Preto no Branco

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Policial militar é preso por homicídio, agiotagem e extorsão em operação na cidade de Sobradinho (BA)

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Uma operação conjunta entre as polícias Militar e Civil rendeu na captura de um policial militar suspeito de homicídio, extorsão e agiotagem. A ação aconteceu na cidade de Sobradinho, no norte da Bahia, na manhã de terça-feira (12).

A ação cumpriu um mandado de prisão temporária e três de busca e apreensão em imóveis do investigado.

Foram apreendidas três espingardas de calibres 9 e 12 milímetros, uma pistola .45, nove carregadores para as armas, 284 munições de diferentes numerações, balança, máquina de cartão, um HD externo, quatro cartões de banco e de auxílio em nome de outras pessoas, três folhas de cheque, quatro celulares e drogas.

Diversos documentos de imóveis localizados em Sobradinho e Juazeiro, em nome das vítimas, foram encontrados pelas equipes.

Participaram da operação policiais da 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Juazeiro), da 96ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/ Sobradinho) e da Rondesp Norte. O preso será custodiado na Corregedoria da Polícia Militar, em Salvador.

BNews

Aconteceu nesta quarta-feira (12) solenidade de passagem de comando das 73ª, 74ª, 75ª e 76ª Companhias Independentes de Polícia Militar, em Juazeiro

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A Polícia Militar da Bahia (PMBA), através do Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), comandado pelo Coronel PM Valter Santos de Araújo, realizou na manhã desta quarta-feira (12), no 3º Batalhão de Ensino, Instrução e Capacitação (BEIC) / Juazeiro, a Solenidade de Passagem de Comando das 73ª, 74ª, 75ª e 76ª Companhias Independentes de Polícia Militar (CIPM).
No último dia 05 deste mês de julho, conforme Decreto Simples, publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia foram exonerados e nomeados os Seguintes Oficiais PM:
Major PM Ivana Almeida Ribeiro foi exonerada do cargo de Comandante da 73ª CIPM e nomeado como substituto, o Major PM Ederson da Silva Cirne;
Também foi exonerado o Major PM Cristiano Roberto Seixas Almeida, do cargo de Comandante da 74ª CIPM e nomeado o Major PM Alexsandro Reges de Sena para o cargo.
Já o Major PM Ederson da Silva Cirne foi exonerado do comando da 75ª CIPM e nomeado o Major PM Cristiano Roberto Seixas Almeida como comandante da companhia.
A Major PM Ana Paula Crusoé Almeida deixou o cargo de Comandante da 76ª CIPM e para a função foi nomeado o Major PM Sergio Ricardo de Carvalho Melo Pita.
A solenidade foi presidida pelo Coronel PM Valter Araújo e contou com a presença de Oficiais e Praças pertencentes as Unidades Operacionais da Região Norte, do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia e de Pernambuco, da Polícia Militar de Pernambuco, representantes das Forças Armadas, da Polícia Rodoviária Federal, além de diversas autoridades e políticos locais.
“Em discurso, o Coronel PM Valter Araújo externou seus sinceros agradecimentos aos diletos Oficiais Substituídos pelo trabalho desenvolvido com excelência durante suas gestões e desejou sucesso aos Comandantes Substitutos, reafirmando o compromisso de servir e proteger a sociedade juazeirense e visitantes, conforme as diretrizes estratégicas do Excelentíssimo Senhor Comandante-Geral, Coronel PM Coutinho”, informou a PM.

Redação PNB, com informações Ascom/ CPR-N

Por falta de equipamento de esterilização no Hospital da Mulher de Juazeiro, gestantes aguardam dias por uma cesariana: “Insistem em continuar estimulando o parto normal”; confira nota da Sesau

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Nesta quarta-feira (12), uma gestante que está internada no Hospital Materno Infantil do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, em contato com o Portal Preto no Branco relatou que, com 41 semanas de gestação, deu entrada na unidade na última segunda-feira (10), após orientação médica, e até hoje aguarda para que o parto seja realizado.

Ela disse que necessita de uma cesariana e a cirurgia ainda não foi realizada por falta de material no HMI.

De acordo com a mulher, a equipe do hospital informou que a unidade não tem o equipamento de esterilização e a desinfecção dos instrumentos cirúrgicos, a autoclave.

Após a reclamação da gestante, outra mulher, internada no HMI, nos procurou para dizer que está na mesma situação.

“Ela não é a única. Estou desde a segunda-feira, 10, internada aqui, com 41 semanas de gestação e eles só aplicando medicação para induzir o parto. Estão vendo que a dilatação não evolui e insistem em continuar estimulando o parto normal”, relatou a grávida.

O PNB procurou a Secretaria de Saúde que confirmou a falta do equipamento na unidade e garantiu que até a próxima segunda-feira( 17) uma autoclave será instalada.

A Sesau informou ainda que “por ora, a situação está sendo resolvida com a parceria de outras unidades, que compõem a rede de saúde do município”.

Confira nota na íntegra:

A Secretária de Saúde (Sesau) está solidária a angústia dessa paciente e informa que as cesarianas estão sendo realizadas de acordo com a urgência avaliada pelos profissionais de saúde. Sobre os materiais, instalaremos uma autoclave nova, moderna e com capacidade para suprir toda demanda de emergência do município de Juazeiro-BA até a próxima segunda-feira, 17/07/2023. Por ora, a situação está sendo resolvida com a parceria de outras unidades, que compõem a rede de saúde do município.

Outra reclamação

Na última segunda-feira (10), familiares de uma paciente que aguardava por uma reabordagem cirúrgica já haviam alertado para a falta da máquina de esterelização na unidade.

“Primeiro disseram que não tinha material na maternidade para realizar o procedimento. Depois disseram que a máquina está quebrada e precisa esterelizar o material em outro hospital. Já no domingo disseram que o anestesista não veio. Tanto minha irmã como a criança podem pegar uma infecção hospital. No quarto que ela está aguardando tem outras pacientes também. Até o lençol da cama só trocou hoje porque o meu sobrinho fez xixi na cama e eu trouxe de casa um lençol pra minha irmã”, contou um familiar da paciente na ocasião.

Em resposta, a Sesau lamentou todos os transtornos vivenciados pela paciente e informou que o procedimento estava marcado para ser realizado  na tarde da segunda. Na ocasião o órgão confirmou ainda os problemas e garantiu que as dificuldades mencionadas foram situações pontuais que estavam sendo sanadas.

Redação PNB/ Foto reprodução

Governo Lula vai encerrar programa de escolas cívico-militares e MEC pede transição cuidadosa para não comprometer cotidiano de escolas

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Macapá - Escola Cívico Militar - Alunos da escola Estadual Professor Antônio Ferreira Lima Neto. Foto: Escola Lima Neto/Facebook

 

O governo federal irá encerrar o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). Esta semana, o Ministério da Educação (MEC) enviou um ofício aos secretários de Educação informando que o programa será finalizado e que deverá ser feita uma transição cuidadosa das atividades para não comprometer o cotidiano das escolas.O Pecim era a principal bandeira do governo de Jair Bolsonaro para a educação.  O programa era executado em parceria entre o MEC e o Ministério da Defesa. Por meio dele, militares atuam na gestão escolar e na gestão educacional. O programa conta com a participação de militares da reserva das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares.

O programa foi alvo de elogios e de críticas, além de denúncias de abusos de militares nas escolas. Desde que assumiu o governo, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda como finalizar o Pecim sem prejudicar as unidades que aderiram ao programa.

No ofício, o MEC informa que será iniciado um processo de “desmobilização do pessoal das Forças Armadas envolvidas na implementação e lotado nas unidades educacionais vinculadas ao programa, bem como a adoção gradual de medidas que possibilitem o encerramento do ano letivo dentro da normalidade necessária aos trabalhos e atividades educacionais.”

A pasta também solicita aos coordenadores regionais do Programa e Pontos Focais das Secretarias que assegurem “uma transição cuidadosa das atividades que não comprometa o cotidiano das escolas e as conquistas de organização que foram mobilizadas pelo Programa”, acrescenta o texto.

Com o encerramento do programa, de acordo com o MEC, cada sistema de ensino deverá definir estratégias específicas para reintegrar as unidades educacionais às redes regulares. A pasta diz ainda, no ofício, que está em tramitação uma regulamentação específica que vai nortear a efetivação das medidas.

Segundo o MEC, 216 escolas aderiram ao modelo nas cinco regiões do país.

O Distrito Federal é uma das unidades federativas que aderiram ao programa. Em nota, a Secretaria de Educação do DF confirmou o recebimento do ofício do MEC e disse que adotará as medidas necessárias para viabilizar a decisão do governo federal. A secretaria ressalta que será encerrado no DF apenas o programa federal e que dará continuidade à iniciativa semelhante em âmbito distrital.

“Importante frisar que o Programa que está sendo encerrado é o de iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa, ou seja, distinto do ‘Projeto Escolas de Gestão Compartilhada’ que é executado em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal”. Atualmente, o Projeto Escolas de Gestão Compartilhada no sistema público de ensino do DF está em execução em 13 unidades escolares da rede. Outras quatro escolas funcionam em parceria com o programa do MEC.

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) confirmou que outros estados receberam o ofício, mas ainda não se manifestou sobre o assunto.

Agência Brasil

Prefeitura de Juazeiro emite nota de pesar pelo falecimento de aluna da rede municipal

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A Prefeitura de Juazeiro lamenta o falecimento da aluna da rede municipal de ensino, Ashila Gabriele Bomfim Mendes, de 9 anos, vítima de um assassinato brutal, nesta quarta-feira (12). Ashila era aluna na Escola Municipal Professora Maria Franca Pires, localizada no bairro João XXIII.
Neste momento de tristeza e de dor, a prefeita Suzana Ramos, manifesta seu pesar e solidariedade à família enlutada e aos amigos.
“É com profunda tristeza que recebo a lamentável notícia do falecimento da pequena Ashila. Diante de uma perda tão precoce e traumática, externo meus sentimentos aos pais, familiares e amigos e em forma de prece e orações, presto minha solidariedade neste momento difícil”, disse a prefeita Suzana Ramos.
Ascom/PMJ

Assassino confesso da menina Ashila Gabriele, 9 anos, já havia sido preso por tentativa de feminicídio em Juazeiro no ano de 2017

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A Polícia Civil de Juazeiro informou que Thiago Ferreira Santos, assassino da menina Ashila Gabriele Bomfim Mendes, de apenas 9 anos, já havia sido preso por tentativa de feminicídio ocorrido também em Juazeiro, no ano de 2017.

Ashila foi sequestrada na noite dessa terça-feira (11), no bairro Jardim Flórida, em Juazeiro, e encontrada morta na manhã desta quarta-feira (12), em terreno no bairro João XXIII.

“A Polícia Civil de Juazeiro foi informada acerca do desaparecimento de uma criança e que o principal suspeito pelo desaparecimento da mesma seria o ex-namorado da genitora da desaparecida. Diante das informações, policiais civis da 1° Delegacia Territorial de Juazeiro iniciaram diligências a fim de localizar a criança e o suspeito, tendo, infelizmente, após diligências continuadas, recebido a informação de que o corpo da menor fora encontrado num terreno baldio, no bairro João XXIII, justamente quando realizavam a prisão do suspeito, que estava escondido num imóvel no bairro alagadiço”, informou a PC.

Ainda de acordo com a PC, há indícios da criança ter sido morta com utilização de objeto perfuro cortante e com o suspeito foi encontrado um capacete com marcas de sangue.

Durante o depoimento, Thiago Ferreira Santos confessou o crime e disse a polícia que atraiu a menina prometendo que a levaria para lanchar.

Ainda de acordo com as informações, o suspeito relatou também que quando estava a caminho da lanchonete, encontrou um catador de reciclagem e pediu uma faca que estava com o mesmo.

O delegado Thiago Pessoa informou ainda que a PC está investigando se o homem teve ajuda de outras pessoas para cometer o crime.

O suspeito foi flagranteado e apresentado na Delegacia de Homicídio de Juazeiro para as providências cabíveis.

A ação da Polícia Civil contou com o apoio da Polícia Militar, através da 73° CIPM.

Redação PNB, com informações 1° DT Juazeiro

Juazeiro 145 anos: Artistas locais animam final de semana na Orla II; confira programação

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Para comemorar os 145 anos de Juazeiro, a Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte vai promover shows com artistas locais no sábado (15) e domingo (16), na orla II da cidade. (16).

Segundo a Seculte, serão montados dois palcos na parte de baixo da orla II.

No sábado, a partir das 14h, a animação será comandada pelas bandas Doctor Blue, MPA, Manassés e Erva Doce. A apresentação do domingo começa cedo, às 9h e vai até às 12h, com Samba de Mezza, Xandão e uma banda infantil que vai fazer a festa da garotada.

As bandas locais vão se apresentar durante as competições esportivas

Confira programação:

Quinta-feira, 13 de julho

18h- Beach tennis

Puxada (percurso do carnaval) da Av. Adolfo Viana – Orla I

20h- Pagodança

21h- Psirico

Sexta-feira, 14 de julho

14h- Beach tennis com crianças do CRAS

18h- Competição Beach tennis

18h- Chá das 5- Vaporzinho

20h- Trio parado na Orla 1 -Banda Mirage, Pagode 874, Mari e Rayane e Thiaguinho Carvalho

Sábado, 15 de julho

5h – Alvorada festiva (saindo do Marco Zero até o Vaporzinho)

7h- Beach tennis

8h- Programação cívica

9h- Futebol dos Veteranos (Estádio Adauto Moraes)

14h- Maratona Aquática

15h- Futebol Feminino

16:30h- Aula show fitdance

17h- Jiu-jítsu

18:00h- Apresentação de Hip Hop

Shows musicais a partir das 12h no Parque Fluvial (parte baixa da Orla II)

Tenda da educação (Espaço Kids)

Social Até Você

Saúde em Movimento

Saae Presente

Sesp

Educação Ambiental – Semaurb

Puxada (percurso do carnaval) da Av. Adolfo Viana – Orla I

20h- Matheus Torres

21h- Banda Afrodisíaco

Domingo, 16 de julho

7h – Beach tennis

8h- Vôlei de areia

8h- Competição de Caiaque

Redação PNB, com informações Ascom/Seculte

Inflação negativa aumenta pressão por queda de juros; economistas acreditam que BC cortará Selic em agosto

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Dinheiro, Real Moeda brasileira

A queda no índice oficial de inflação em junho, anunciada nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é vista como um elemento de pressão para o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciar um ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, a partir de agosto. A opinião é de economistas ouvidos pela Agência Brasil.O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em -0,08% no mês passado. Foi o menor índice para um mês de junho desde 2017. Os grupos alimentação e bebidas e transportes foram os que mais ajudaram a puxar os preços para baixo no mês passado.

O economista Fabio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), considera o resultado do IPCA uma “grata surpresa”. “Esperava até uma estabilidade, uma ligeira queda, e veio um recuo um pouco mais forte que o esperado”, avalia.

Para André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), há três fatores principais que fazem pressão sobre a autoridade monetária. Um deles é o índice de difusão, que mede o percentual de produtos e serviços que registraram aumento de preços. Esse índice tem apresentado queda. “Em junho caiu para 50%. Esse número dois ou três meses atrás estava em torno de 60%, então, isso mostra que menos produtos e serviços subiram de preço, isso é um bom indicativo”, destaca.

Outro fator, segundo Braz, é o chamado núcleo da inflação. “O núcleo tem a tarefa de medir a verdadeira tendência da inflação e, apesar de estar muito distante da meta, está mostrando desacelerações, isso também antecipa que a inflação está realmente em um processo de redução”, analisa.

O economista destaca ainda o comportamento dos preços dos alimentos. “Isso é bom porque mostra que, onde a população mais carente sente mais a inflação, o IPCA também está perdendo fôlego. Esse processo de desinflação que começa nos alimentos favorece a condição da própria política monetária [controle dos juros]. Eu diria que a gente tem os elementos para um primeiro corte na taxa básica de juros na reunião [do Copom] de agosto”, aponta Braz.

O economista e professor do Ibmec Gilberto Braga acredita em um consenso por redução dos juros, mas aponta um sinal de alerta que pode diminuir o tamanho do corte.

Bolso do consumidor

Apesar de o grupo alimentação e bebidas ter sido o de maior impacto no recuo dos preços em junho, o professor Jorge Claudio Cavalcante, da Uerj, explica que não necessariamente a população possa já ter sentido esse alívio no bolso. “Devemos esperar uma queda mais pronunciada até que as pessoas comecem a sentir um alívio”, prevê.

Destacando que o IPCA de junho apontou uma queda de 8,96% no preço do óleo de soja, o economista Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB), aponta que o consumidor ganha poder de compra. “É uma queda bastante substancial e, certamente, vai refletir no poder de compra porque o consumidor que economiza com óleo de soja vai gastar esse dinheiro que sobra em outras coisas.”

“A percepção geral, quando você compara numa perspectiva de mais longo prazo, é de que os alimentos ainda estão caros, o que, de fato, se comprova porque eles foram os vilões da inflação desde a pandemia. Quem faz compra de maneira frequente percebe que alguns itens ficaram mais baratos. Mas aquelas pessoas que não vão com habitualidade aos mercados e que têm memória de preços ainda têm uma noção de que está tudo muito caro”, aponta Gilberto Braga.

Copom

O professor Marco Antônio Rocha, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas), relativiza a pressão que a inflação negativa de junho pode fazer no Copom.

O Copom faz reuniões a cada 45 dias, em que decide a taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está em 13,75%, sob a justificativa de que é preciso combater a inflação. Ao fim da reunião mais recente, 21 de junho, o Copom emitiu um comunicado para explicar a decisão: “O comitê avalia que a conjuntura demanda paciência e serenidade na condução da política monetária e relembra que os passos futuros da política monetária dependerão da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular as de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, ressalta a nota.

O juro alto é uma forma de controlar a inflação, pois desestimula o consumo e deixa o crédito mais caro. Porém, é mais recessivo, afetando o crescimento da economia e a geração de empregos. Por isso, governo, empresários e centrais sindicais têm pressionado pela queda da Selic.

A próxima reunião do Copom será nos dias 1º e 2 de agosto. Ricardo Caldas, da UnB, lembra que, além do cenário de deflação recente, uma mudança na formação do comitê aumenta a pressão pela queda da Selic. O Senado aprovou, no começo do mês, os nomes de dois novos diretores indicados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A diretoria agora já não é mais formada apenas por indicações do governo passado. Com isso, a tese da redução da taxa de juros também ganha força dentro do Banco Central”, explica.

O economista Fabio Bentes, da CNC, ressalta o país registra a a menor inflação acumulada em 12 meses, desde setembro de 2020, no auge da pandemia. “Portanto, isso abre espaço para alguma inflexão da política monetária do país”, diz. Para ele, o fato de os preços dos alimentos estarem com uma tendência de queda faz com que uma mudança de postura do Banco Central não se limite a apenas um corte na taxa Selic, mas sim várias reduções.

“[A tendência de queda no preço dos alimentos] é ótima porque tende a fazer com que a inflação ao longo deste ano continue a migrar para o centro da meta, isso deve fazer com que o BC comece a implementar uma sequência de corte nos juros. Claro que o BC não olha para inflação de junho, não olha mais para a inflação de 2023, olha para inflação de 2024. E a expectativa o IPCA de 2024 já está dentro do intervalo da meta de inflação”, ressalta.

A meta para a inflação deste ano é de 3,25%, com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Já para 2024 e 2025, o alvo do governo é um IPCA em 3%, com o mesmo intervalo de variação.

Próximos meses

Apesar de enxergarem espaço para o Copom cortar a taxa de juros, os economistas não acreditam, necessariamente, que haja outros resultados abaixo de zero ao longo de 2023. “Não acho que devemos ver novas deflações, a título de exemplo, sem a redução do preço dos automóveis novos, o IPCA teria uma alta na faixa de 0,05%”, estima Cavalcante, da Uerj.

“O processo de desaceleração dos preços a gente já vê desde janeiro. Isso deve continuar nos próximos meses. Essa queda deve continuar não necessariamente gerando deflação, mas tudo indica que vamos ter um índice de preço em 2023 menor que o de 2022 [5,79%], e o mercado já está apostando para 2023 numa inflação abaixo, ou seja, dentro da meta”, explica Caldas, da UnB.

O economista André Braz, do Ibre/FGV, estima que a gasolina deve ficar mais cara em julho, por causa da volta de tributos federais. Mas sem efeitos tão negativos para a inflação geral.

Gilberto Braga, do Ibmec, ressalta que o comportamento de preços controlados, como plano de saúde e tarifas de transportes público, luz e água, ainda manterão um comportamento de continuidade na inflação. “A gente tem aniversários de vários contratos importantes, reajuste de tarifas de transporte público em algumas capitais, e, quando você olha a inflação em 12 meses, você puxa a memória para esse reajuste. Essa é uma das razões pelas quais você não derruba a inflação de maneira absurdamente abrupta de uma hora para outra”, explica.

O professor Marco Antônio Rocha, da Unicamp, também acredita que o IPCA vai terminar o ano dentro do teto da meta do BC. Mas ressalta que o Brasil está exposto também a riscos que não dependem da política monetária brasileira. “Pode haver outras pressões que vão surgindo pelo meio do caminho, por exemplo, as questões climáticas tornam muito incerta a situação do preço dos alimentos. Tem turbulências internacionais na zona de conflito na Ucrânia, que podem afetar o mercado internacional, e tem ainda todo o comportamento da economia norte-americana, que parece que está ganhando fôlego”, enumera.

O comportamento controlado do IPCA e um esperado corte na Selic são, de acordo com Fabio Bentes, da CNC, um propulsor para o crescimento da economia. “A gente não tem grandes pressões de preço no horizonte que permitam um excesso de cautela por parte da autoridade monetária. Devemos fechar o ano com uma taxa Selic em torno de 12%, que é muito alta ainda, mas a tendência é o início de um processo de flexibilização e, lá no final de 2024, quem sabe, uma Selic perto de 9%. Estaremos diante, possivelmente, de um novo ciclo de expansão econômica.”

Agência Brasil

Bahia alcança 100% de adesão dos municípios à Lei Paulo Gustavo

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Os 417 municípios da Bahia completaram a etapa de envio dos documentos para garantir o envio dos valores da Lei Paulo Gustavo (LPG).

O marco de adesão de 100% dos municípios baianos é celebrado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBa), que, desde 11 de maio, data de lançamento da Lei em Salvador e abertura da plataforma Transferegov, vem trabalhando para que nenhum município ficasse sem receber os recursos da LPG.

Uma série de formações para dirigentes municipais e fazedoras e fazedores de cultura da Bahia foram realizadas em diversos territórios da Bahia e contou com a força tarefa da SecultBA, com o apoio do Ministério da Cultura (MinC), do Fórum Estadual de Dirigentes Municipais de Cultura e da União dos Municípios da Bahia (UPB). Foram mais de 4.495 agentes culturais capacitados em 64 atividades que chegaram a 17 territórios de identidade e 189 municípios. Cada formação contou com parceiros locais que iam desde as Prefeituras e as Câmaras Municipais dos municípios, as associações de fazedoras e fazedores de cultura, além das colegiadas culturais.

“Nós conquistamos uma marca muito importante para que todos os municípios baianos cadastrassem seu plano de ação no Ministério da Cultura. As últimas semanas foram de muito empenho de nossa equipe da SecultBA, das Secretarias, do Conselho de Cultura, do Fórum Estadual de Dirigentes Municipais de Cultura, do Governo do Estado como um todo para que atingíssemos esse marco. O apoio dos parlamentares, prefeitos, prefeitas, gestores e gestoras municipais foi fundamental. Construímos uma rede muito grande para que tudo desse certo e para que os recursos cheguem de fato a quem precisa, que são os fazedores e fazedoras de cultura que vivem e fazem a cultura acontecer na Bahia”, celebrou o secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro.

Os recursos da LPG para a cultura baiana destinam R$ 148 milhões a serem geridos pelo estado e outros R$ 138 milhões para administração dos 417 municípios. As propostas de editais para o estado já estão em elaboração e o conjunto de editais do Programa Paulo Gustavo Bahia (PPGBA) será lançado pela SecultBA ainda no mês de julho.

Secom