Arquivos anuais: 2021

Coelba informa interrupção de energia, em Juazeiro

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A Coelba informa que, para realizar serviços de manutenção e melhorias na rede elétrica, será necessário interromper, temporariamente, o fornecimento de energia nos próximos dias 12, 13 e 15.

A Companhia avisa ainda que, mesmo “Sem prévio aviso, esta programação poderá sofrer atrasos ou ser cancelada por impedimentos técnicos” e que caso o serviço seja concluído  antes do horário previsto, a rede será energizada sem necessidade de qualquer outra comunicação.

Confira locais que terão suspensão do serviço: 

15/01 – sexta-feira das 09:00 às 17:00
Rua Tiradentes e Rua Toufic Nicola Khoury

13/01 – quarta-feira das 09:00 às 17:00
Av. Sao Joao, Rua BR 407, Rua da Caixa, Rua Dom Joao VI, Rua Joaquim Nabuco, Rua Nossa Senhora das Grotas e Rua Sao Paulo

13/01 – quarta-feira das 09:00 às 17:00
Ruas Almirante custódio de Mello, Comandante Manoel Severo e Country Clube

12/01 – terça-feira das 09:00 às 15:00
Av. Miguel Silva Souza, Loteamento Country, Povoado Projeto Maniçoba, Quadras 19, F,590,592,H,M,Q,06 e Rua dos Vermelhos

12/01 – terça-feira das 09:00 às 17:00
Av. Americo Tanury, Av. Machado de Assis, Loteamento Pio XI, Quadras A, D,E,F, 50,2,26,42,45,47,49,64, Rua 03 e Rua D Avila

Da Redação com informações Coelba

Prefeitura intensifica mutirão de limpeza e recolhe quase 700 toneladas de entulhos em Juazeiro

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Dando prosseguimento às ações de limpeza e conservação dos espaços públicos, a Prefeitura de Juazeiro fechou a primeira semana de gestão com um balanço positivo de trabalho em diversos pontos da cidade. Por parte da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), foram atendidas diversas localidades, com destaque para o recolhimento de entulhos.

Somente na semana passada as equipes recolheram 58 caçambas (696 toneladas) de materiais de construção e resíduos semelhantes. Foram recolhidos materiais em ecopontos distribuídos em várias regiões de Juazeiro, terrenos baldios e grandes avenidas.

Cronograma da semana

A programação de atividades para esta semana iniciou neste domingo (10), após a chuva que atingiu a região, provocar a queda de árvores na região central e em bairros da cidade.  Dentro do cronograma, estão previstas: limpeza e manutenção em 630 galerias de águas pluviais, limpeza nos canais – um total de 29km, limpeza nas margens dos canais e manutenção em canteiros e passagens de canais.

Texto: Milena Pacheco – Assessora da Sesp

Recuperado da covid 19, Mourão diz que vai tomar a vacina, pois essa é uma “questão coletiva e não individual”

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Recuperado da covid-19, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse, nesta segunda-feira (11), que a vacinação contra a doença “é uma questão coletiva, e não individual”.

Mourão retornou as atividades, após cumprir o tempo de isolamento no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-presidência, e voltou às atividades nesta segunda.

“Eu acho que a vacina é para o país todo. Não é uma questão individual. O indivíduo aqui está subordinado ao coletivo, neste caso”, afirmou. O vice-presidente disse que pretende tomar a vacina na sua vez, sem furar a fila. “Eu sou do grupo dois, de acordo com o planejamento (do plano de vacinação). Tomo antes, se for uma questão propagandística”.

O vice-presidente também lamentou as mais de 200 mil mortes no país por covid-19, ressaltando a importância da medicina e o número de recuperados — 7,1 milhões. “Infelizmente, existe esse número elevado, tanto é que na semana passada perdi dois amigos de longa data pra essa doença, mas a nossa medicina tem feito um papel muito bom”, afirmou.

Mourão pensa diferente de seu presidente Bolsonaro, que já afirmou que não irá se imunizar contra a covid-19, e tem frisado que a vacinação não será obrigatória. O chefe de estado, mais uma vez sem citar a fonte, tem dito que acredita que menos da metade da população irá se imunizar contra a doença. Segundo Bolsonaro, essa “informação” foi coletada em uma “pesquisa” informal, feita por ele, na praia, nas ruas.

Da Redação

Bahia registra 915 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

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Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 915 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,2%) e 1.193 recuperados (+0,2%). Dos 513.756 casos confirmados desde o início da pandemia, 497.735 já são considerados recuperados e 6.568 encontram-se ativos.

A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.

Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (22,34%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (10.527,69), Muniz Ferreira (8.649,96), Conceição do Coité (8.533,00), Jucuruçu (8.174,45) e Itabuna (8.114,04).

boletim epidemiológico contabiliza ainda 898.105 casos descartados e 123.632 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta segunda-feira (11).

Na Bahia, 37.713 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Óbitos

O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 29 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo.

A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 9.453, representando uma letalidade de 1,84%. Dentre os óbitos, 56,49% ocorreram no sexo masculino e 43,51% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 55,04% corresponderam a parda, seguidos por branca com 19,25%, preta com 14,68%, amarela com 0,66%, indígena com 0,13% e não há informação em 10,24% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 70,89%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (73,62%).

Secom

Fechamento da fábrica da Ford de Camaçari vai provocar perda de cerca de 10 mil empregos na Bahia; governador se manifesta

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Na tarde desta segunda-feira (11), a Ford anunciou que encerrará toda produção de veículos no Brasil este ano, mantendo aberto apenas o Centro de Desenvolvimento de Produtos, na Bahia, o Campo de Provas e sua sede regional, em São Paulo.

O fechamento da fábrica de Camaçari será definitivo e imediato, e a unidade se destinará apenas à produção de peças para estoques de pós-venda.

Em reunião nesta tarde (11) o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari avaliou os principais impactos e medidas que serão adotadas em relação à decisão de fechamento da fábrica no município.

De acordo com Kleiton Alder, secretário de Imprensa e Comunicação do sindicato, a decisão da Ford deve provocar a perda de até 10 mil empregos na Bahia, entre empregos diretos e indiretos.

O Sindicato continua mobilizado, em reuniões se sucedem, com autoridades, dirigentes e trabalhadores da Ford, na busca de soluções para minimizar os impactos dessa decisão.

O Governador da Bahia, Rui Costa, lamentou o encerramento da produção nas plantas da Ford, em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), e da Troller, em Horizonte (CE). O governo destaca os impactos socioeconômicos consequentes do fechamento da empresa, importante geradora de empregos e renda no estado.

Assim que foi informado, o governador Rui Costa entrou em contato com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) para discutir a formação de grupo de trabalho para avaliar possibilidades alternativas ao fechamento.

O governo estadual também entrou em contato com a Embaixada Chinesa para sondar possíveis investidores com interesse em assumir o negócio na Bahia.

A decisão da Ford foi informada ao governador Rui Costa durante reunião virtual com representantes da empresa nesta segunda-feira (11). Em nota distribuída à imprensa, a Ford afirma que “a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”, são motivadores da decisão.

A Ford está no Brasil há cerca de 100 anos.

Fechamento

A fábrica de Taubaté, em São Paulo, também será fechada, segundo o anúncio.

Com o fim das duas fábricas, em Camaçari e em Taubaté, os veículos modelos Ka e EcoSport deixam de ser fabricados e terão suas vendas interrompidas assim que terminarem os estoques e os veículos que serão comercializados no território brasileiro passarão a ser importados, principalmente das unidades de Argentina e Uruguai, além de outras regiões fora da América do Sul.

A Ford anunciou que no último trimestre de 2021 será fechada também a planta da Troller, em Horizonte (CE). A empresa afirma que irá trabalhar em colaboração com os sindicatos para “minimizar os impactos do encerramento da produção”. Os impactos na geração de empregos, principalmente na Bahia, São Paulo e Ceará deverão ser grandes, avaliam economistas.

Jim Farley, presidente e CEO da Ford, disse em nota que “A Ford está presente há mais de um século na América do Sul e no Brasil e sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável”, enfatizando a necessidade de adequar a empresa: “Estamos mudando para um modelo de negócios ágil e enxuto ao encerrar a produção no Brasil, atendendo nossos consumidores com alguns dos produtos mais empolgantes do nosso portfólio global“, completou.

Da Redação

 

 

Mudança no Comando Geral da PM baiana: Anselmo Brandão será substituído pelo Coronel Coutinho

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O Diário Oficial do Estado desta terça-feira (12) vai trazer a nomeação do novo comandante-geral da Polícia Militar da Bahia (PMBA). A novidade foi anunciada no início da noite desta segunda-feira (11) pelo governador Rui Costa, que utilizou as redes sociais para comunicar que a corporação passará a ser comandada pelo coronel Paulo Coutinho.

Ele estava no posto de comandante de policiamento na Região Integrada de Segurança Pública Central, em Salvador. “Quero agradecer toda a dedicação, trabalho e o empenho do coronel Anselmo Brandão, que comandou a PM nos últimos seis anos. Amanhã [12], será publicada a nomeação e na quarta [13] faremos a transmissão do cargo. Seguiremos trabalhando firme, trabalhando duro para perseguir e alcançar nossas metas e melhores indicadores para a segurança pública do nosso estado”, comentou Rui.

Experiência

Recifense, Paulo Coutinho ingressou na Polícia Militar da Bahia em 1986. De lá para cá, passou por diversas companhias e batalhões, comandando, inclusive, o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Concluiu cursos de especialização e pós-graduação na área de Segurança Pública.

 

Com informações Secom Bahia

Nomeado para coordenar a Defesa Civil de Juazeiro o bolsonarista Ramiro Cordeiro

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No Diário Oficial desta segunda-feira (11) a Prefeita de Juazeiro Suzana Ramos nomeou para coordenador da Defesa Civil, Ramiro Cordeiro, com salário de R$ 3.600.

Ferrenho crítico da gestão do ex-prefeito Paulo Bomfim, e bolsonarista declarado, Ramiro Cordeiro foi candidato a vereador no último pleito, pelo Patriota, obtendo 313 votos.

Internauta atuante Cordeiro tentou o papel de comunicador pelas redes sociais, fazendo transmissões ao vivo e gravações denunciando os problemas da comunidade.

Com a ocupação dada pela nova gestora, Ramiro Cordeiro deverá ter muito trabalho pela frente e respostas a dar a comunidade. Ele assume a Defesa Civil em um período de previsão de chuvas fortes no município.

A Defesa Civil é responsável por um “conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e reconstrutivas destinadas a evitar ou minimizar os desastres naturais e os incidentes tecnológicos, preservar a moral da população e restabelecer a normalidade social”.

Sendo assim, o novo nomeado para o cargo, deverá coordenar o trabalho de diversos órgãos do governo e da sociedade responsáveis pela resposta e prevenção de catástrofes (enchentes, alagamentos, etc).

Da Redação

 

 

 

Edital convoca interessados em concorrer à vaga de conselheiro estadual de Comunicação Social

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O edital de convocação para eleição das entidades representantes da sociedade civil na composição do Conselho Estadual de Comunicação Social (bit.ly/3hVZnFa) foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) de sábado, (9), pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A eleição será realizada no dia 17 de março, no Auditório da Casa Civil, situado na 3ª Avenida, nº 390, Centro Administrativo da Bahia (CAB), Subsolo, Salvador – Bahia, das 15h às 17h.

As entidades interessadas na candidatura deverão preencher o formulário eletrônico de Requerimento para Habilitação da Sociedade Civil, disponível neste link (bit.ly/3q1Ce7c), a partir das 10h do dia 11/01/2021 até as 23h59 do dia 12/02/2021, de acordo com o horário de Brasília.

Podem se candidatar entidades com atuação no Estado da Bahia que desenvolvam ações enquadradas como representativas de um dos segmentos previstos no inciso III, do art. 41 da Lei Estadual nº 12.212/2011.

O mandato de cada conselheiro e seus respectivos suplentes não é remunerado e será de dois anos, permitida uma recondução por igual período. O exercício das atribuições dos membros titulares e suplentes é considerado atividade de relevante interesse público, não ensejando qualquer remuneração.

As atribuições dos conselheiros e suplentes estão descritas no Regimento Interno do Conselho de Comunicação Social da Bahia – aprovado pelo Decreto Estadual n. 14.117/2012 e disponível neste link (bit.ly/3s7EZpm).

Comissão eleitoral

Para a coordenação do processo eleitoral foi constituída uma comissão, composta por quatro integrantes do quadro da Secom, indicados pelo secretário de Comunicação Social, André Curvello, de acordo com a Portaria Secom nº 01/2021.

Secom Bahia

Maia sobe tom contra Bolsonaro e deve deixar impeachment na gaveta

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), subiu o tom contra Jair Bolsonaro (sem partido), mas a abertura de um processo de impeachment do presidente da República está descartada. Os pedidos já feitos, contudo, não deverão ser arquivados. Ficarão na gaveta à espera do próximo chefe da Casa.

Até o final da semana passada, já haviam sido protocolados cerca de 60 pedidos.

Se Maia decidisse abrir um processo nos últimos dias à frente da Câmara, seu sucessor teria de, obrigatoriamente, levar o caso adiante a partir de fevereiro, quando os trabalhos do Legislativo serão retomados.

Maia, porém, disse a aliados que não vai abrir nem arquivar nenhum processo. Além de entender que não há ambiente político, o atual presidente da Câmara não quer dar espaço para que apontem oportunismo de sua parte às vésperas de voltar à planície do plenário.

Por outro lado, o deputado não vê espaço para arquivar os pedidos, medida que o tornaria ainda mais alvo dos críticos que insistem que ele tome uma medida mais dura contra Bolsonaro.
A conduta destoa, por exemplo, de medidas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Antes de deixar o comando dessa Casa, Alcolumbre arquivou todos os 38 pedidos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do procurador-geral da República, Augusto Aras.

Com a decisão de Maia, os pedidos vão continuar na gaveta do gabinete da presidência da Câmara, que é disputada por Arthur Lira (PP-AL), aliado de Bolsonaro, e Baleia Rossi (MDB-SP) -apadrinhado de Maia em uma aliança que envolve 11 partidos, incluindo siglas da oposição.

O número de pedidos de impeachment deverá aumentar nos próximos dias.

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, vai levar o tema para discussão no Conselho Federal da entidade. “Colocamos em andamento o processo interno”, afirmou ele à reportagem.

No último sábado (9), Maia fez críticas contundentes a Bolsonaro nas redes sociais. Em meio às disputas pelo comando da Câmara e sobre a vacina contra a Covid-19, o deputado chamou Bolsonaro de covarde.

“Bolsonaro é covarde”, escreveu Maia ao compartilhar uma notícia segundo a qual Bolsonaro teria culpado o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pelo atraso da vacinação no Brasil.
Horas depois, em nova publicação, Maia escreveu: “Bolsonaro: 200 mil vidas perdidas até agora. Você tem culpa”.

Ao jornal Folha de S.Paulo o presidente da Câmara foi além e afirmou que Bolsonaro é irresponsável. “Não podemos mais aceitar um ministro que não entende de saúde e um presidente irresponsável que nega o vírus.”

“Todos estamos cansados disso, desse negacionismo e dessa irresponsabilidade. Está na hora de uma reação forte de todos nós, brasileiros, contra a irresponsabilidade do governo”, afirmou Maia.

Neste domingo (10), o presidente da Câmara não quis se manifestar. Por outro lado, apoiadores do governo, inclusive os filhos de Bolsonaro, foram às redes sociais disseminar notícias falsas como a filiação de Maia ao PSOL.

A possibilidade de impedimento de Bolsonaro também estremeceu a relação do PT com Baleia Rossi.

A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), cobrou publicamente o emedebista por causa de uma declaração dada por ele em entrevista à Folha de S.Paulo publicada neste domingo.

Baleia disse que não vê o impeachment de Bolsonaro como caminho e que o processo de afastamento do presidente “não é bom para o Brasil”.

“Não há nenhum compromisso, como muitos falam, de abertura de impeachment. É uma mentira. [Dar início] é uma prerrogativa do presidente da Câmara, mas nós precisamos, ainda mais neste momento em que a pandemia dá sinais de crescimento, de estabilidade”, disse Baleia, na entrevista.

“Dar resposta a crimes do Executivo é o item 3.6 do compromisso de Baleia Rossi com a oposição. Inclui analisar denúncias de crimes do presidente da República, mesmo que não haja acordo para aprovar impeachment”, escreveu Gleisi, em uma rede social.

“Ao negar o que tratamos e fechar essa possibilidade [de abertura de impeachment], Baleia perderá votos no PT”, completou a deputada.

Baleia telefonou para a presidente do PT para tentar contornar a situação. Ele também foi às redes sociais para se explicar.
“Falei com a presidente Gleisi agora há pouco. Ressaltei que vou honrar cada compromisso firmado com os partidos de oposição, o que inclui usar todos os instrumentos constitucionais em defesa da democracia. Antecipar juízos agora não ajuda. O que disse à Folha mantém os princípios do que pactuamos”, escreveu.

A reportagem não conseguiu falar com a presidente do PT após a publicação de Baleia.

Candidato apoiado por Bolsonaro, Lira também foi às redes sociais para se posicionar contra a abertura de um processo de impeachment.

“Sempre digo que ninguém pode se comprometer ou torcer por um impeachment. Ele é um remédio institucional amargo. E é fruto de uma conjunção de fatores e não uma decisão unilateral do presidente da Câmara. Ainda bem que Rodrigo Maia e seu candidato agora passaram a concordar comigo”, afirmou o deputado do PP e líder do centrão.

A discussão a respeito do impeachment de Bolsonaro voltou à tona na semana passada depois que o presidente da República voltou a colocar sob suspeita a lisura das eleições com urnas eletrônicas sem apresentar provas.

Ele disse ainda que, caso não haja voto impresso em 2022, no Brasil ocorrerá algo pior do que a invasão do Congresso dos Estados Unidos por radicais incitados pelo presidente Donald Trump, ídolo de Bolsonaro.

“Se nós não tivermos o voto impresso em 2022, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior do que os Estados Unidos”, disse Bolsonaro a apoiadores na última quinta (7).

No próximo ano, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), responsável por organizar as eleições no Brasil, estará sob o comando do ministro Alexandre de Moraes. Integrante do Supremo, ele é um dos principais alvos de críticas da ala radical bolsonarista dentro e fora do Congresso.

Moraes é responsável pelo inquérito que apura a divulgação de notícias falsas por aliados do presidente e, por isso, alguns deles defendem publicamente o impeachment do ministro.

Folhapress