Redação

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Ator e roteirista juazeirense, Jaedson Bahia, questiona avaliação da PNAB e cobra reavaliação de projeto cultural em Juazeiro

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O Portal Preto no Branco continua recebendo uma série de questionamentos e críticas sobre a condução da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) em Juazeiro, no norte da Bahia. Desta vez, a produção do projeto cultural “Filhos do Sertão”, do ator e roteirista juazeirense Jaedson Bahia, contesta inconsistências apontadas no parecer de um dos avaliadores do edital.

Segundo o proponente, o projeto recebeu nota 100 de um avaliador e 80 de outro, sendo que o segundo parecer teria apresentado justificativas que, conforme a produção, contradizem informações e documentos anexados na própria plataforma oficial de inscrição. Diante disso, Jaedson cobra uma reavaliação do projeto e questiona os critérios adotados no processo.

Confira a nota na íntegra::

A produção do projeto cultural “Filhos do Sertão”, idealizado e proposto pelo ator e roteirista juazeirense Jaedson Bahia, torna pública sua indignação e preocupação diante de inconsistências e contradições identificadas no parecer emitido pela comissão avaliadora do edital da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) no município de Juazeiro-BA.

Enquanto o Avaliador 1 concedeu nota máxima (100 pontos) ao projeto, destacando a excelente fundamentação conceitual, o protagonismo rural, a valorização da cultura do vaqueiro, os objetivos bem delimitados e a planilha orçamentária equilibrada, o Avaliador 2 atribuiu nota 80, utilizando justificativas incoerentes e que contradizem diretamente as provas anexadas no próprio sistema oficial de inscrição.

As Contradições Ponto a Ponto:

1. Sobre os Locais de Realização:
 O que alegou o Avaliador 2: “Não há locais definidos para as filmagens…”

A realidade no sistema: O campo “Locais de realização” descreve expressamente que a base operacional será o Centro de Cultura João Gilberto, com filmagens previstas na Caatinga, incluindo fazendas e grutas nos povoados do Salitre e Junco do Salitre, além de exibições itinerantes na zona rural.

1. Sobre Roteiro, Sinopse e Documentação:
 O que alegou o Avaliador 2: “Não é apresentado roteiro e/ou sinopse.”
 A realidade no sistema: O arquivo contendo Sinopse, Argumento, Roteiro, Plano de Direção e Plano de Produção foi devidamente anexado no campo específico da plataforma (Ver arquivo).

1. Sobre o Workshop de Ação:
 O que alegou o Avaliador 2: Cobrou recursos, cronograma e edital de seleção pública para o workshop, alegando ausência na planilha orçamentária.

A realidade do projeto: O workshop de preparação de cena e ação é um processo interno de preparação do elenco selecionado para o filme. Por se tratar de uma etapa técnica da preparação dos atores e não de uma oficina aberta ao público geral, não há cobrança de ingresso nem custos adicionais que precisem constar na planilha orçamentária.

POSIÇÃO DO PROPONENTE:
“Não se trata de uma simples divergência de opinião artística, mas de uma avaliação que desconsiderou documentos anexados no próprio sistema oficial e cobrou custos de uma etapa técnica interna de preparação de elenco. O projeto ‘Filhos do Sertão’ foi pensado com muito carinho para valorizar a Caatinga, o povo do Salitre, de Juazeiro e de toda a nossa região. Mais do que isso, é uma oportunidade real para os artistas locais, permitindo que eles trabalhem e troquem experiências com grandes profissionais do cinema nacional que traremos para a equipe.

O objetivo é entregar uma produção cinematográfica de altíssimo nível, valorizando o talento da nossa terra. Exigimos uma reavaliação justa, coerente e com o respeito que a cultura de Juazeiro e os nossos artistas merecem.

Jaedson Bahia, proponente do projeto.
ALERTA ÀS AUTORIDADES E À SECULT-BA:
Casos como esse mostram que não basta repassar verbas; é preciso fiscalizar rigorosamente a competência e a responsabilidade de quem é contratado para julgar os projetos da cultura. Quando um parecerista ignora arquivos anexados no sistema oficial, ele desrespeita o trabalho do artista e compromete a lisura de todo o processo seletivo da PNAB. O setor cultural de Juazeiro exige apuração imediata e revisão dos critérios de avaliação.

MATERIAL ANEXO DISPONÍVEL PARA A IMPRENSA:
Capturas de tela da plataforma oficial de inscrição (pnabjuazeiroba.com.br) comprovando o envio do Roteiro, Sinopse e detalhamento dos Locais de Realização (Salitre, Junco do Salitre e Centro de Cultura João Gilberto).
 Pareceres comparativos emitidos pelos avaliadores (Avaliador 1: Nota 100 / Avaliador 2: Nota 80).

Redação PNB

Cadeirante denuncia constrangimento e preconceito após ser obrigada a trocar de cadeira de rodas durante visita a familiar no Conjunto Penal de Juazeiro

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A irmã de um interno do Conjunto Penal de Juazeiro, na região Norte da Bahia, procurou o Portal Preto no Branco para relatar o que considera uma série de constrangimentos que estaria enfrentando durante as visitas ao familiar. Ela conta que é cadeirante e que, a cada visita, sofre uma situação diferente.

“A cada dois, três meses, eu vou visitar o meu irmão e toda vez que vou lá acontece algum constrangimento diferente. Cada um pior que o outro. Já chegaram até a me questionar se não havia outra pessoa que pudesse visitar ele, como se por eu ser cadeirante não pudesse visitar um familiar. Pessoas com deficiência têm o direito de ir e vir”, afirmou.

Ela conta ainda que, na última quarta-feira (12), foi obrigada a trocar de cadeira de rodas para conseguir visitar o irmão, o que lhe causou transtornos.

“Nas visitas anteriores, eu entrei com minha cadeira de rodas normalmente, porém, na quarta-feira, dia 12 de agosto, me fizeram trocar de cadeira na hora depois que passei pelo scanner. Minha cadeira de rodas é individual. A minha cadeira é adaptada para mim. Não tem como a pessoa cadeirante chegar lá e ficar horas e horas em outra cadeira deles, que é uma cadeira de hospital, que não foi feita para você e que não tem o mínimo de conforto. É como se estivessem trocando nossas pernas”, desabafou.

Para ela, a situação não se resume apenas ao desconforto, mas representa uma dificuldade imposta à pessoa com deficiência para exercer o direito de visitar um familiar.

“Eu, por exemplo, tenho uma escara nas nádegas. Eu não posso sentar em todo lugar. Preciso de uma cadeira adequada para mim. Resumindo, estamos tendo que ser obrigadas a trocar de cadeira de rodas para poder entrar. Eu preciso de uma resposta das autoridades
”, afirmou.

Por fim, ela finalizou que pretende procurar o Ministério Público ainda nesta semana para buscar orientação e providências.

“Já entrei em contato com o meu advogado para relatar as situações que tenho enfrentado e essa semana vou ao Ministério Público em busca dos meus direitos. Essas situações não têm atestado somente a mim, lá tem outra visitante cadeirante que faz visitas com mais frequência a um familiar e tem sofrido as mesmas humilhações. Isso não pode ficar assim”, afirmou.

Estamos encaminhando o caso para a gestão do CPJ e para a Secretaria de Segurança Pública do Estado em busca de esclarecimentos.

Imagem: ilustrativa/IA

Redação PNB

SAMU de Juazeiro apresenta instabilidade no 192 e reforça número alternativo para contato

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A Secretaria de Saúde de Juazeiro (Sesau) informa que, neste sábado (15), o número 192, destinado ao atendimento de urgência e emergência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) está enfrentando oscilações e falhas na rede do serviço. Como medida de assegurar o acesso ao serviço, a Sesau disponibilizou um número alternativo para contato: (74) 98143 7262.

A Secretaria reforça o compromisso com a população e continuará acompanhando o caso junto aos órgãos competentes para garantir que o atendimento à população não seja comprometido. Novas informações serão divulgadas assim que houver atualização sobre o andamento da solução.

Ascom

Novo cronograma é definido para concursos públicos no Município de Juazeiro em 2026 e 2027

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Um novo cronograma para realização de concursos públicos municipais em Juazeiro, norte da Bahia, foi definido pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), o Município de Juazeiro e o Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) em termo aditivo de acordo firmado em julho deste ano.

O aditivo foi realizado em razão da necessidade de sanar entraves administrativos, técnicos e legislativos que impossibilitaram o cumprimento do cronograma originalmente pactuado, como a necessidade de revisão da legislação municipal, criação e extinção de cargos, atualização dos planos de carreira, revisão do Estatuto dos Servidores Públicos e implantação da previdência complementar.

Prazos

O documento prevê a realização, em uma primeira etapa, de concursos para os cargos da Educação, de Fiscais de Postura e Meio Ambiente e de Procurador do Município, com publicação do edital até de setembro deste ano.

Com o novo cronograma, os concursos serão realizados em duas etapas. A primeira contempla os cargos das Secretarias de Educação, Administração e Procuradoria do município, com previsão do edital final de setembro.

Já a segunda etapa contemplará os demais cargos da Administração Municipal, como cargos da Secretaria de Saúde, da Assistência Social e das autarquias municipais, bem como outros que se fizerem necessários, com previsão de publicação do edital para o segundo semestre de 2027 e convocação dos aprovados até janeiro de 2028.

O termo aditivo também estabelece que o Município deverá encaminhar ao MPBA documentos que comprovem o cumprimento de cada etapa do cronograma em até cinco dias úteis após o encerramento de cada fase. O acompanhamento será realizado por meio de reuniões periódicas conduzidas pela 8ª Promotoria de Justiça de Juazeiro, com apoio dos Centros de Autocomposição e Construção de Consensos (Compor) e de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público (Caopam).

Fonte: CECOM MPBA
ASCOM PMJ

Projua nas ruas: obras de drenagem e recuperação de pavimento avançam nos bairros Dr. Humberto e Coreia

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No bairro Dr. Humberto, a intervenção contempla a recuperação da base das vias, seguida da aplicação de piso intertravado, com compactação por placa vibratória. Também estão sendo realizados serviços de recuperação do sistema de drenagem, incluindo reparos e reconstituição de caixas de drenagem e poços de visita (PVs).

Até o momento, 4.600 metros quadrados de pavimento já foram recuperados com a execução de piso intertravado. As equipes seguem trabalhando diariamente no local, com a previsão de continuidade dos serviços até a conclusão de toda a intervenção.

De acordo com o engenheiro civil Mario Silva, da Soest, a intervenção tem início em um trecho estratégico para a comunidade.

“O início da intervenção é na rota do ônibus, que é o principal acesso da rota de ônibus para a comunidade, para melhorar o acesso e a mobilidade dos moradores da localidade”, explicou.

A recuperação das vias deve contribuir para melhorar a trafegabilidade e facilitar o deslocamento dos moradores, especialmente em um dos principais acessos utilizados pelo transporte coletivo.

Rua da Síria recebe nova drenagem

No bairro Coreia, a intervenção ocorre na Rua da Síria e reúne, de forma paralela, a implantação de um novo sistema de drenagem pluvial e a recuperação do pavimento.

O local era considerado um ponto crítico durante os períodos de chuva, com registros recorrentes de alagamentos que provocavam transtornos aos moradores e comerciantes, incluindo danos e perdas de móveis e prejuízos aos estabelecimentos.

A obra contempla a requalificação da rede de drenagem, implantação de grelhas para captação de águas pluviais, caixas de passagem, bocas de lobo e poços de visita (PVs). Paralelamente, o pavimento está sendo recuperado para garantir melhores condições de circulação e maior durabilidade das vias.

Morador da Rua da Síria há mais de quatro décadas, o comerciante José Medrado, de 63 anos, relata os impactos enfrentados pela comunidade ao longo dos anos.

“Sou morador há mais de 50 anos. Essa rua era um sofrimento para os moradores. Tenho um pequeno comércio, mas a água entrando na rua me atrapalhava muito. Perdi muitos clientes. A dona de casa perdia móveis, era um sofrimento. Só de saber que isso pode não acontecer mais, a gente agradece. Estamos felizes de ter essa obra na nossa porta”, comentou.

Segundo o comerciante, os alagamentos fazem parte da realidade da região há décadas. A expectativa dos moradores é de que a intervenção resolva o problema e reduza os transtornos provocados pelas chuvas.

ProJua

O Programa Juazeiro Avança (ProJua) é o maior programa de desenvolvimento da história do município, com quase R$ 2 bilhões em investimentos em obras estruturantes, ações sociais e fortalecimento da gestão pública.

A pavimentação da estrada também integra o conjunto de ações do Projua. As iniciativas reforçam o compromisso da Prefeitura de Juazeiro em ampliar o acesso às comunidades, fortalecer a economia local, melhorar a mobilidade e promover mais qualidade de vida para a população da sede e do interior.

Ascom

Ação Humanitária: GCM de Juazeiro localiza desaparecido e o entrega em segurança à família

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Na manhã desta sexta-feira (14), a Guarda Civil Municipal (GCM) de Juazeiro foi acionada após receber informações de que um homem estaria desorientado na comunidade de Campo dos Cavalos, no distrito do Junco, região do Salitre.

De imediato, uma equipe da GCM se deslocou até o local e confirmou a ocorrência. Como a imagem do homem já havia sido compartilhada nas redes sociais, os agentes conseguiram realizar sua identificação rapidamente. Ele foi identificado como Gildemar dos Santos.

A partir das informações obtidas, a equipe conseguiu localizar o endereço de uma familiar e realizou o encaminhamento do homem, garantindo que ele fosse entregue em segurança à família. “Muito obrigado por trazer meu irmão. Ele vem passando por um quadro de depressão e fugiu de casa”, relatou a irmã, agradecendo a atuação dos agentes.

A ocorrência reforça a importância da atuação integrada entre a população e as forças de segurança, especialmente em situações envolvendo pessoas desaparecidas ou desorientadas.

Orientação à população

A Secretaria de Segurança Cidadã da Prefeitura de Juazeiro orienta a população a acionar imediatamente os serviços de emergência ao encontrar uma pessoa desorientada ou em situação de vulnerabilidade. A Guarda Civil Municipal pode ser acionada pelo 153 e a Polícia Militar pelo 190.

Em situações como essa, é importante

– Manter a calma: permaneça com a pessoa em um local seguro e evite aglomerações;

– Preservar a segurança: não tente conduzir a pessoa à força ou realizar abordagens que possam causar medo ou confusão;

– Buscar informações com cuidado: pergunte o nome ou endereço apenas se a pessoa estiver receptiva, sem insistir caso demonstre resistência ou desorientação;

– Acionar as autoridades: entre em contato com os serviços de emergência para que a equipe especializada possa realizar o atendimento adequado.

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Segurança Cidadã e da Guarda Civil Municipal, reforça seu compromisso com a proteção da população e com ações que promovam segurança, cuidado e acolhimento.

Ascom

Após diversas reclamações sobre poluição sonora em área pública do Angari, em Juazeiro, PM afirma estar atenta às ocorrências e orienta moradores a acionarem o 190

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Os transtornos causados pela poluição sonora provocada por “paredões” que se concentram, principalmente, nos finais de semana, na área situada à margem do rio São Francisco, são uma reclamação encaminhada ao Portal Preto no Branco recorrentemente por moradores do bairro Angari, em Juazeiro, na região Norte da Bahia. Entre as principais queixa está a falta de fiscalização por parte dos órgãos, conforme relatos.

Diante das inúmeras reclamações sobre a situação, a Polícia Militar se manifestou. Em nota, a instituição informou que “tem conhecimento das ocorrências relacionadas à perturbação do sossego no bairro Angari, em Juazeiro, e orienta a população a comunicar eventuais situações por meio do telefone 190. As solicitações registradas pela comunidade são atendidas pelas equipes policiais, com a adoção das providências cabíveis, de acordo com as circunstâncias verificadas em cada ocorrência. A Polícia Militar permanece atenta às demandas da comunidade e realizará o policiamento na região conforme o planejamento operacional e as necessidades identificadas, visando à preservação da ordem pública e da tranquilidade dos moradores”.

Problema antigo

Em fevereiro do ano passado, os síndicos dos Edifícios Champs Elysées, Torre Eiffel e Arc de Triomphe, situados em frente a área pública, enviaram ofícios para a Prefeitura de Juazeiro e também para o Ministério Público pedindo providências à equipe de fiscalização.

No ofício, os representantes dos três prédios, onde moram aproximadamente 100 famílias, pediam ao Prefeito Andrei Gonçalves o cumprimento da “Lei do silêncio” (Lei 126 de 10/05/1967).

“Aproximadamente cem famílias, aí incluindo crianças, idosos e pessoas com deficiências, são forçadas a virem perante Vossa Excelência, dada a necessidade de coibir abusos, exageros no uso de espaços públicos e uso coletivo, no manejo de instrumento sonoro em níveis de decibéis inaceitáveis que se alongam noite à dentro, sem freios, sobretudo em finais de semana”, dizia o documento.

Os denunciantes lembraram aos órgãos públicos que: “Quando pessoas rompem o ambiente de civilidade no convívio em sociedade, com ações, gestos e atitudes que agridem o direito elementar ao silêncio, acordando os moradores vizinhos ou transeuntes, interferem na paz e sossego, o Poder público deve agir, regulando, controlando, educando e agindo com a força em decorrência do poder de polícia. Restaram infrutíferas as tentativas de uma solução amistosa; a alternativa é pugnar ao ilustre gestor, que adote medidas coibidoras desse desarranjo social, que usam equipamentos do tipo “Paredão” em insano volume que extrapolam o nível do razoável, sobretudo para além do horário definido por lei federal, estadual e municipal”.

E destacaram o que está previsto no art. 558, do Código Civil: “O proprietário, ou inquilino de um prédio tem o direito de impedir que o mau uso da propriedade vizinha possa prejudicar a segurança, o sossego e a saúde dos que o habitam”. O tema já tinha disciplina através d lei 126 de 10 de maio de 1967, já previa por meio do art. 3º que “São expressamente proibidos, independentemente de medição de nível sonoro, os ruídos”.

Eles também citaram a lei municipal nº 921/82, que, ao instituir o Código de Posturas de Juazeiro, bem definiu e regulou o uso dos espaços públicos, coibindo atitudes que prejudiquem a convivência social”.

Os síndicos finalizaram o documento, requerendo ao gestor municipal que adote “medidas educativas e restritivas no acesso e uso do espaço de acesso às margens do Rio São Francisco, na localidade Angari, fixando faixas, placas, alertas e controle, com as parcerias necessárias com a Capitania dos Portos, Corpo de Bombeiro e agentes da Guarda municipal e que sejam exigidos licenças e Alvarás para o funcionamento de barracas, proprietários de
carros de sons, notadamente, do tipo “paredão” com o propósito de regulador o bom uso
daquele espaço pela comunidade, mas sem exagero, violação à lei do silêncio e práticas
de outros atos ilícitos”.

Em março do ano passado, em nota enviada ao PNB, o Ministério Público do Estado da Bahia informou que havia oficiado às secretarias municipais de Meio Ambiente e de Ordem Pública e Habitação para que apresentassem informações sobre o efetivo funcionamento e a existência de Alvará de Funcionamento e Licença para utilização sonora pelos estabelecimentos situados às margens do Rio São Francisco e próximos aos edifícios. Também solicitou que as secretarias esclarecessem se havia compatibilidade entre o funcionamento dos estabelecimentos e o Plano Diretor do Município. Além disso, que realizassem a medição dos níveis de pressão sonora no local, verificando a adequação desses níveis ao que determina o Código de Polícia Administrativa do Município e, caso fossem identificadas irregularidades, adotassem todas as medidas pertinentes ao caso, como interdição, apreensão dos equipamentos sonoros e/ou paredões e remoção de estruturas irregulares possivelmente instaladas às margens do Rio São Francisco.

Também acionada pelo PNB, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou, na época, que iria investigar a situação de poluição sonora. Esclareceu ainda que não havia recebido denúncia formal sobre o ocorrido, mas, em resposta à solicitação da comunidade, estava mobilizando uma equipe de Fiscalização de Postura para a área. A ação deveria ser realizada em parceria com a Secretaria de Ordem e Habitação (SOPH) e com o apoio da Guarda Municipal, garantindo a segurança durante a operação.

O órgão afirmou ainda que a fiscalização utilizaria decibelímetros e, caso constatasse excessos, os responsáveis pelos aparelhos de som seriam notificados e teriam seus equipamentos apreendidos. Além disso, a Sema informou que já possuía diálogo com a Marinha para viabilizar a inserção de placas e alertas informativos na área sobre segurança para os banhistas e a respeito do uso permitido de caixas de som, como parte do trabalho de zoneamento da orla e da margem do rio na cidade.

Redação PNB

Moradores denunciam abandono de cães após filhote ser atropelado e morrer no Residencial Dr. Humberto II, em Juazeiro: “Animal não é lixo”

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Moradores do Residencial Dr. Humberto II, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar uma situação que, segundo eles, vem se repetindo no bairro: o abandono de cães nas ruas. De acordo com os moradores, pessoas estariam levando animais para o residencial e deixando-os no local.

“Infelizmente, é cada vez mais comum vermos pessoas trazendo cães para o bairro e simplesmente abandonando-os nas ruas. Talvez isso esteja acontecendo por se tratar de um bairro mais afastado. Com isso, as fêmeas abandonas continuam tendo filhotes, aumentando o número de animais errantes no bairro. Diante da situação, nos últimos meses, alguns moradores têm feito o que podem: colocando água, comida e oferecendo o mínimo de cuidado para esses animais que não escolheram estar nessa situação”, relatou uma moradora

Ainda conforme os relatos, a revolta aumentou após um dos filhotes ser atropelado por outra moradora, que não prestou socorro ao animal.

“Alguns filhotes estavam brincando junto à mãe na Rua C quando uma mulher, moradora do bairro, passou de carro pelo local e atropelou um dos filhotes. Ela seguiu sem prestar socorro. Segundo quem presenciou, o veículo estava em baixa velocidade e dava para perceber a presença dos animais. Ela poderia ter parado, desviado, buzinado ou simplesmente espantado os animais para que saíssem da frente. Mesmo assim, um dos cachorrinhos acabou sendo atropelado. Ele chegou a ser socorrido por outros moradores, mas não resistiu”, afirmaram.

Ainda conforme as informações, moradores que presenciaram a situação chegaram a conversar com a condutora no momento do ocorrido.

“É impossível não perguntar: onde está a empatia? Empatia também é conseguir se colocar diante da dor de outro ser vivo. Aquele animal talvez não fosse seu bichinho de estimação, mas e se fosse? E se fosse o cachorro que você alimenta, cuida, protege e que espera sua chegada todos os dias? Como você se sentiria sabendo que alguém teve a possibilidade de evitar aquela situação e não evitou? E fica uma reflexão ainda mais séria: e se fosse uma criança brincando naquela rua?Não custa nada reduzir a velocidade. Não custa nada parar.
Não custa nada buzinar. Não custa nada espantar o animal. Não custa nada DESVIAR.”, desabafaram.

Para os moradores, o problema vai além do atropelamento e envolve a falta de responsabilidade de quem abandona os animais.

“Animal não é objeto. Não é lixo. Não é algo que pode ser descartado, atropelado ou simplesmente ignorado. É um ser vivo. Sente dor, medo, fome, sede e sofrimento. E não estamos falando apenas de empatia. Os animais também são protegidos pela legislação brasileira, e maus-tratos contra cães e gatos constituem crime. Abandonar animais nas ruas também não deve ser naturalizado.”, disseram.

A comunidade pede que o Residencial Dr. Humberto II discuta o problema do abandono de animais e defende a atuação do poder público, além de maior conscientização dos moradores.

“Residencial Dr. Humberto II precisa discutir urgentemente o abandono de animais. Precisamos de responsabilidade de quem abandona, atuação do poder público e consciência de todos. E aos moradores da Rua C que vêm colocando água, comida e tentando cuidar desses animais: vocês não estão criando o problema. Estão tentando minimizar as consequências de um problema criado por quem abandonou esses animais. Eles não são “gente” no sentido de serem humanos. Mas são vidas. Sentem. Sofrem. Criam vínculos. Precisam de proteção e merecem respeito.”, afirmaram.

Ao final, os moradores deixam um apelo: “Uma sociedade também mostra quem é pela forma como trata aqueles que não conseguem pedir socorro com palavras.Respeito à vida não deveria depender da espécie.”

Redação PNB

Paciente relata falta de vaga para realizar ressonância após acidente em Juazeiro; “Vou ter que esperar até quando?”, questiona; SESAU esclarece

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Um paciente procurou o Portal Preto no Branco para relatar a falta de vaga para realizar uma ressonância magnética solicitada por um médico após um acidente. Segundo ele, o exame foi encaminhado com urgência e entregue à Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro (Sesau), mas, até o momento, ele ainda não conseguiu uma data para realizar o procedimento.

“Eu sofri um acidente, caí da rede e me machuquei. O médico me encaminhou para fazer uma ressonância com urgência. Eu deixei o pedido na Secretaria de Saúde de Juazeiro. Uma profissional que trabalha lá disse que, depois do mutirão que fizeram, os agendamentos estavam mais rápidos. Eu fiquei esperando e voltei ontem à Sesau para saber como estava a situação”, relatou.

No entanto, segundo ele, a resposta recebida na segunda ida à secretaria foi diferente.

“Outra funcionária me disse que talvez mês que vem tenha vaga, porque tem muita gente na minha frente esperando. Agora eu estou nessa situação. Vou ter que esperar até quando?”, questionou.

O paciente demonstra preocupação com a possibilidade de ter que aguardar por mais tempo para realizar um exame solicitado após o acidente.

“A gente procura a Secretaria de Saúde porque precisa de um exame e fica nessa espera. A ressonância foi solicitada pelo médico e eu preciso saber quando vou conseguir fazer. A espera por agendamento de exames na Sesau está igual à fila de regulação? Eu fiquei esperando pela minha cirurgia e só consegui fazer com uma ordem judicial”, afirmou.

Encaminhamos a reclamação para a Secretaria de Saúde de Juazeiro. Em resposta, a SESAU esclareceu que “o paciente deu entrada na unidade no dia 10 de agosto de 2026 e teve o exame encaminhado para agendamento. Por se tratar de exame com contraste, o processo de realização e emissão do laudo pode demandar um prazo maior. O laudo recebido não apresenta indicação de urgência. Ainda assim, diante da situação apresentada, a Sesau solicitou que a equipe de enfermagem responsável pela unidade, avaliasse o caso para verificar a necessidade de priorização. Assim que o exame estiver devidamente agendado, a equipe da Sesau entrará em contato com o paciente para informar a data e as orientações necessárias. A Sesau reforça seu compromisso com a assistência à população e permanece à disposição para acompanhar o caso”.

Redação PNB