programa de Atletas de Alto Rendimento foi criado com o objetivo de melhorar o desempenho do país nos Jogos Mundiais Militares, ajudar o Brasil a se tornar uma potência esportiva e desenvolver a ciência do esporte.
“As Forças Armadas brasileiras já desfrutam de um elevado conceito no seio da sociedade e não dependem de campanhas específicas de marketing para melhorá-lo”, disse o vice-almirante Paulo Zuccaro, diretor de Desporto Militar do Ministério da Defesa.
Mas o professor Scalercio diz que os atletas incorporados no programa não exercem as funções militares.
“Achar que esses atletas são militares é como achar que um atleta patrocinado pelo Banco do Brasil é bancário”, diz Scalercio, autor de vários estudos sobre história militar, relações internacionais e o Exército brasileiro.
Segundo o professor, esses atletas “não acordam no quartel, não têm serviço de guarda, e a grande maioria não tem obrigação militar alguma”.
Dos 465 esportistas que integram a delegação olímpica brasileira, 145 participam de um programa para atletas de alto nível criado pelo Ministério da Defesa em parceria com o Ministério do Esporte antes dos Jogos Mundiais Militares de 2011, no Rio.
A iniciativa deixou o Brasil no primeiro lugar da competição e foi ampliada para turbinar o desempenho do país nesta edição olímpica. Das 15 medalhas obtidas por brasileiros até esta quinta-feira, 12 vieram de atletas do programa.
Patriotismo ou aceno ao patrocinador?
A maioria dos medalhistas prestou continência durante a premiação (segundo as Forças Armadas, o gesto é facultativo).
Para Scalercio, a continência deve ser lida mais como um aceno a um patrocinador do que como uma demonstração patriótica. “Como no uniforme olímpico não é possível estampar os brasões das forças, uma maneira de conseguir projeção é quando o atleta bate continência ao ganhar a medalha.”
O professor afirma que a exaltação aos atletas militares entre os brasileiros demonstra o prestígio das corporações, “embora boa parte da população não cogite nem por um minuto servir no Exército”.
“No Brasil, exceto pelos oficiais, quem serve nas Forças Armadas são as classes subalternas. A classe média não quer nem saber de passar na porta do quartel”, diz.
Ele afirma ainda que a popularidade das Forças Armadas indica que a associação entre as corporações e a ditadura militar (1964-1985) vem enfraquecendo. “A ditadura não é mais uma coisa recente, e já existe uma quantidade imensa de brasileiros nascidos depois desse período.”
Investimentos em relações públicas
Atletas civis tornam-se militares temporários, com patente de sargento e salário de R$ 3,2 mil mensais
Antes das Olimpíadas, as Forças Armadas enviaram a várias redações de jornais, revistas e portais brasileiros um kit com informações sobre cada atleta militar. Cada vitória é celebrada nas redes sociais das instituições.
Segundo Scalercio, os militares brasileiros – como os de vários outros países – hoje dão grande peso a estratégias de relações públicas.
Ele afirma que o campo ganhou importância a partir da Guerra do Golfo, nos anos 1990, quando os militares americanos “montaram um baita time de marketing para o controle das informações”.
Os militares brasileiros seguiram os passos dos americanos, diz o professor, e hoje têm “um pessoal bastante qualificado” dedicado ao tema. Muitos assessores de imprensa do Exército serviram no Haiti, onde ajudavam a coordenar visitas de jornalistas para reportagens sobre a força da ONU chefiada pelo Brasil. Vários falam duas ou mais línguas.
Scalercio não vê problemas na ênfase ao setor. “Eles estão defendendo suas instituições, faz parte do que se espera de corporações.”
Militares temporários
Para participar do programa do Ministério da Defesa, os atletas devem passar por uma seleção e ter seu currículo e físico avaliados. São descartados os candidatos com “tatuagem aplicada em área extensa do corpo, que possa vir a prejudicar os padrões de apresentação pessoal e do uso de uniformes exigidos nas instituições militares”.
Aprovados, tornam-se militares temporários, com patente de terceiro sargento e salário de R$ 3,2 mil mensais, além de benefícios da carreira e a possibilidade de treinar em instalações militares.
Segundo as Forças Armadas, os atletas passam por um treinamento militar básico, o mesmo dado aos demais sargentos. A participação no programa pode durar oito anos.
Alguns atletas foram incorporados pouco tempo antes da Olimpíada – caso do ginasta Arthur Zanetti, prata na disputa de argolas no Rio e que se tornou membro da Aeronáutica no mês passado. Na segunda, o técnico de Zanetti, Marcos Goto, afirmou que os militares pegavam atletas “prontos” e defendeu que investissem também em categorias de base.
Problemas estruturais
Especialista diz que patrocínio a atletas é uma das várias atividades das Forças Armadas que não se relacionam com a defesa nacional
Segundo Scalercio, o patrocínio a atletas profissionais é uma das várias atividades das Forças Armadas que não se relacionam com a defesa nacional, privilégio de um país que vive em paz com os vizinhos e não enfrenta ameaças militares relevantes.
Ele afirma, no entanto, que as corporações têm “um problema estrutural” e são pouco coordenadas entre si – o que exemplifica ao citar que militares da Aeronáutica, Marinha e Exército usam fuzis diferentes.
O professor elogia o trabalho social das forças na Amazônia, onde, entre outras funções, participam do atendimento médico a comunidades ribeirinhas, e defende a ampliação desse papel.
“Deveria haver um debate sobre o tipo de Forças Armadas de que precisamos”, defende.
‘Fortalecer o esporte’
Após a publicação desta reportagem, o Ministério da Defesa enviou uma nota à BBC Brasil.
Segundo a pasta, “o Programa Atletas de Alto Rendimento da Pasta foi criado com o intuito de fortalecer o esporte nacional, em planejamento com o Ministério do Esporte”.
Foram pesquisados os exemplos das Forças Armadas de diversos países, “principalmente China, Alemanha, Rússia, França e Itália, que possuem programa semelhante e são potências olímpicas”, acrescenta o texto.
“Os atletas integram o Programa de forma voluntária. Eles são militares e a profissão deles é ser atleta, assim como a Marinha, o Exército e a Aeronáutica têm médicos, advogados e dentistas. Em paralelo, podem continuar treinando e competindo conforme conveniência de suas modalidades e são chamados, periodicamente, a critério de cada Força, para uma reciclagem de instrução militar.”
Segundo o ministério, há outros “objetivos diretos” no programa, “como o investimento em instalações e equipamentos desportivos, com a contribuição do Ministério do Esporte, que ficam à disposição das Forças Armadas para o emprego da melhoria da capacitação física de seus combatentes”.
O Brasil está nú. Contagiado pelas narrativas anti-corrupção produzidas nos gabinetes da grande imprensa, o País despiu suas paixões e expôs a fragilidade das suas convicções cidadãs. Das estratégias de comoção social à disseminação do ódio, os oligopólios midiáticos produziram as condições necessárias para que o debate conceitual, sobre a linfática corrupção do Brasil, fosse substituído pela produção ostensiva de afecções que geraram intolerâncias ideológicas e inviabilizaram a democracia entre nós.
No ano de 2012, as investigações que resultaram no processo judicial do Mensalão produziram um festival de afetos anti corrupção. O Supremo Tribunal Federal ocupou a cena dos principais canais de televisão e as páginas dos principais jornais e revistas do país. Sob o domínio das empresas de comunicação que representam os setores mais conservadores da nossa sociedade, o processo foi cuidadosamente disputado para que os crimes cometidos na compra de votos entre os poderes executivo e legislativo, resultassem na condenação dos corruptores e dos corruptos. O escândalo ficou circunscrito ao período governado pelo PT. A corrupção foi datada e partidarizada. O que estava em jogo era a responsabilização imediata dos crimes aos governantes do momento, o constrangimento dos três poderes republicanos e a provocação de animosidades coletivas. O STF foi aprisionado pelas lentes da grande imprensa, o Poder Judiciário capturado pela fama rápida e fácil da fábrica de heróis que coloniza o imaginário nacional. O combate à corrupção forneceu fôlego, humores e voz ao anti-petismo que sempre alimentou os ressentimentos políticos de muitos brasileiros e brasileiras.
O ano de 2013 foi marcado pelos movimentos em defesa da democratização radical do direito à mobilidade urbana e por vultosa onda grevista. Segundo o DIEESE ocorreram cerca de 2050 greves das mais diferentes categorias de trabalhadores àquele ano. O acúmulo de insatisfações com os mais variados temas da vida cidadã no Brasil explodiu nas ruas. As ocupações cresceram, avolumaram-se as críticas e protestos contra todos os males da Nação. Na sua ‘Edição Histórica’ de 26 de junho, a Revista Veja, em sua Carta ao Leitor, oferece o diagnóstico e a saída para o caos provocado pelas Jornadas de Junho. Em editorial intitulado: “Sem medo do novo”, a revista celebra o fracasso dos partidos de esquerda no controle das ruas, condena a inviabilidade política do anarquismo apartidário e proclamava o surgimento do ‘novo’. A novidade da época era, de fato, a rejeição às formas tradicionais de protestos. A revista, comprometida com a distorção dos acontecimentos para benefício dos seus interesses políticos e econômicos, deixava uma mensagem explícita: ‘não temer o novo’, também deixava uma mensagem subliminar: ‘vamos dar forma a este novo’.
No ano de 2014, ano de eleições presidenciais, entra em cena o julgamento da operação Lava Jato. Tudo se repete em termos de anti-corrupção e anti-petismo (esquerdismo) com foco nos resultados eleitorais. Constituiu-se a face jovem do liberalismo contemporâneo no Brasil através do Movimento Brasil Livre (MBL) – uma corruptela da sigla do MPL (Movimento Passe Livre). Subordinado a organizações liberais estadunidenses, o MBL teve vitalidade para a ocupação das ruas e muita criatividade para a renovação da pauta da Tradição Família e Propriedade (TFP) dos anos 60 do milênio passado. Novo na ‘roupagem’, velho no conceito, o MBL atualizou a indignação dos bem nascidos no Brasil. No mesmo ano, O PT ganhou as eleições entregue ao fisiologismo político do PMDB por uma diferença pequena de votos contra o PSDB. Nada de novo nas eleições majoritárias. No âmbito das eleições parlamentares, assistimos à ascensão das bancadas da Bíblia, da Bala e do Boi (BBB). O Brasil conseguiu legitimar no voto o que há de mais reacionário em termos de mentalidade política. Pelo perfil do Congresso Nacional eleito em 2014, voltamos ao século XIX. O fenômeno era novo no intervalo de retomada da democracia pós ditadura militar e velho, muito velho, nos termos da nossa história republicana.
O ano de 2015 foi marcado pelo discurso do país dividido na imprensa hegemônica. Mais um forte argumento para a manutenção da farsa que nos conduziria ao golpe contra a democracia. As ruas foram tomadas por discursos contra a corrupção, a favor do retorno dos militares ao poder, contra Karl Marx, contra Paulo Freire, tudo isto sobre a liderança do tal MBL e seus congêneres. Os partidos de esquerda também foram às ruas em defesa dos avanços sociais e dos Direiros Humanos. Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara e, ainda àquele ano, o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, em entevista à Revista Carta Capital (de 18 de fevereiro) vaticinava: “o PT e a esquerda de forma geral nunca deram importância à Justiça, às articulações políticas do Poder Judiciário. Mas os golpes, não é de hoje, costumam ser fabricados no meio judiciário”. O jurista estava certo. A farsa montada para conduzir o golpe resultava em arranjo que ampliou a promiscuidade política entre a Mídia, o Judiciário, o Parlamento, o Mercado e parte da sociedade brasileira comovida contra a corrupção e contra o PT.
O ano de 2016, como bem sabemos, consumou o golpe contra a democracia. O país foi conduzido até aqui por meio de um triste espetáculo com direito a protagonismos de atores da Rede Globo de Televisão, dramas familiares, comprovações explícitas de incompetência política do PT para vencer as fatídicas ambições das suas lideranças, expulsão da democracia e uma polarização gritante e ineficaz da população dividida entre o Fora Temer e o Fora Dilma. Caímos em um precipício rumo a um grande vazio. Os indignados da direita não vão para Miame. Os indignados de esquerda não vão para Cuba. Estamos todos lado a lado diante de um espelho que revela os nossos corpos a nu com os nervos expostos. Resta saber com que cara e com que roupa iremos enfrentar a farsa que nos trouxe até aqui no futuro que se avizinha.
Álamo Pimentel, juzeirense, poeta, ensaísta, especialista em Antropologia, doutor em Educação, pós doutor em Sociologia do Conhecimento, professor da Universidade Federal do Sul da Bahia.
A Corte do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) aprovou na sessão de julgamento da quarta-feira (10/8) a Resolução Administrativa 16/2016, que institui o Mural Eletrônicocomo meio oficial de publicação dos atos judiciais praticados durante o período eleitoral.
De acordo com a secretária de Tecnologia da Informação do Tribunal, Cinthia Almeida da Silveira, a ferramenta foi submetida a testes e já está disponível na internet e se constitui em um eficaz meio de viabilizar o acesso à informação.
A medida tem por objetivo dar celeridade ao processamento dos feitos relativos ao registro de candidatura e propaganda eleitoral, além de padronizar os atos processuais praticados pela Secretaria e pelos cartórios. O registro dos atos no mural competirá à Secretaria Judiciária do órgão, nos feitos de competência originária e recursal do Tribunal, e aos juízos eleitorais, nos processos de competência do 1º grau.
A partir da implantação do Mural Eletrônico, os candidatos, os partidos políticos e as coligações, bem como seus advogados, deverão consultar as intimações das decisões e despachos publicados para o cumprimento dos prazos processuais estabelecidos na legislação eleitoral.
Tradição há 27 anos, fãs do roqueiro baiano Raul Seixas se reuniram neste domingo (21) para lembrar o aniversário de morte do cantor. Em Salvador, um dos pontos de encontro é o Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas, onde o corpo de ‘Raulzito’, morto em 21 de agosto de 1989, aos 44 anos, foi enterrado.
Como de costume, o túmulo recebeu admiradores que expuseram livros, discos e camisetas do eterno ‘Maluco Beleza’, além de executar músicas de seu repertório. “Gita”, “Ouro de Tolo”, “Metarmofose Ambulante”, “Rock das Aranhas” e “Mosca na Sopa” foram cantadas em coro pelos fãs soteropolitanos.
Também neste domingo, seguidores da obra de Raul promoveram um ato em frente ao Theatro Municipal, no Centro de São Paulo.
Um dos pioneiros do rock brasileiro, Raul Seixas nasceu em Salvador em 28 de junho de 1948. A importância da data rendeu uma lei que instituiu na capital baiana o Dia Municipal do Rock.
Raul lançou 17 discos em 26 anos de carreira. Classificando seu estilo como “Raulseixismo”, colocou o rock e ritmos regionais em uma só panela. Suas letras tratavam do comportamento humano, filosofia, ocultismo (Aleister Crowley) e questões sociais.
A presidente afastada Dilma Rousseff afirmou em entrevista ao SBT, exibida na madrugada desta segunda-feira (22), que Michel Temer e seus aliados se empenham para antecipar a votação do impeachment porque temem o surgimento de denúncias que os comprometam.
“Por que eles tem tanto interesse em antecipar, em dias, o impeachment? Para mim, eles têm medo de uma delação que mostre claramente qual é o grau de comprometimento de quem meu julgamento beneficia: o governo interino, provisório e ilegítimo”, considera a petista.
O Senado iniciará a etapa final do processo de impeachment na quinta (25). A expectativa é de que o resultado saia entre os dias 30 e 31.
Ela deu as declarações ao programa “Conexão Repórter”. Segundo o apresentador, Roberto Cabrini, a gravação ocorreu no dia 4 deste mês, antes de o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar a abertura de inquérito contra Dilma por suspeita de obstrução das investigações da Operação Lava Jato.
A presidente afastada voltou a afirmar que não sabia do esquema de corrupção da Petrobras e, questionada, disse não ter medo “nenhum” de uma eventual condenação.
“Se tiver de ser alvo da Lava Jato, com razões embasadas, eu serei. Agora, quero ver onde vão embasar razões para eu ser alvo da Lava Jato. (Sobre temor de condenação). Nenhum, eu sei o que eu fiz”, justificou.
“Meu governo não esteve associado à corrupção, até porque eu não testou associada à corrupção. Nunca tive conta rejeitada, a não ser agora, porque eles querem fazer o processo de impeachment”, complementou, fazendo menção a reprovação de suas contas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), fato embrionário do processo de impeachment.
Dilma considera ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não cometeu crimes e não será preso. Classificou essa possibilidade como “uma temeridade” e “um equívoco”.
“Acho uma temeridade prenderem o presidente Lula, principalmente porque tenho certeza de que ele é absolutamente inocente das coisas de que é acusado. Acho que ele não será preso, acho que eles não cometerão esse equívoco”, opinou.
Dilma rechaçou as suspeitas de que foi beneficiada com dinheiro desviado da Petrobras e afirmou que jamais esteve nas mãos de empresários investigados.
“Eu acho que não sou refém das empreiteiras. Os próprios empreiteiros sabem disso. Nenhum pode chegar e dizer que me deu qualquer contribuição. Podem falar que deu para minha campanha. Agora, para mim? Ninguém deu contribuição nenhuma”, defendeu-se.
A respeito da confissão do marqueteiro de suas campanhas, o publicitário João Santana – ele admitiu ter recebido pagamento de caixa 2 – a petista se isentou de qualquer responsabilidade.
“Ele confessou, é responsabilidade dele. Eu não reconheço, eu não paguei. Primeiro, tem que investigar e ver se pagou; quem pagou e como pagou. Não tenho certeza se ele mentiu ou se falou a verdade. Não vou assumir responsabilidade do que eu não sei, não controlo e não sei como foi feito”, disse.
Como em outras ocasiões, a presidente afastada reconheceu “vários” erros e citou a aliança com Temer e a dificuldade em reagir à crise econômica.
“Erros? Vários. Não perceber que ia ser traída como fui. Achei que era possível fazer um ajuste rápido para sair da crise. São muitos os meus erros, mas também são muitos os meus acertos, como qualquer ser humano”, analisou.
Durante a entrevista, ela comentou a fama de ser uma governante dura e fria, crítica frequentemente feita, sobretudo por parlamentares. Ela atribuiu as acusações a um pré-julgamento.
“Preconceito total. Vejo (nisso) a construção da imagem que eles (adversários) querem mostrar: uma pessoa fria, seca e insensível. Isso é trabalho de imagem desconstruída. Sou uma pessoa resistente, firme. Não me abato, jamais jogo a toalha”, afirmou.
Dilma negou estar isolada e contou que vem conversando com senadores para tentar convencê-los a impedirem seu afastamento definitivo.
Perguntada quantos votos tem no Senado, ela disse que isso é sigiloso e que a divulgação dessa informação permitiria a seus adversários fazer uma “pressão irresistível” nos parlamentares. Não especificou, porém, o significado de pressão irresistível.