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Gestão Andrei Gonçalves firma Juazeiro como destaque nacional e mostra a força de um novo ciclo de desenvolvimento

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Juazeiro voltou a ganhar destaque na imprensa nacional. Em matéria publicada pelo O Antagonista, na última sexta-feira (14), um dos principais portais de notícias do país, o município é apresentado como a cidade que “irriga o sertão com o Velho Chico”, reunindo força econômica, produção agrícola, cultura, turismo e uma história que ultrapassa as fronteiras da Bahia.

A reportagem destaca Juazeiro como maior produtora e exportadora de manga do Brasil, além de ressaltar a importância da irrigação para transformar o semiárido em uma das principais regiões produtoras de frutas do país. O texto também apresenta a cidade como terra natal de João Gilberto, considerado um dos criadores da Bossa Nova, e chama atenção para os atrativos da cidade às margens do Rio São Francisco.

Para o prefeito Andrei Gonçalves, a projeção nacional é motivo de orgulho e também demonstra que Juazeiro vive um novo momento, marcado pela retomada da capacidade de investir, pela responsabilidade na gestão pública e pela valorização das vocações econômicas, culturais e turísticas do município.

“Juazeiro tem uma história grandiosa e um potencial ainda maior. O que estamos fazendo é criando as condições para que a cidade volte a ser reconhecida por aquilo que ela representa para a Bahia, para o Nordeste e para o Brasil. Essa matéria de O Antagonista mostra que estamos conseguindo colocar Juazeiro novamente no lugar de destaque que ela merece”, afirmou Andrei.

O prefeito ressalta que o reconhecimento não é fruto de uma ação isolada, mas de um conjunto de iniciativas que vêm sendo desenvolvidas pela gestão municipal para fortalecer a cidade e preparar Juazeiro para um novo ciclo de crescimento.

“Estamos trabalhando com responsabilidade fiscal, retomando os investimentos públicos, buscando atrair investimentos privados e criando um ambiente de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, estamos cuidando da educação, da saúde, da assistência social, da infraestrutura, da cultura e do turismo. É esse conjunto de ações que está ajudando Juazeiro a recuperar sua capacidade de avançar”, destacou.

Uma cidade que tem muito a mostrar

A publicação nacional reforça uma estratégia adotada pela gestão Andrei Gonçalves de valorizar e projetar as potencialidades de Juazeiro. A cidade, que já possui uma das economias mais importantes do interior nordestino, reúne características únicas: o Rio São Francisco, a agricultura irrigada, a produção de frutas para o mercado nacional e internacional, uma forte identidade cultural e um patrimônio histórico ligado à música brasileira.

A reportagem também destaca pontos turísticos como a Vila Bossa Nova, o Vapor Saldanha Marinho, a Ilha do Fogo e o Memorial Casa da Bossa Nova, além da relação histórica e econômica com Petrolina, do outro lado do São Francisco.
“Juazeiro não é apenas uma cidade com potencial. Juazeiro já é uma cidade protagonista. O nosso desafio é fazer com que essa força seja cada vez mais conhecida, valorizada e transformada em oportunidades para a nossa população”, afirmou Andrei.

Responsabilidade fiscal e capacidade de investir

O novo momento vivido pelo município também está relacionado ao esforço da gestão para organizar as contas públicas e recuperar a capacidade de investimento da Prefeitura.

A estratégia combina responsabilidade fiscal, planejamento, investimentos públicos, atração de capital privado e fortalecimento das políticas sociais, criando as bases para um desenvolvimento sustentável e duradouro.

A administração municipal também vem trabalhando para ampliar a presença de Juazeiro em agendas estaduais, nacionais e internacionais, aproximando o município de investidores, instituições, empresários e parceiros estratégicos.

Para Andrei, a repercussão nacional ajuda a fortalecer esse movimento. “Quanto mais o Brasil conhece Juazeiro, mais oportunidades nós podemos criar. Temos uma agricultura extremamente competitiva, uma localização estratégica, o Rio São Francisco, uma cultura reconhecida nacionalmente e uma população trabalhadora. Nossa missão é transformar todas essas potencialidades em desenvolvimento, emprego, renda e qualidade de vida”, enfatizou.

Juazeiro de volta ao mapa do Brasil

O destaque de O Antagonista se soma a uma série de ações que buscam reposicionar Juazeiro como uma das principais cidades do Nordeste.

A gestão municipal aposta na combinação entre desenvolvimento econômico, infraestrutura, educação, saúde, desenvolvimento social, cultura, turismo e responsabilidade fiscal para construir uma cidade mais forte e preparada para o futuro.

“Estamos construindo uma Juazeiro que olha para frente. Uma cidade que respeita sua história, valoriza o presente e se prepara para o futuro. O Brasil está voltando a olhar para Juazeiro, e nós queremos que esse olhar seja cada vez mais forte. Juazeiro tem muito a mostrar e muito a conquistar”, concluiu o prefeito.

A matéria completa de O Antagonista destaca justamente essa combinação que torna Juazeiro singular: uma cidade do semiárido que transformou a água do Velho Chico em riqueza, tornou-se potência da fruticultura e, ao mesmo tempo, entrou para a história da música brasileira pelas mãos de João Gilberto.

Ascom Prefeito Andrei Gonçalves

Campanha de Juvenilson Passos começa com grande mobilização popular em Sento Sé

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Em Sento Sé, o primeiro evento oficial da campanha do candidato a deputado estadual Juvenilson Passos reuniu uma multidão nas ruas logo cedo, com ações de adesivação em veículos e residências.

A programação seguiu com uma expressiva carreata pelas principais vias do município.O ato de lançamento contou com a presença marcante de diversas autoridades e lideranças regionais. Estiveram presentes a prefeita de Sento Sé, Giselda Carvalho; o prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves; o ex-prefeito de Campo Alegre de Lourdes, Enilson; além de expressivas lideranças políticas de Remanso, Sobradinho e Curaçá. O evento também reuniu os candidatos a deputado federal Lucas Reis, Elmar Nascimento e Manuela Tayler.
Em um discurso emocionante para a multidão, Andrei Gonçalves ressaltou que a caminhada de Juvenilson já nasce vitoriosa: “Eu pude ver a alegria no rosto de todas as pessoas, que estão com o coração cheio de felicidade, pois em breve vão ter um filho da terra representando a região de Sento Sé na Assembleia Legislativa.”
Acolhido pelo povo, Juvenilson Passos mandou seu recado e pediu o apoio de todos nesse projeto para a ALBA: “Essa energia que tomou conta das ruas de Sento Sé nos dá a certeza de que estamos no caminho certo. Minha missão na Assembleia será ser a voz de cada cidadão, lutando com amor e dedicação por mais trabalho, respeito e desenvolvimento para a nossa terra.”

Ascom Juvenilson Passos

Morador chama atenção para descarte irregular de lixo na orla de Juazeiro e faz apelo à população: “Cuidar de Juazeiro também é responsabilidade de cada cidadão”

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Um morador de Juazeiro, no norte da Bahia, procurou o Portal Preto no Branco para chamar a atenção para o descarte irregular de lixo na Orla do município. Segundo ele, a quantidade de resíduos encontrados às margens do Rio São Francisco durante uma caminhada, na manhã desta segunda-feira (17), provocou preocupação com a preservação do espaço.

“Hoje pela manhã, fui levar minha tia à fisioterapia e, antes de buscá-la, resolvi fazer uma caminhada na orla. Há muito tempo eu não fazia atividade física e, por estar sedentário, decidi colocar o corpo para funcionar um pouco melhor”, relatou.

Segundo ele, durante a caminhada, encontrou diversos tipos de resíduos espalhados pela margem do rio.

“Foi então que me deparei com uma situação que me deixou bastante triste, a margem do nosso Rio São Francisco está tomada pelo lixo deixado pela própria população. Encontrei garrafas, embalagens, sacolas plásticas, garrafas PET e diversos outros resíduos espalhados pelo local”, afirmou.

Ele chama atenção para o risco do descarte irregular.

“Esse lixo, além de deixar a nossa cidade com uma aparência péssima, prejudica o meio ambiente e pode acabar contaminando o nosso Velho Chico”, declarou.

O morador destacou que também encontrou trabalhadores realizando a limpeza da área. Segundo ele, a situação não deve ser atribuída exclusivamente ao poder público.

“Quero deixar claro que vi funcionários do serviço de limpeza atuando no local. Inclusive, consegui registrar uma foto, à distância, de duas pessoas realizando a limpeza. Portanto, o poder público está atuando, cabe a nós, cidadãos, contribuir para manter a cidade limpa”, explicou.

Segundo ele, a principal preocupação é a falta de conscientização de parte da população.

“O que mais me preocupa é justamente a falta de consciência de parte da população. Em alguns pontos, existe mais lixo fora das lixeiras do que dentro delas. E isso é algo que precisa ser mudado por nós, não adianta cobrar uma cidade limpa se nós mesmos sujamos”, afirmou.

Ele também observou problemas relacionados à estrutura disponibilizada para o descarte dos resíduos.

“Percebi que algumas lixeiras estão sem sacos plásticos. Se eles existiam e foram retirados, é importante que sejam repostos, porque a estrutura adequada também ajuda na conservação do espaço”, pontuou.

O morador também afirmou que a situação pode prejudicar a imagem de Juazeiro para quem visita o município.

“Imaginem um turista chegando a Juazeiro pela manhã, caminhando pela nossa orla e se deparando com toda essa sujeira. Que imagem ele levará da nossa cidade?”, questionou.

O morador fez um apelo para que a população contribua com a conservação da cidade e do Rio São Francisco.

“Se cada um fizer a sua parte e simplesmente não jogar lixo no chão, já estaremos contribuindo muito para preservar nossa cidade, nossa orla e, principalmente, o nosso Velho Chico. Se você encontrar uma lixeira cheia, procure outra. Se não encontrar, guarde o seu lixo até encontrar um local adequado. O que não podemos fazer é simplesmente jogar no chão. A cidade é nossa. O rio é nosso patrimônio. E cuidar de Juazeiro também é responsabilidade de cada cidadão”, concluiu.

Redação PNB

Voto em Trânsito: Ponte Presidente Dultra amanhece com mensagem para o eleitor brasileiro

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Moradores de Petrolina e Juazeiro que atravessaram a ponte Presidente Dutra neste domingo (16) se depararam com uma faixa lembrando um direito pouco conhecido: o voto em trânsito. A mensagem, fixada durante a madrugada, alerta para o prazo de cadastro junto à Justiça Eleitoral e chama a atenção de quem vive entre os dois municípios.

“Petrolina e Juazeiro têm um dos fluxos diários mais intensos entre Pernambuco e Bahia, com gente atravessando a ponte todos os dias para trabalhar, estudar ou resolver questões do cotidiano. É exatamente esse público que corre o risco de perder o voto por não saber que pode transferir o local de votação”, afirma Maria Cristina Aureliano, coordenadora executiva do Centro de Desenvolvimento Ecológico Sabiá.

A ação integra a campanha “Meu Voto em Trânsito”, realizada pelo Centro de Desenvolvimento Ecológico Sabiá em parceria com o Aurora Lab, laboratório de comunicação ativista que atua em temas como sistemas de energia, sistemas alimentares e sistemas urbanos.

Ascom

Homem é morto a tiros enquanto levava criança para escola no Loteamento Recife, em Petrolina

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Um homem foi morto a tiros na manhã desta segunda-feira (17), no bairro Loteamento Recife, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A vítima foi identificada como Esiel Cavalcanti de Sá, de 38 anos.

Esiel estava acompanhado de uma criança e seguia para deixá-la na escola quando foi surpreendido por ocupantes de um carro, que se aproximaram e efetuado disparos contra a vítima.

Esiel não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Até o momento, não há informações sobre os autores dos disparos, nem sobre a motivação do homicídio. Também não foram divulgadas informações sobre o estado da criança que acompanhava a vítima.

Equipes da Polícia Civil e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas.

O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil.

Redação PNB

Artistas de Juazeiro questionam histórico do Instituto “Trocando Ideia” e cobram transparência na execução da PNAB

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O histórico de denúncias, questionamentos e apurações envolvendo o Instituto Trocando Ideia de Tecnologia Social Integrada em outros estados passou a ser motivo de preocupação entre artistas, produtores, agentes culturais e demais trabalhadores da cultura de Juazeiro, no norte da Bahia. A entidade foi contratada pela Prefeitura de Juazeiro, para prestar serviços de assessoria técnica e consultoria relacionados ao Ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), em um contrato no valor de R$ 85.150,07. No município, o investimento no fomento a cultura é cerca de 1,27 milhão.

Os questionamentos sobre transparência, critérios claros e fiscalização na aplicação dos recursos públicos destinados ao setor desencadeou uma busca por outras atuações do instituto responsável pela condução de edital em outros estados.

“Esse instituto tem várias ocorrências registradas de questionamentos e denuncias relacionadas à execução de políticas culturais financiadas com recursos públicos. Os documentos não permitem afirmar que as mesmas situações tenham ocorrido em Juazeiro, mas mostram que a entidade já tem outras ocorrências”, disseram.

O Instituto em outros estados

Em janeiro de 2024, a Associação Tocantinense de Cinema e Vídeo (ATCV) protocolou no Ministério Público Federal do Tocantins uma denúncia sobre supostas irregularidades e falta de transparência na execução da política cultural. Segundo reportagem publicada pelo Conexão Tocantins, a associação afirmou ter recebido mais de 30 denúncias de artistas durante o processo de execução do edital.

Entre os pontos encaminhados ao MPF a ATCV apontava suposta falta de disponibilização dos pareceres de análise dos projetos a todos os proponentes, problemas técnicos e alterações na plataforma sem divulgação, além de alegações de supostos favorecimento no resultado dos editais e indícios de contemplação de projetos de fora do Tocantins.

A associação apresentou questionamentos específicos sobre o Instituto Trocando Ideia de Tecnologia Social Integrada, que atuava como entidade parceira do Governo do Tocantins na condução do processo seletivo da Lei Paulo Gustavo.

Segundo a ATCV, a preocupação com a atuação do Instituto também estava relacionada a um processo no Rio Grande do Sul envolvendo o edital Trajetórias Culturais, da Lei Aldir Blanc. Conforme relatado pela associação ao MPF e reproduzido pelo Conexão Tocantins, o processo teria apresentado falhas na condução do edital e após a divulgação da lista definitiva, teriam sido identificadas situações de descumprimento das regras estabelecidas. A associação afirmou ainda que teria sido comprovada, em documento relacionado ao processo, a contemplação de artistas que não eram residentes no Rio Grande do Sul.

Ainda em fevereiro, segundo os jornais opção e primeira página, o Ministério Público Federal (MPF), por intermédio do procurador Alexandre Miguel, emitiu uma recomendação à Secretaria de Cultura do Tocantins pedindo a suspensão dos pagamentos dos editais da Lei Paulo Gustavo, destinada ao financiamento de projeto culturais no estado.

O histórico é citado pelos artistas de Juazeiro como motivo para pedir cautela e transparência na execução da PNAB no município.

“Não estamos dizendo que as mesmas situações aconteceram em Juazeiro. Estamos dizendo que existe um histórico público de questionamentos envolvendo a entidade e que, justamente por isso, queremos que a execução da PNAB seja transparente e possa ser acompanhada pelos trabalhadores da cultura”, afirmam os artistas.

Para os representantes do setor cultural, a discussão precisa ir além da atuação da entidade contratada e alcançar a forma como a Prefeitura acompanha e fiscaliza a execução da política pública.

“Os artistas têm o direito de saber quem está executando a política cultural, quais critérios estão sendo utilizados, como as avaliações são realizadas, quem são os pareceristas, como os recursos são analisados e de que maneira a Prefeitura está fiscalizando o serviço contratado”, defendem.

O grupo também considera necessário que os documentos relacionados à execução da PNAB estejam disponíveis para consulta pública, incluindo informações sobre o contrato, avaliações, pareceres, recursos apresentados pelos proponentes e prestação dos serviços.

“Estamos falando de recursos públicos destinados à cultura. Por isso, queremos respeito, transparência, critérios técnicos e uma gestão que permita ao setor cultural acompanhar cada etapa da execução desses recursos”, afirmam os artistas.

A manifestação ocorre em um momento de mobilização do setor cultural de Juazeiro em torno da aplicação da Política Nacional Aldir Blanc. Para os trabalhadores da área, a transparência é fundamental para evitar dúvidas sobre os processos e garantir segurança aos proponentes que participam dos editais.

“Conhecer o histórico da entidade responsável por executar uma política pública não significa condená-la antecipadamente. Significa exercer o nosso direito de acompanhar e fiscalizar aquilo que está sendo feito com recursos destinados à cultura”, pontuam.

Os artistas reforçam ainda que a cobrança não tem como objetivo questionar individualmente os colegas contemplados pelos editais.

“Não somos contra os artistas que foram contemplados. Cada trabalhador da cultura merece respeito pelo seu projeto e pelo resultado alcançado. Nossa cobrança é pela forma como a política está sendo executada e pela garantia de que os processos sejam conduzidos com transparência, igualdade e critérios técnicos”, afirmam.

Diante dos questionamentos, os representantes do setor cultural defendem que a Prefeitura de Juazeiro apresente de forma clara os procedimentos adotados na execução da PNAB e os mecanismos utilizados para acompanhar o trabalho do Instituto Trocando Ideia.

“O que precisa ser apurado em Juazeiro é se a execução local ocorreu de acordo com o edital, o contrato e a legislação aplicável. É isso que queremos saber. A população tem o direito de saber como os recursos públicos estão sendo administrados. E nós, enquanto artistas, produtores, agentes culturais e trabalhadores da cultura, temos ainda mais interesse em acompanhar uma política que interfere diretamente no nosso trabalho e na sobrevivência do setor cultural”, concluem.

Apontamentos anteriores de produtores culturais

Além dos questionamentos relacionados ao histórico do Instituto Trocando Ideias, outros fazedores de cultura de Juazeiro relataram dúvidas sobre a condução dos editais da PNAB no município. Entre os principais pontos estão a forma de análise dos recursos, os critérios utilizados pelos responsáveis pelo edital, a verificação das autodeclarações de candidatos às vagas destinadas a pessoas negras e indígenas, a documentação exigida para pessoas com deficiência e a distribuição das vagas previstas nos editais.

Confira as reclamação anteriores:

 

Redação PNB

“A Música e a IA” por Roberto Malvezzi (Gogó)

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06/06/2024 - Juazeiro (BA) - Na foto: Roberto Malvezzi, Assessor da ANBB e da Pastoral da Terra. Foto: Arnaldo Sete/Marco Zero.

A primeira vez que gravei um disco (Cristificação do Universo – Hosana Hey) era um estúdio analógico. Entrava uma banda no estúdio e fazia a base. Depois alguns instrumentos. Depois os vocais. Finalmente a voz principal. Tudo era gravado num gravador de rolo, canal por canal. O produto era um LP e o som era muito bom.

Anos mais tarde, ao procurar um estúdio para gravar outro trabalho já aqui no Nordeste, fui apresentado aos estúdios digitais. Já era uma técnica muito avançada e muitos instrumentos eram extraídos de um sintetizador, o instrumento que se quisesse. Então, o disco era uma mescla de sons de instrumentos reais e outros de instrumentos sintetizados.

Nesse tempo passamos do LP para o CD, ou para a fita cassete. Também surgiram os DVDs. Tínhamos aparelhos de som em casa e podíamos ouvir uma obra completa com um som muito qualificado.

Agora surgiu o streaming e ele acabou com aparelhos específicos para se ouvir música. A maioria ouve música em smartphone, com um fone de ouvido, ou numa caixa de som. Não vejo mais ninguém parando para ouvir uma canção preferida, sentado numa sala confortável, assim como fazíamos par ouvir uma obra de Chico Buarque, Clube da Esquina ou Sagração da Primavera de Stravinsky.

Agora chegou a Inteligência Artificial na música. Um amigo colocou uma letra numa IA, pediu bossa-nova. Ela criou o ritmo, a melodia, os arranjos e uma intérprete. Sinceramente, ficou lindo! E aí entra o problema.

Fui interlocutor do neurocientista Miguel Nicolelis numa live sobre IA no espaço digital organizado pelo Instituto Humanitas da Unisinos (IHU). Entre muitas questões levantadas, eu fiz duas perguntas: a IA é a mais poderosa pirataria de saberes e talentos já inventada pela humanidade? Ele disse que sim.

Voltei a perguntar: há lugar ainda no cérebro humano para a arte, para a música, para a poesia? Ele respondeu que no cérebro humano tudo cabe. Sim, ainda há lugar para a arte no cérebro humano. E ela ajuda modelar o cérebro.

Uma informação de internet diz que a IA está colocando 90 mil canções por dia no streaming. Acionada por robôs e algoritmos, simulam ser mais ouvidas que as músicas criadas por seres humanos. Resultado, levam grande parte dos direitos autorais. E qual é o pulo do gato? A IA é “educada” a incorporar ritmos, arranjos, melodias, interpretações já existentes no mundo da arte e recriá-los como se fossem uma nova criação. Confirma a pirataria de saberes e talentos.

Agora se quer criar regras para ao menos diminuir essa pirataria. Vamos conseguir? Ou será como me disse outro amigo da música: não sabemos mais onde isso vai dar.

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

Trup Errante apresenta “Drummond, Confabulações Sertanejas” em Petrolina (PE) e Cuiabá (MT)

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A Trup Errante, de Petrolina (PE), atravessa o país neste mês de agosto com o espetáculo “Drummond, Confabulações Sertanejas”, uma história construída a partir da memória literária do Vale do São Francisco. Na próxima terça-feira (18), às 20h, o grupo apresenta a montagem no Teatro Dona Amélia, localizado no próprio município petrolinense, durante a Aldeia do Velho Chico. Logo depois, arruma as malas e segue com a peça para o Centro-Oeste para participar do 4º Festival de Teatro Luiz Carlos Ribeiro, em Cuiabá (MT). Considerado um dos principais eventos culturais do Mato Grosso, o festival reúne artistas, grupos e companhias de diferentes regiões do país. Selecionado entre os trabalhos que integram a programação, o espetáculo será o único representante do Nordeste na edição deste ano.

A peça “Drummond, Confabulações Sertanejas” também leva ao centro do palco as experiências do ator José Lírio que, ao encontrar uma antiga edição do livro ‘A Rosa do Povo’, relembra a professora que, anos antes, lhe entregou a obra de Carlos Drummond de Andrade como quem planta um segredo. Entre memórias, poemas e inquietações, o público acompanha também um repórter cético em missão para escrever uma matéria sobre o Clube Drummondiano de Poesia, surgido no sertão nordestino em 1977. As narrativas se entrelaçam entre passado e presente, ficção e história real, evocando a força da palavra poética como herança e resistência. No centro de tudo, está o poeta Drummond: estrela-guia e confidente de uma geração que ousou transformar o mundo com versos.

Segundo o ator José Lírio Costa, que atua no solo teatral, a participação nos dois festivais marca um momento especial para a Trup Errante, que completa duas décadas de trajetória em 2026. “Ser o único espetáculo do Nordeste selecionado para o festival nos deixa muito felizes, especialmente em um ano tão simbólico para a Trup Errante comemorando 20 anos de trabalho. É uma oportunidade de levar para outro território uma história que nasce da memória literária de Petrolina, que é nossa e apresentar ao público de Cuiabá um pouco da nossa identidade, além de encontrar a cultura deles que tem o grande poeta Manoel de Barros. É o que faz sentido continuar atuando”, afirma.

O espetáculo tem texto assinado pelo escritor e jornalista Luís Osete (prêmio Jabuti), encenação de Thom Galiano, direção de arte de Diego Ravelly e trilha sonora original de Moesio Belfort, criação de vídeos e operação de Adriel Marques e orientação de Luiz Manoel. A montagem que estreou em 2025 estabelece uma relação entre a poesia e acontecimentos reais e elementos simbólicos do sertão e tecnologias, convocando a memória a estar presente. Antes de seguir para o Mato Grosso, o público do Vale do São Francisco pode prestigiar em casa, na programação da Aldeia do Velho Chico, cujos ingressos podem ser adquiridos no site do Sesc PE (https://eventos.sescpe.com.br/drummond/). A passagem da Trup Errante pela Aldeia também inclui o lançamento do livro MemóriasDoVale[en]Cena, no dia 20 de agosto; e a mesa “Comunidades Criativas: Dramaturgias do Território”, no dia 21 de agosto, ao lado do Coletivo Entre Rios e Sertões, de Juazeiro (BA), com mediação de Luiz Marcelo.

Estelita chega a Bezerros – Além da circulação de “Drummond, Confabulações Sertanejas”, a Trup Errante leva outro trabalho para a estrada em agosto. O espetáculo infantil “Estelita – Entre Fadas e Outros Bichos” será apresentado neste domingo (16), às 16h, em Bezerros (PE), durante o festival Pernambuco Meu País. Inspirado no conto infantil “Estelita”, da escritora Thalynni Lavor, a montagem acompanha uma formiga sonhadora que deseja experimentar diferentes formas de existir. Ao se transformar em abelha, chuva e rio, a personagem percorre uma jornada marcada por identidade, perseverança e respeito às diferenças. A adaptação, interpretação e direção são assinadas por Raphaela de Paula.

Ascom

Espetáculo “Toda Nudez Será Castigada” será apresentado no Teatro João Gilberto, em Juazeiro, neste domingo (16)

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A Rizoma Companhia de Teatro apresenta, neste domingo (16), em Juazeiro, no norte da Bahia, a montagem de “Toda Nudez Será Castigada”, obra de Nelson Rodrigues com direção de Iago Setúbal. O espetáculo será realizado às 19h, no Teatro João Gilberto, com classificação indicativa para maiores de 16 anos.

A peça aborda temas como desejo, moralidade, culpa, obsessão, amor e relações familiares, explorando as contradições humanas a partir de personagens que vivem entre as aparências e os conflitos pessoais.

Na nova montagem, a companhia propõe uma adaptação cênica contemporânea do clássico da dramaturgia brasileira, preservando a força do texto original e estabelecendo um diálogo com questões e sensibilidades atuais.

Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada), mediante apresentação do documento de comprovação na portaria. As entradas estão disponíveis pela Uticket e na bilheteria do Teatro João Gilberto.

Redação PNB, com informações Ascom