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Morador questiona como SAAE calcula contas de água antes do fim do mês: “Isso vem desde a gestão passada”; Autarquia explica procedimento

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Um morador de Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para solicitar esclarecimentos sobre a forma como o Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) realiza a cobrança das contas de água. Segundo ele, a dúvida surgiu porque a fatura referente ao mês vigente já é disponibilizada antes mesmo do encerramento do período de consumo e questiona como o valor é calculado.

“Estamos no dia 13 de agosto e já recebemos a conta referente ao mês de agosto para pagar em setembro. Como é feito esse cálculo se ainda nem passaram 15 dias do mês? A gente ainda não sabe quanto vai gastar”, questiona.

A dúvida também envolve situações em que o consumo de uma residência pode diminuir durante o período. Segundo o morador, uma família pode viajar e deixar o imóvel fechado, reduzir a quantidade de pessoas na casa ou simplesmente adotar medidas para economizar água.

“Se uma família viaja, fecha a casa e passa um mês fora, ela vai pagar o mesmo valor? Se moram quatro pessoas e duas viajam, ou se a família decide economizar água, como fica essa cobrança?”, pergunta.

O morador também questiona se, nesses casos, o SAAE utiliza uma média de consumo para definir o valor da fatura e, caso isso ocorra, qual é o critério utilizado para estabelecer essa média.

“Se eles fazem uma média do que a pessoa gasta mensalmente, como essa conta é calculada? Se o consumo diminuiu, a pessoa paga o mesmo valor?”, questiona.

O morador ressalta que se trata de uma prática que já ocorre há algum tempo e busca apenas compreender como funciona o sistema de cobrança.

“Quero deixar claro que não estou colocando isso como uma questão da atual gestão, isso vem desde a gestão passada, essa forma de cobrança já acontece há bastante tempo. A minha dúvida é entender como esse cálculo é feito, porque, se a conta é emitida antes de terminar o mês, eu quero saber qual consumo está sendo considerado e como fica quando a pessoa reduz o consumo ou passa um período fora de casa”, disse.

Encaminhamos o caso para o SAAE. Em resposta ao questionamento, a autarquia esclareceu que a leitura do hidrômetro é sempre referente ao consumo já realizado, e não a uma estimativa do mês que ainda está em andamento. Segundo o órgão, a data em que a conta chega ao usuário pode variar conforme a rota de leitura, podendo haver um prazo de até 30 dias para o pagamento.

O SAAE explicou ainda que as leituras são realizadas diariamente pelas equipes, divididas em diferentes rotas e grupos, devido à limitação de mão de obra. Dessa forma, alguns imóveis têm a leitura realizada nos primeiros dias do período, enquanto outros são atendidos posteriormente.

Sobre a utilização de média de consumo, o órgão informou que o procedimento ocorre apenas em situações específicas.

“Em casos específicos, a leitura pela média pode ocorrer, como quando há algum impedimento entre o leiturista e o hidrômetro ou quando, por algum problema técnico, não é possível realizar a leitura. Pode acontecer, mas é muito raro. A cada dia do mês, as equipes de leituristas realizam as leituras em diferentes rotas e grupos. Uma rota de determinado grupo é atendida por um leiturista em um dia, enquanto outra rota é atendida por outro profissional, e assim por diante. No dia seguinte, o procedimento se repete com outras rotas e grupos. Então, provavelmente, essa pessoa que está questionando está na região central, onde ocorrem as primeiras leituras do período”, informou a autarquia.

O órgão também afirmou que não há prejuízo ao usuário, já que a cobrança considera o consumo que efetivamente já ocorreu.

Redação PNB

Profissionais da saúde que atuam na MedLar, empresa de Home Care, relatam atrasos nos pagamentos: “Estamos em agosto e tem gente que ainda não recebeu sequer o mês de maio”

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Profissionais de saúde que prestam serviços à MedLar Soluções em Saúde/Home Care, empresa que atua na assistência domiciliar de pacientes em Juazeiro, no norte da Bahia, e em Petrolina, no sertão de Pernambuco, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para relatar atrasos recorrentes nos salários. Segundo eles, o pagamento vem sendo recorrentemente atrasado, e há trabalhadores que ainda aguardam valores referentes a maio, junho e julho de 2026.

“Estamos em agosto e tem gente que ainda não recebeu sequer o mês de maio. A gente trabalha, se desloca até a casa dos pacientes, arca com combustível e outros custos e, mesmo assim, não tem uma previsão segura para receber”, relataram.

De acordo com os profissionais, as datas previstas para os pagamentos foram alteradas diversas vezes.

“Já foram dadas várias datas diferentes para o pagamento. Primeiro falaram em dia 30, depois dia 10, quinto dia útil, dia 15 e dia 20. No dia 21 de julho, recebemos um comunicado informando que os pagamentos referentes às competências até maio seriam feitos ‘impreterivelmente’ até o dia 31 de julho. O prazo passou e não recebemos. Depois, no dia 4 de agosto, informaram uma nova previsão, para o dia 10 de agosto. Ontem chegou o dia 10 e, mais uma vez, o pagamento não foi realizado. A gente continua esperando por valores de meses que já trabalhamos. É muito desgastante porque a cada vez aparece uma nova data. A gente se organiza contando com aquele dinheiro, mas chega o dia e não recebe. Depois precisamos esperar novamente por outra previsão, sem nenhuma garantia de que ela será cumprida”, afirmaram os trabalhadores.

Além dos atrasos, eles também relatam dificuldades para conseguir informações sobre a situação.

“A gente não aguenta mais entrar em contato com o RH, o financeiro, o Departamento Pessoal e a coordenação, seja por e-mail ou WhatsApp, porque é quase impossível conseguir um retorno. Quando a gente consegue uma resposta, um setor manda procurar o outro. A coordenação diz que é com o financeiro, o financeiro não dá uma previsão concreta e o trabalhador continua esperando. O que a gente quer é uma resposta clara”, relataram.

Eles também afirmam que a falta de informações aumenta a insegurança entre os profissionais.

“Não estamos pedindo favor. É o pagamento por um serviço que já foi realizado. O mínimo que esperamos é transparência e uma previsão que realmente seja cumprida”, declarou.

Os funcionários também destacam que o trabalho de assistência domiciliar envolve despesas que precisam ser custeadas pelos próprios profissionais.

“Não é simplesmente chegar em um local de trabalho. A gente precisa pegar o carro, colocar combustível, enfrentar trânsito e ir até a residência do paciente. Tudo isso gera custo. Mesmo com todas essas despesas, continuamos atendendo porque sabemos que o paciente não tem culpa”, disseram.

Eles também relatam desgaste emocional entre os profissionais, devido a incerteza dos pagamentos.

“Tem gente com conta para pagar, aluguel, financiamento, alimentação e família para sustentar. A pessoa trabalha e não sabe quando vai receber. Isso gera ansiedade, insônia e uma preocupação constante”, relataram.

Os trabalhadores também demonstram preocupação com possíveis impactos da situação na assistência aos pacientes atendidos pelo sistema de Home Care.

“Os pacientes não têm culpa e a gente continua fazendo o nosso trabalho da melhor maneira possível. Mas é difícil separar completamente a preocupação financeira do atendimento. Existe um desgaste muito grande”, afirmaram.

Os denunciantes ressaltam que não pretendem responsabilizar os pacientes nem fazer acusações de irregularidades financeiras sem apuração. O objetivo, segundo eles, é chamar atenção para os atrasos e buscar esclarecimentos da empresa.

“Existe uma pergunta que a gente faz: quem está cuidando da vida de quem cuida dos pacientes? Por trás de cada atendimento existe um profissional, uma pessoa que também tem família, contas e responsabilidades”, afirmaram.

Encaminhamos os relatos para a MedLar Soluções em Saúde/Home Care em busca de esclarecimentos e aguardamos uma resposta.

Imagem Ilustrativa

Redação PNB

Prouni 2026: prazo para comprovar inscrição termina nesta sexta-feira

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Brasília - 27/06/2023 - O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo, integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso), em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. As inscrições podem ser feitas pelo celular ou pelo computador. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os estudantes que foram pré-selecionados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni), do segundo semestre de 2026, devem comprovar as informações da inscrição até esta sexta-feira (14).

A documentação pode ser entregue presencialmente no local de oferta de curso ou encaminhada virtualmente para a instituição privada de ensino superior onde foi pré-selecionado, conforme orientação da própria instituição.

A lista dos pré-selecionados neste processo seletivo está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na parte do Prouni.

O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (que custeiam 100% do valor da mensalidade) e bolsas parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em faculdades privadas.

Documentação

A documentação comprobatória exigida para esta fase do Prouni está descrita no edital do processo seletivo. Entre elas, as informações socioeconômicas pessoais e dos componentes do grupo familiar do estudante.

A faculdade privada onde o candidato foi pré-selecionado poderá escolher se a documentação poderá ser entregue

Neste caso, a instituição deverá disponibilizar em suas páginas eletrônicas na internet campo específico para o encaminhamento do material.

No momento em que receber os documentos dos candidatos à bolsa, a instituição deverá emitir um documento que confirme a entrega.

A instituição ainda poderá solicitar documentos complementares, quando necessário.

Nova oportunidade de conquistar uma vaga

Os candidatos que, até o momento, não foram pré-selecionados em nenhuma das duas chamadas do Prouni do segundo semestre terão nova oportunidade por meio da lista de espera.

Para participar dessa etapa, será necessário manifestar interesse nos dias 26 e 27 de agosto.

A divulgação do resultado da lista de espera será no dia 1° de setembro e a comprovação das informações de inscrição dos pré-selecionados deverá ser feita entre 1° e 14 de setembro.

Bolsas de estudo

Neste segundo semestre, o programa federal oferece 471.304 bolsas de estudos parciais e integrais em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de ensino superior.

Do total de bolsas ofertadas, 219.725 foram integrais e 251.579 parciais (50% do valor do curso).

Ações afirmativas

O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos.

Para pessoas com deficiência, foram ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas 188.880; e, para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.

Cronograma

Confira o cronograma completo da segunda chamada do Prouni 2/2026:

-comprovação de informações da inscrição dos pré-selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto;

-lista de espera: 26 e 27 de agosto;

-resultado da lista de espera: 1º de setembro;

-comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro.

Prouni

O Programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.

Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.

A classificação para a seleção do Prouni considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a classificação dos candidatos.

Mais informações sobre as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital público do MEC nº 51/2026.

Agência Brasil

Funcionários terceirizados da empresa Confiança, que atuam em Colégio Estadual de Juazeiro, questionam pagamento de 40% de adicional de insalubridade;SEC esclarece que percentual previsto é de 20%

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Funcionários terceirizados da empresa Confiança, que atuam no Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães (modelo), de Juazeiro, na região Norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para questionar o pagamento do adicional de insalubridade. Segundo eles, os serventes estariam recebendo 20% de adicional, e questionam se as tividades desempenhadas atribuiriam direito ao percentual de 40%.

“A empresa Confiança paga a gente os 20% de insalubridade, mas a gente trabalha limpando banheiro, recolhendo lixo, até com esgoto a gente tem contato e só recebemos os 20%, não deveria ser os 40% total?”, questionaram.

Encaminhamos os relatos para a Secretaria de Educação da Bahia e para o NTE-10. Em nota, a SEC esclareceu que “a Convenção Coletiva de Trabalho 2025/2026 estabelece, em sua 35ª cláusula, o pagamento de 20% de adicional de insalubridade para a função de servente. O percentual de 40% é destinado às situações específicas previstas na própria norma coletiva, relacionadas a atividades desenvolvidas na área de Saúde e em contato permanente com material infectocontagiante, o que não é o caso dos colaboradores da SEC.

A Secretaria ressalta que eventuais condições específicas de trabalho alegadas pelos colaboradores podem ser objeto de análise, sem que isso altere, por si só, o enquadramento estabelecido na norma coletiva.

Redação PNB

Doação de sangue: espera para quem fez tatuagem e piercing será menor

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Hemoba realiza campanha para doação de sangue. Foto: Camila Souza/GOVBA

A partir de outubro, entram em vigor novas regras para doação de sangue no Brasil. Uma das mudanças é a redução do prazo de espera para doação para quem fez tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos (aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento).

Nesses casos, a doação poderá ocorrer após sete dias, desde que os procedimentos tenham sido feitos em locais em conformidade com as normas de segurança. Se não for possível a avaliação de segurança do local, o prazo sobe para quatro meses.

Para aqueles que têm piercing na boca ou na região genital, a doação de sangue poderá ser feita quatro meses depois da retirada.

O prazo ficará menor também para quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica. Pela nova regra, cai de seis para quatro meses.

O novo regulamento foi estabelecido pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em 3 de julho. De acordo com o Ministério da Saúde, os novos critérios reforçam “a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue e orienta os serviços de hemoterapia de acordo com os avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico atual”, protegendo quem doa e quem recebe as transfusões.

A pasta cita a adoção do exame NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, que detecta HIV, hepatites B e C e também o parasita causador da malária nas bolsas e amostras de sangue. Com a triagem da malária, pessoas que estiveram em áreas endêmicas ou expostas a regiões de mata, bosque ou floresta poderão doar em 30 dias, sem necessidade de esperar até um ano, como é atualmente.

As bolsas e amostras serão identificadas pelo padrão internacional ISBT 128, que possibilita a rastreabilidade em todas as etapas (coleta, transfusão e envio do plasma para produção de remédios) e diminui o risco de erros de identificação.

Os concentrados de plaquetas terão validade prorrogada para até sete dias, e não mais cinco dias, o que permitirá o uso por mais pacientes com câncer, doenças hematológicas ou que necessitam de transfusões frequentes.

Doadores com mais de 70 anos

Idosos com ou mais de 70 anos poderão doar sangue. Atualmente, essa é a idade limite.

O novo regulamento permite aos doadores regulares realizarem a doação ao completar 70 anos, desde que estejam saudáveis, respeitem a frequência e intervalos da faixa etária e estejam aptos na avaliação clínica do serviço de hemoterapia.

Como doar sangue? 

Veja quais são os critérios para doar sangue: 

  • Ter pelo menos 18 anos (adolescentes de 16 anos precisam ter consentimento formal do responsável legal).
  • Apresentar documento de identificação com foto (Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservista e Carteira Profissional emitida por classe). São aceitos documentos digitais com foto.
  • Pesar no mínimo 50 kg
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.
  • Estar alimentado. Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue. Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas.

Basta procurar o hemocentro mais próximo e consultar os horários de atendimento. É preciso passar pela triagem que irá avaliar se o candidato está apto para doar.

Agência Brasil

“Queremos respeito, igualdade e uma gestão técnica e transparente da cultura“: em carta aberta ao Prefeito Andrei, artistas de Juazeiro cobram transparência na execução da PNAB e pedem revisão de processo

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Artistas, produtores, agentes culturais e trabalhadores da cultura de Juazeiro, no norte da Bahia, divulgaram uma carta aberta direcionada ao prefeito Andrei Gonçalves na qual apresentam uma série de questionamentos sobre a condução da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) no município. Confira a carta na íntegra abaixo:

A cultura de Juazeiro exige respeito, transparência e justiça

Prefeito Andrei,

Nós, artistas, produtores, agentes culturais e trabalhadores da cultura de Juazeiro, decidimos nos unir para manifestar nossa indignação diante da forma como vem sendo conduzida a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) em nosso município.

Este não é um manifesto contra os artistas contemplados. Respeitamos cada colega que teve seu projeto aprovado. O que questionamos é o processo, suas falhas, a falta de respostas e a ausência de transparência.

1. Prefeito Andrei, olhe para a classe artística

A classe artística de Juazeiro apoiou fortemente sua campanha porque acreditou em uma mudança, cansada dos problemas enfrentados na gestão anterior.
Hoje, porém, temos a sensação de que o filme começa a se repetir.
Não queremos privilégios. Queremos respeito, igualdade e uma gestão técnica e transparente da cultura.
Por isso, prefeito Andrei, nosso apelo é diretamente ao senhor. Queremos que a cultura seja tratada como política pública e que os artistas sejam ouvidos.

2. Os questionamentos sobre o edital da PNAB

São muitos os pontos que precisam de esclarecimento:
• o edital não estabeleceu, segundo os participantes, um processo adequado de heteroidentificação, gerando questionamentos sobre autodeclarações como negras e indígenas;
• não teria sido exigida documentação comprobatória suficiente em determinadas inscrições de pessoas com deficiência;
• houve projetos desclassificados e notas reduzidas sem justificativas que, segundo os proponentes, fossem claras;
• o Instituto Trocando Ideias, responsável pela execução, não estaria respondendo satisfatoriamente aos questionamentos;
• a Secretaria de Cultura não demonstra possuir equipe técnica suficiente para esclarecer dúvidas sobre a PNAB;
• foram identificadas avaliações de pareceristas que apresentam semelhanças que precisam ser investigadas;
• nenhum dos recursos apresentados teria sido acolhido, o que levanta questionamentos sobre a efetividade da fase recursal;
• pessoas de Petrolina teriam participado e sido classificadas em Juazeiro, situação que precisa ser esclarecida à luz das regras do edital;
• e, principalmente, apenas parte dos recursos teria sido disponibilizada, enquanto mais de R$ 600 mil permanecem, segundo os levantamentos da classe artística, sem destinação esclarecida.

A pergunta é simples:
Se existe dinheiro destinado à cultura, por que ele não está chegando aos artistas?

3. Questionamentos sobre o Instituto Trocando Ideias

Também precisamos falar sobre o Instituto Trocando Ideias.
Não afirmamos que questionamentos feitos em outros estados comprovem qualquer irregularidade em Juazeiro. Porém, seu histórico merece atenção diante das dúvidas surgidas agora.

Em 2021, profissionais da cultura do Rio Grande do Sul fizeram críticas à atuação do instituto na gestão de recursos da Lei Aldir Blanc, levando a questionamentos por parte da Secretaria de Cultura daquele estado.
No Tocantins, o Ministério Público Federal também levantou questionamentos relacionados à contratação do instituto no contexto da Lei Paulo Gustavo, incluindo aspectos relacionados à contratação, à elaboração dos editais e à capacidade operacional da instituição.

Diante disso, queremos saber:
Quais critérios foram utilizados para contratar o instituto? Qual sua capacidade técnica? Quem participou das avaliações? Como a Prefeitura fiscalizou o processo?
Queremos respostas, não acusações sem provas.

4. A Secretaria de Cultura precisa de equipe técnica

Prefeito, administrar recursos públicos exige competência técnica.
A PNAB envolve dinheiro público, inclusão, documentação, avaliação de projetos, recursos e prestação de contas. Não podemos ter uma Secretaria sem profissionais preparados para responder aos artistas.
Durante a campanha, ouvimos a promessa de uma gestão mais técnica. É hora de cumprir.
Pedimos a revisão dos quadros da Secretaria de Cultura e a presença de profissionais capacitados para administrar políticas públicas culturais.
Precisamos de um secretário de cultura atuante, que fique na cidade, que atenda os artistas.
A classe artística está cansada de procurar respostas e encontrar silêncio.

5. Juazeiro precisa reconhecer quem construiu sua cultura

É impossível falar de cultura em Juazeiro sem lembrar de artistas que dedicaram décadas à cidade.
Geraldo Pontes, pioneiro da arte e da cultura local e responsável há cerca de 35 anos pelo Concurso Victor-Victoria, é um exemplo de agente cultural histórico que ficou fora da premiação.
Isso não significa que somos contra os artistas contemplados. Não somos.
Questionamos uma gestão que permite que agentes culturais com décadas de atuação permaneçam sem o devido reconhecimento.

6. A solução é revisar, não retirar direitos

Não queremos que quem recebeu legitimamente seu prêmio seja prejudicado.
Queremos revisão e transparência.
Se houver erros, que sejam corrigidos. Se houver dúvidas, que sejam esclarecidas. Se existem recursos remanescentes, que sejam utilizados conforme a finalidade da PNAB.
E, principalmente, que os proponentes suplentes que estejam regulares sejam convocados.
Segundo os levantamentos da classe artística, há mais de R$ 600 mil que poderiam contemplar mais trabalhadores da cultura.
Recurso destinado à cultura deve ser utilizado em benefício da cultura.

7. Nossa manifestação

Já procuramos o Ministério Público porque entendemos que os questionamentos precisam ser apurados.
Também queremos saber:
Quem são os pareceristas? Quais suas qualificações? Por que existe anonimato? Quais critérios foram utilizados para escolhê-los?
Se essas pessoas são capacitadas para julgar os projetos dos artistas, precisamos saber quem são e quais são suas qualificações, respeitando, evidentemente, os limites legais de publicidade.
Juazeiro também precisa fortalecer seus mecanismos de participação social. Sem um Conselho de Cultura atuante para defender os interesses da classe, os artistas precisam se organizar.
Por isso, nosso próximo passo será uma manifestação pacífica em frente ao gabinete do prefeito.
Não queremos confronto.
Queremos ser ouvidos.

8. Prefeito Andrei, ainda há tempo
Prefeito Andrei, a classe artística acreditou na mudança.

Agora pedimos que essa mudança chegue à cultura.
Pedimos que o senhor determine:
• uma revisão técnica do processo da PNAB;
• esclarecimentos sobre avaliações, desclassificações e recursos;
• transparência sobre os pareceristas e sua qualificação;
• esclarecimento sobre os recursos ainda não utilizados;
• convocação dos suplentes, quando houver recursos e regularidade;
• apuração dos questionamentos apresentados;
• e a qualificação da equipe da Secretaria de Cultura.

Não queremos privilégios. Queremos justiça.
Não queremos retirar o direito de ninguém. Queremos garantir que o direito de todos seja respeitado.
A cultura de Juazeiro não está pedindo favor.
Está pedindo respeito.
Apoiamos uma mudança porque acreditamos que seria possível fazer diferente.
Prefeito Andrei, ainda há tempo para fazer diferente.
Ouça os artistas.
Responda aos artistas.
Respeite os artistas.
Juazeiro é cultura. Juazeiro é arte. E os artistas de Juazeiro merecem respeito.

Classe Artística de Juazeiro

Senado aprova projeto que reduz preço do combustível; texto amplia gastos fora do teto em 2026 e prevê ajuste fiscal em 2027

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EDILSON RODRIGUES/AGENCIA SENADO

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (12) um projeto de lei que permite ao governo usar a receita extra, a partir da venda de petróleo, para reduzir impostos sobre combustíveis. O texto recebeu 61 votos favoráveis e apenas dois contrários.

O texto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pois já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

A proposta também concede subsídios, na forma de diminuição de tributos, para a indústria de fertilizantes e o setor de minerais críticos e estratégicos. A isenção ainda valerá para Copa do Mundo Feminina, que será sediada no Brasil em 2027.

O texto, que só tratava inicialmente dos combustíveis, recebeu uma série de dispositivos alheios ao tema, os chamados jabutis.

A guerra do Irã contribuiu para elevação do custo dos combustíveis, assim como de insumos para a cadeia produtiva nacional, caso, por exemplo, dos fertilizantes.

Ao mesmo tempo, o cenário internacional também gera valorização do petróleo e gás extraídos no Brasil. O objetivo do projeto é justamente amortecer o prejuízo desses setores afetados usando a renda extra obtida pela venda do petróleo brasileiro.

Mas, para que isso seja possível, uma exceção para essas medidas precisou ser criada por meio desta proposta. Isso porque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) proíbem a concessão de benefícios fiscais sem indicação da fonte para compensá-los e do impacto que eles terão nas contas do governo.

A LDO, inclusive, diz que fica proibida a “ampliação, prorrogação ou extensão do gasto tributário” e a criação de novas despesas obrigatórias. O projeto, então, contorna a norma em 2026.

A inclusão de benefícios a setores, além de estratégias com fins eleitorais que interessam ao governo, costuma ser aprovada em ano eleitoral no Congresso.

Em 2022, meses antes das eleições, o Congresso aprovou uma PEC que autorizava um “estado de emergência” no país, para permitir ao governo do então presidente Jair Bolsonaro a criação de uma série de benefícios às vésperas das eleições.

G1

Juazeiro promove IV edição do “Aprender & Proteger” com foco na prevenção às violências contra crianças e adolescentes

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A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome (SEDES), em parceria com a Associação Civil de Articulação para a Cidadania (ACARI), realiza, nesta sexta-feira (14), a IV edição do processo formativo “Aprender & Proteger”. A iniciativa busca fortalecer ações de prevenção e proteção de crianças e adolescentes, com foco no enfrentamento às violências física e psicológica.

A formação será realizada das 14h às 17h, no Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM), e é voltada ao fortalecimento das práticas desenvolvidas por profissionais e instituições que atuam na proteção de crianças e adolescentes.

A proposta é promover um espaço de aprendizado, diálogo e construção coletiva de estratégias para o enfrentamento às diferentes formas de violência, contribuindo para o aprimoramento da atuação nos territórios e das redes de proteção.

Durante o encontro, os participantes poderão ampliar conhecimentos e trocar experiências sobre práticas preventivas e mecanismos de proteção, reforçando a importância da atuação integrada entre instituições e profissionais.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas gratuitamente pela internet, por meio da plataforma Even3.

Serviço

IV edição do Aprender & Proteger
Data: 14 de agosto
Horário: das 14h às 17h
Local: CIAM – Centro Integrado de Atendimento à Mulher
Tema: prevenção e enfrentamento às violências física e psicológica contra crianças e adolescentes
Inscrições: gratuitas e abertas pelo Even3
Link: https://www.even3.com.br/aprender-proteger-juazeiro-ba-765087/

Ascom PMJ

Saque do FGTS: trabalhador que não consegue sacar terá novo caminho na Justiça; veja o que muda

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) mudou a regra sobre qual Justiça deve julgar ações relacionadas ao saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A partir da nova orientação, o que vai definir o caminho processual é o motivo pelo qual o trabalhador quer retirar o dinheiro do Fundo.

O FGTS é uma reserva financeira do trabalhador. Todo mês, a empresa deposita 8% do salário em uma conta em nome do funcionário. O saque só é permitido em situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria e compra da casa própria.

Na prática, pedidos relacionados ao fim ou à suspensão do contrato de trabalho, como demissão sem justa causa, rescisão indireta, acordo entre empregado e empregador ou encerramento das atividades da empresa, continuarão sendo analisados pela Justiça do Trabalho.

Já situações em que o saque pode ser feito por um motivo que não depende da relação de emprego, como doença grave, aposentadoria, financiamento habitacional ou calamidade pública, deverão ser discutidas na Justiça comum.

A decisão foi tomada durante o julgamento de um incidente de recursos repetitivos, mecanismo usado para uniformizar o entendimento dos tribunais sobre questões que se repetem em milhares de processos.

Com isso, o TST alterou uma posição que vinha sendo adotada há anos pela própria Corte e buscou encerrar uma divergência com o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A mudança não altera as regras de saque do FGTS. As situações em que o dinheiro pode ser retirado continuam exatamente as mesmas previstas na legislação. O que muda é para onde a ação judicial deverá ser encaminhada quando houver algum impasse e for necessário recorrer à Justiça.

Segundo o próprio TST, a principal consequência prática da decisão é trazer mais segurança jurídica e acabar com as dúvidas sobre qual ramo do Judiciário deve julgar cada caso.

Entenda a decisão

O julgamento tratou de uma questão que há anos gerava divergências nos tribunais: quem deve analisar os pedidos de saque do FGTS quando o trabalhador precisa de uma decisão judicial para liberar os recursos.

Até então, a posição predominante no TST era a de que praticamente todas as ações envolvendo movimentação do FGTS deveriam tramitar na Justiça do Trabalho. O STJ, por outro lado, defendia que muitos desses casos eram de competência da Justiça comum.

Ao reavaliar o tema, o Tribunal do Trabalho separou as hipóteses de saque do FGTS em dois grupos:

  • O primeiro reúne situações diretamente ligadas ao contrato de trabalho. É o caso da demissão sem justa causa, da rescisão indireta, da rescisão por acordo entre empregado e empregador e da extinção da empresa, por exemplo. Nessas situações, a liberação dos recursos depende da análise de questões trabalhistas. Por isso, a competência permanece com a Justiça do Trabalho.
  • O segundo grupo engloba situações em que o direito ao saque não depende da análise da relação de emprego. Entram nessa lista casos como aposentadoria, doença grave, morte do trabalhador, financiamento habitacional e calamidade pública.

Para o TST, em situações do segundo grupo, o juiz não precisa decidir questões trabalhistas nem analisar o contrato de trabalho. Basta verificar se a pessoa atende aos requisitos previstos em lei para movimentar a conta do FGTS. Por isso, esses casos deverão ser julgados pela Justiça comum.