Redação

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Prefeitura de Juazeiro entrega brinquedos para 13 creches municipais

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Nesta quinta-feira (27) o prefeito de Juazeiro (BA), Isaac Carvalho, realiza a entrega de brinquedos para 13 Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEI). A solenidade será na EMEI Professora Maria Suely Medrado Araújo, às 9h, e contará com a presença dos gestores escolares.

O material foi adquirido pelo município por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). São casinhas de madeira, que vêm acompanhadas de um conjunto de aviões, cavalos de balanço e cozinha. De acordo com o prefeito, é dever do município garantir o direito de brincar. “A brincadeira cumpre funções importantes no desenvolvimento da criança, por isto, é essencial na Educação Infantil”, afirma.

Segundo o secretário de Educação e Esportes, Clériston Andrade, o município pretende expandir a ação para as demais unidades da rede em 2017. “Nesse primeiro momento, as creches contempladas foram as primeiras inauguradas pelo Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância)”, explica.

A Escola Municipal de Educação Infantil Professora Maria Suely Medrado Araújo é localizada à Rua 09, nº 30, no bairro Tabuleiro, na zona urbana de Juazeiro (BA).

Ascom

 

Estudantes ocupam Campus Ciências Agrárias da Univasf

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O campus Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), foi ocupado essa semana. O Movimento Ocupa CCA, MOCCA, surgiu diante do cenário político nacional sob os futuros efeitos da PEC241 em processo de aprovação, principalmente com a precarização do ensino público. Nós do Campus Ciências Agrárias sofremos atualmente com a falta de infraestrutura básica, mesmo sem estar sob a aplicação da PEC241. O movimento estudantil do CCA sempre esteve na luta por melhorias para nosso campus, e agora agregamos nossa força à uma luta nacional com unidade e ação próprias.

O prejuízo provocado por essa PEC será sentido por todos os trabalhadores, trabalhadoras e seus filhos, em setores essenciais do serviço público como saúde e educação cujo o financiamento governamental, mesmo hoje em dia, não supre o mínimo necessário.

Sob efeito do teto do investimento público nessas áreas, teremos esses direitos constitucionais abalados seriamente. Ficamos sob o risco da completa destruição do ensino superior público já sucateado. Diante desse cenário, o movimento estudantil não pode ficar à mercê de interesses contrários da maior parte da população brasileira, por isso decidiu se unir e lutar contra tais retrocessos que não são exclusivos da atual gestão golpista, mas que foram intensificados nela especialmente com esse Projeto de Emenda Constitucional.

Para além disso, temos pautas locais fundamentais, relacionados a infraestrutura básica, cuja inexistência até hoje mostra o quanto a UNIVASF nasceu precarizada. Nossas pautas são:

– Fornecimento e melhoria da qualidade da água.

A água de CONSUMO no CCA se encontra barrenta quando é fornecida, nos deparamos no meio do semiárido e por vezes passamos todo um turno sem água para consumo e a problemática da distância do campus e transporte intensifica essa questão.

– Melhorias no sistema de energia.

Durante o dia há por vezes queda de energia no campus e esse problema está gerando diversos prejuízos. Trabalhos de pesquisas são perdidos e em certos casos até equipamentos, devido a esse problema.

– Segurança no campus.

O CCA encontra um problema sério de segurança, alguns projetos de pesquisa tiveram perdas de material e já aconteceu caso de estudantes perderem bolsa de pesquisa devido aos furtos.
– Transporte.
Há uma superlotação do transporte estudantil onde muitos estudantes não conseguem entrar no transporte para chegar no campus, situação essa que ocorre desde a implantação.

– Sistema de produção animal

O sistema de produção animal encontra-se sucateado. Os setores que compõem o sistema pouco ou nada produzem, além de algumas atividades de ensino. Os animais lotados nesses setores já encontram-se no final da sua vida útil não estando mais aptos a utilização para experimentos e aulas práticas. Outros setores de produção, apesar de existir a instalação (nem sempre adequadas), não possuem animais o que prejudica a formação acadêmica dos estudantes que dependem de tais culturas (avicultura, suinocultura, equideocultura, entre outros) na sua grade curricular. Além disso, existe deficiência na manutenção desses animais no que diz respeito a suplementação alimentar de qualidade, faltando recursos para aquisição de rações e outros ingredientes necessários a nutrição animal. Além do exposto, ainda contamos com os atrasos na execução do projeto de hospital veterinário de grandes animais, que auxiliaria no sistema de produção animal.

Entendemos que algumas dessas deficiências foram intensificadas após os grandes cortes de 2015 nos recursos para as universidades públicas. Porém, sob os efeitos da PEC 241 e outras ações na esfera federal da atual gestão golpista de Temer, a situação do Ensino Público se tornará completa e irremediavelmente insustentável. Por isso, nos colocamos na LUTA e convocamos todos os estudantes do campus ciências agrárias, e todos os outros que estiverem dispostos a LUTAR e unir forças relacionadas as nossas reivindicações. Entretanto, fazemos questão de deixar CLARO que essa luta é muito maior que a universidade, e por isso atuaremos não só no âmbito da Universidade, mas também da comunidade que nos cerca.

Ascom

Em Canudos, famílias são capacitadas para receberem cisternas através do Constesf

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Garantir o melhor uso e manutenção da água armazenada em tecnologias sociais e discutir a importância de políticas públicas de acesso à água foram alguns dos objetivos da capacitação realizada pelo Consórcio Sustentável do Território do Sertão do São Francisco (Constesf), através do Centro de Assessoria do Assuruá (CAA), com famílias que irão ser beneficiadas com cisternas de consumo humano e de produção, em Canudos.

O curso de Gestão de Recursos Hídricos aconteceu no último sábado (22) e domingo (23) orientando os beneficiários sobre o funcionamento das cisternas e como devem agir para manter a qualidade da água, abordando a importância da tecnologia como ferramenta de convivência com o semiárido. A agricultora da comunidade de Lagoa da Besta, Eliana Dias Barbosa, foi orientada a como preservar a cisterna de consumo humano que irá receber. “O curso foi muito proveitoso porque aprendemos como mexer na cisterna e como limpar também. Falamos sobre a importância de economizar a água e de manter ela limpa”, disse.

Segundo a agricultora, a cisterna trará mais saúde para sua família. “Hoje a gente tem um poço comunitário que a gente tem que pagar para ter água. Mas esse poço fica aberto e cheio de mosquito e larvas de dengue. Essa cisterna que a gente vai ganhar será a melhor coisa do mundo porque a gente vai ter nossa água limpa, sem preocupação de ter dengue”, afirmou.

De acordo com o presidente do Constesf e prefeito de Sobradinho, Luiz Vicente Berti,  o Projeto Cisternas já foi totalmente concluído em  Curaçá e Remanso, e já entregou, até o momento, mais de 1.490 tecnologias de armazenamento de água, divididas entre barreiros, cisternas para consumo humano e cisternas para produção, incluindo os municípios de Casa Nova, Sobradinho, Juazeiro, Pilão Arcado e Uauá.

Ascom

Conselho Universitário da Univasf lança Moção de Repúdio à PEC 241/2016

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O Conselho Universitário (Conuni) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) lançou, hoje (25), Moção de Repúdio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, que está em votação em 2º turno na Câmara dos Deputados e estabelece um limite para os gastos públicos federais para os próximos 20 anos. A Moção de Repúdio à PEC 241/2016 do Conuni da Univasf está disponível no link abaixo.

Clique aqui.

Caso Juliano Guerra e Humberto Ferreira: Advogados do acusado Emanuel leite apresentam defesa do réu

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Depois de três horas de julgamento, os advogados de Emanuel leite, acusado do duplo homicídio que vitimou os jovens juazeirenses Juliano Guerra e Humberto Ferreira de Oliveira,  estão apresentando a defesa do réu e deverão falar por uma hora e meia.  Eles sustentam a tese de legítima defesa.
O acusado permanece em silêncio.O julgamento que acontece no Auditório do Tribunal de Juri do Fórum de Petrolina-PE, está previsto  para terminar por volta das 13h. O crime aconteceu há 22 anos, no dia primeiro de janeiro de 1994, em Petrolina PE.
O irmão de Juliano Guerra falou ao Portal Preto no Branco:

Deputado discute ações de segurança pública para a região norte

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O deputado estadual Zó (PCdoB) acompanhado do prefeito eleito de Campo Alegre de Lourdes, Enilson Rodrigues (PCdoB) participou de uma reunião nesta terça-feira (25) com o secretário de segurança pública do estado, Maurício Teles Barbosa.

Na ocasião, Zó cobrou do secretário mais investimentos em segurança para a região, em especial, Campo Alegre de Lourdes. A rotina da população da cidade vem sendo alterada por conta do número crescente de roubos. “Hoje o Banco do Brasil do município funciona com o horário reduzido e no fim de semana os caixas eletrônicos não tem dinheiro, o que afeta a vida dos moradores”, argumentou Zó.

Por conta do aumento do número de assaltos a postos de atendimento e estabelecimentos  comerciais, a cidade tem sido notícia nos veículos de comunicação da região. De acordo com o secretário Maurício Teles, o governo do estado fará o possível para cooperar e traçando parcerias, governo da Bahia, população e município, alcançará resultados positivos.

Na ocasião Zó também cobrou ações mais efetivas e condições de trabalho para a  Companhia de Polícia de Ações em Caatinga (CPAC) e polícia militar. “Tenho certeza que mudaremos este cenário  e em 2017 a população terá uma nova realidade”, concluiu o deputado.

Segundo o prefeito eleito, Enilson Rodrigues,   a meta para janeiro é formalizar apoios de cooperação com a polícia, assim o município poderá oferecer uma segurança maior e melhor a população.

Ascom

Acontece agora a audiência de julgamento do caso Juliano Guerra e Humberto Ferreira

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Começou agora a pouco, no Auditório do Tribunal de Juri do Fórum de Petrolina-PE, o julgamento de Emanuel Leite, acusado do duplo homicídio que vitimou os jovens juazeirenses Juliano Guerra, e Humberto Ferreira de Oliveira. O crime aconteceu há 22 anos, no dia primeiro de janeiro de 1994, em Petrolina PE).
Os pais de Juliano e Humberto não compareceram, mas o auditório e o espaço externo do fórum estão lotados de amigos e familiares do acusado e das vitimas.
O Portal Preto no Branco está no local acompanhando o julgamento. Logo voltaremos com uma reportagem completa sobre o caso.
Veja algumas fotos:
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Juiz proíbe realização de vaquejadas em Paulo Afonso, após decisão do STF

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O juiz Rosalino dos Santos Almeida, da 1ª Vara Cível de Paulo Afonso, no Vale do São Francisco, cassou todas autorizações já concedidas pelo Município para realização de vaquejadas na cidade. Caso a decisão não seja cumprida, os envolvidos poderão pagar uma multa de R$ 100 mil. A decisão do magistrado foi tomada na última sexta-feira (21) no curso de uma ação civil pública, movida pela promotora de Justiça Milane Caldeira Tavares. Na sentença, o juiz proibiu ainda a realização da “5ª Grande Vaquejada do Povoado do Tigre”, que ocorreria no último sábado (22), em Paulo Afonso. A ação e a determinação judicial se baseiam em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou a vaquejada como crime ambiental de maus-tratos a animais e declarou inconstitucional lei estadual do Ceará que regulamentava a prática. A promotora, na ação, afirmou que o Brasil é signatário da Declaração Universal dos Direitos dos Animais (Bruxelas, 1978), a qual não apenas condena, no artigo 3º, maus tratos e atos cruéis contra animais, como prevê que nenhum bicho deve ser usado para divertimento do homem, no artigo 10º. O juiz ainda citou a decisão do magistrado Admar Ferreira Sousa que, também acatando pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA), já havia proibido a realização de vaquejadas na comarca de Mata de São João. Rosalino ainda considerou as recomendações expedidas pelo MP, na última quinta-feira (20), para os prefeitos dos municípios de Glória, Paulo Afonso e Santa Brígida. Nelas, a promotora de Justiça Milane Tavares recomenda que os gestores não autorizem e cancelem “eventuais autorizações já concedidas para a realização de vaquejadas, puxadas de boi e quaisquer outras que importem em maus tratos a animais”, e usem do poder de polícia municipal para impedir a realização dos eventos.
BN

Ocupação na ponte: Sagrados são os direitos de ir, vir e se manifestar

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Não é de hoje que a Ponte Presidente Dutra, que liga os estados da Bahia e de Pernambuco, é palco de manifestações sociais e políticas dos movimentos organizados de Juazeiro e Petrolina. No final da década de oitenta, ainda com os resquícios da ditadura militar, a ponte parou para ouvir o pedido de socorro ao Rio São Francisco, feito pelo Movimento de Defesa do Rio São Francisco, integrado por ambientalistas, estudantes, professores e outros poucos engajados na causa ambiental e reativos a contaminação das águas por agrotóxicos. Desse eu me lembro bem.

De lá pra cá outras causas, outras lutas, outras bandeiras e pautas ocuparam a ponte, na tentativa de chamar atenção para as angústias, usurpação de direitos, injustiças, desmandos políticos, autoritarismo e descasos de toda sorte.

Os trabalhadores rurais sem terra e assentados já deixaram por lá o rastro da sua luta; Os caminhoneiros também; Em reação a ocupação da Ilha do Fogo pelo exército, na calada da noite, a juventude (sempre a juventude …), não teve lugar melhor para dizer que a “ilha do fogo é do povo”, senão a ponte que une as duas cidades; A juventude de Juazeiro e Petrolina (sempre a juventude …)fez um “abraçasso” no meio da ponte defendendo a democracia e alertando para um golpe que se anunciava;

Mais recentemente, a sede de justiça para o caso Beatriz Mota, assassinada, até agora impunemente, aos 7 anos de idade, levou familiares e amigos a derramarem sua dor na ponte; Os vaqueiros aboiaram na ponte pela vaquejada legal. Por último e por sorte, a juventude(sempre a juventude …)se rebelou pacificamente contra um retrocesso de 20 anos, a tal Pec 241, enchendo a ponte de esperança e bravura.

A Ponte Presidente Dutra transformou-se na ponte das lamentações e lutas do povo ribeirinho, assim como a Avenida Paulista, em SP, a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a Cinelândia, no Rio de Janeiro e tantos outros espaços públicos e emblemáticos nos brasis da resistência. Espaços do povo. Arenas do povo. Mas que povo é esse? O povo que ocupa a ponte pensando no povo que passa por ela como pela vida passa. Alheio ao que é comum.

Centrado no próprio umbigo. Cético. Apático. Tão vítima do mesmo sistema, que por achar que não consegue vencê-lo, une-se a ele. O povo que se acovarda, porque faz medo mesmo, cada dia mais, enfrentar os podres poderes. É assustador! O povo que ocupa a ponte e protesta sempre existiu e há de sempre existir, para o bem do povo que tem pressa em atravessar, que se irrita com a demora, se revolta com o transtorno imediato do engarramento e atraso nos compromissos. O povo que ocupa a ponte tem o direito constitucional de protestar.

O povo que não ocupa a ponte tem o direito constitucional de ir e vir. E quando os dois preceitos constitucionais se chocam, não se pode escolher um em detrimento do outro. Eles têm o mesmo peso. Quando se fecha uma via, há de se buscar outras alternativas. Um pouco mais de paciência, de barquinha e caminhada, de envolvimento, de compreensão coletiva. Há de se encontrar um equilíbrio e salvaguardar as emergências. Sem abusos. Sem intolerância. Se a causa é justa, é social, é coletiva, se a manifestação é pacífica, então é inteligente, democrático e fraterno que a comunidade apoie.

Os direitos de ir e vir e de se manifestar são sagrados. A Constituição, conquistada em 1988, depois de muita luta e sob protestos, também na ponte, garante o direito de manifestação com prévio aviso. Eu falei A CONSTITUIÇÃO”, a carta magna, essa que assegura todos os direitos de todos os cidadãos e cidadãs brasileirxs. E ainda tem quem diga que “esses movimentos não levam a nada”.

A ponte é testemunha. E bem que poderia se chamar também de ponte da liberdade. De ponte da resistência. Por onde passaram muitas águas. Por onde muita água ainda vai passar. Com fé na juventude e no povo brasileiro!

Colhemos opiniões nas redes sociais e fizemos contato com alguns jornalistas e radialistas da região. Veja o que dizem também sobre as ocupações na ponte Presidente Dutra :

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JOTA MENEZES

“Não concordo com essa campanha, penso que as pessoas tem o direito de protestar pacificamente em lugar público, da mesma forma que tem direito de ir e vir, claro, respeitando os eventos excepcionais como por exemplo a livre passagem de ambulâncias, corpo de bombeiros, etc e tal…Qualquer manifestação pública resulta de um incômodo e geralmente diz respeito à causas de conotação social e portanto de interesse público.o fato da maioria delas no Polo petrolina-Juazeiro ser realizada na ponte, obviamente tem um objetivo claro: chamar a atenção das autoridades constituídas e da sociedade para algo importante, não é simplesmente por um desejo de anarquia, pois certamente quem está no movimento também vez ou outra é incomodado com engarrafamentos, etc…As pessoas tem o direito de reclamar, dizer o que pensam, só não podem querer impedir que as pessoas se manifestem onde elas quiserem (claro, repito, respeitando sempre o Estado de Direito, o patrimônio público e os outros que não querem se manifestar) . Me preocupa que posturas assim (o de proibir a manifestação na ponte) sejam confundidas com autoritarismo e imposições verticalizadas. daqui há pouco você vai ter que pedi licença para tudo, inclusive do lugar para se manifestar”.
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CARLOS LAERTE
“A primeira vez que a ponte Presidente Dutra foi ocupada por um protesto, em fevereiro de 1984, gritávamos contra o vinhoto lançado criminosamente nas águas do rio São Francisco. Para protestar contra este que é considerado o maior desastre ambiental do Vale do São Francisco, Petrolina e Juazeiro se uniram num abraço simbólico. Participei deste e de alguns outros atos na ponte, mas acredito que a repetição continua e exagerada desta iniciativa vem transformando o ato num desagrado geral. Por um direito garantido, muitos outros são usurpados. Que continuemos protestando, sem prejudicar aqueles que certamente nos apoiam”.
MARTA LUZ
“A ponte é do povo: não é de autoridade nenhuma. A ponte é do povo, como a praça e as ruas. É pela ponte que escoa o capital dessa região, portanto é nela que os estudantes têm de manifestar seu repúdio a uma PEC tão maléfica e prejudicial ao povo brasileiro e manifestar, também, oposição ao MEC nessa sua perseguição ditatorial aos estudantes. Mantenham-se firmes, você jovens com mentalidade jovem!Muita coragem a vocês, jovens esclarecidos, para lutar contra as absurdas arbitrariedades desse governo anti-povo. Parodiando Castro Alves cantem, alto e bom som: A PONTE É DO POVO!! Essa luta dos jovens estudantes é tão salutar e bonita luta!!!”.
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EDENEVALDO ALVES
“Eu já tinha levantado essa questão na semana passada no meu programa quanto a paralisação dos vaqueiros. Eu penso assim, a ponte é o único elo de ligação entre as duas cidades. Eu faço uma pergunta: qual foi a manifestação na ponte Presidente Dutra que resolveu problema? Nenhuma até hoje, aí vão os apaixonados por vaquejada e fecham a ponte em protesto, porque vaquejada gera emprego, vaquejada mexe com a economia, e fechar a ponte também não para a economia das duas cidades, em todos os setores? O que que vai resolver? O protesto na ponte vai trazer de volta a decisão do STF? Qual era o lugar ideal? Em Brasília, no congresso nacional, no gabinete de Temer, no superior tribunal que foi lá que saiu a decisão, não aqui para mexer com minha economia, mexer com o bolso do trabalhador, com o comerciante que já vive um sufoco terrível. Eu não aceito isso, isso me doí. Qualquer movimento que tiver na ponte não tem meu apoio e pode fazer uma pesquisa, a sociedade na sua maioria absoluta não apoia essa história de fechar a ponte. Agora recentemente foram os estudantes da Univasf conta a Pec 241. Vão a Brasília, vão para o congresso nacional. Foi lá, é lá onde saiu tudo isso, essa decisão. Pressionem os deputados, fechando a ponte aqui vai resolver pelo amor de deus? Vai piorar, já que a PEC mexe com a economia, estabiliza investimentos, fechar a ponte também provoca isso, estabiliza nossa economia, para a nossa economia. Porque o comerciante não tem condições de atravessar para fechar negocio de um lado ou de outro e qualquer outro profissional. Então não adianta, não tem meu apoio, discordo e discordo mesmo, a não ser que me provem o contrario”.
Por Sibelle Fonseca