Preto no Branco

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“O que se quer é o Rio São Francisco preservado e convivendo em harmonia com o desenvolvimento de Juazeiro”, opina advogado sobre PL que define APP em Juazeiro

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Nesta quarta-feira (28), às 9 horas, organizações públicas, movimentos sociais e de defesa do meio Ambiente promovem uma Audiência Popular, no Espaço Multieventos da Univasf, em Juazeiro (BA), para discutir o Projeto de Lei do Executivo Municipal que visa reduzir de 500 para 100 metros a Área de Preservação Permanente (APP) nas margens do Rio São Francisco.

A iniciativa se deu após o Conselho Municipal de Meio Ambiente – CMMA decidir pela não realização de uma Audiência Pública para debater o tema com a sociedade.

A falta de um debate acerca do PL vem dividindo opiniões. Ambientalistas questionam a intenção do executivo e temem pela degradação da área de APP. Defensores do projeto argumentam que a medida é necessária para estabelecer regras apropriadas a uma realidade já existente.

O PNB ouviu o advogado Benedito Carlos Santos. Ele informou que analisou o PL e defende a mudança, considerando “que são inúmeras as construções, em Juazeiro, que estão em áreas consideradas irregulares, necessitando de uma consolidação”.

“Nos últimos dias quem acompanha as notícias da região pôde ver a celeuma criada em relação ao Projeto de Lei (PL) que tem o objetivo de estabelecer a delimitação da Área de Preservação Permanente – APP do rio São Francisco no perímetro urbano de Juazeiro-BA. Um projeto que como o próprio texto do objetivo diz só quer estabelecer regras para conduzir uma realidade já existente e assim poder realizar uma fiscalização justa e condizente com o cenário atual”, disse o profissional.

De acordo com ele, há muita desinformação sobre o tema, motivo da polêmica.

“Uma série de informações equivocadas têm sido propagadas, mas estamos aqui para esclarecer o que realmente é o PL. A proposta emitida pela Procuradoria Geral do Município (PGM), toma como base os estudos realizados por equipes técnicas da Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (Semaurb) e da Secretaria de Obras e Desenvolvimento Urbano (Sedur), que apontaram para a metragem adequada da área urbana consolidada, que se estende da região Quilombola de Barrinha da Conceição até a antiga Fazenda Mariad, sendo que o PL deixa claro que, na área central da cidade, deve-se se manter a distância das edificações já existentes e prevê 100 metros nas demais áreas. Uma proposição legislativa autorizada pela na Lei Federal 14.285/2021, que atribuiu aos municípios a competência para dispor sobre as faixas marginais de cursos d’água. Vale ressaltar que o PL prevê que os empreendimentos privados, já instalados, estarão sujeitos a monitoramento e fiscalização ambiental, e o não cumprimento dessas medidas acarretará nas punições definidas em lei. É de extrema importância garantir a recuperação das margens do Rio, que atualmente não são respeitadas e estão crescendo de maneira desordenada”, informou o advogado.

Ele lembrou ainda que ao longo do perímetro urbano de Juazeiro já existem construções, com o status de irregular perante a atual legislação, que sofrem consequências por falta de uma atualização na lei.

“Por exemplo, a Catedral de Nossa Senhora das Grotas, as casas e prédios da orla I, a própria sede da Univasf e da Uneb estão situadas em APP. O que significa que, se uma dessas instituições de ensino quiser modernizar suas instalações, estão impedidas. Ou se o dono de um prédio na orla, quiser contrair um empréstimo junto a uma instituição financeira para reformar o imóvel, dando uma nova cara ao cenário da orla, também está impedido. O que o PL vai proporcionar é esta regularização e, por consequência, oportunizar o desenvolvimento para Juazeiro. Com a regularização, as ações de preservação serão factíveis e não mais nesta dinâmica do ‘ faz de conta’ que acontece hoje. Atualmente, não há fiscalização, não existem ações de preservação, apenas a proibição tácita e fantasiosa. O que se pretende é regularizar e estabelecer normas que se apliquem na realidade existente. O desenvolvimento pode e deve caminhar com as ações de preservação ambiental. Fora disso, é atraso e um grande engodo. E é o que acontece hoje em Juazeiro. Faz-se de conta que existe uma política ambiental em relação a este tema, mas, na verdade, a prática é a de vistas grossas para uma realidade que carece de uma regulamentação cuidadosa e responsável. Percebo que, inclusive, alguns ativistas ambientais que questionam o PL residem em condomínios situados em APP, nos bairros Country Clube, Pedra do Lord, São Geraldo, o que denota um contrassenso. O que se quer é o Rio São Francisco, maior patrimônio do Vale, preservado, e convivendo em harmonia com a realidade e com o desenvolvimento de Juazeiro”, opinou o profissional.

Benedito Carlos finalizou lembrando que, o Código Florestal vigente determina que a APP de rios precisa ser de, no mínimo, 500 metros, mas que no ano de 2021, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que permite os municípios legislarem sobre rios federais que cortam seus territórios.

“Justamente para adequar a legislação à realidade, a dinâmica da sociedade, o que é função da lei. Neste sentido, o PL da gestão municipal, considera que o trecho urbano já não possui os 500 metros preservados, uma situação que necessita ser regularizada, dentro de uma política de recuperação e/ou compensação da APP. Para além de questões políticas, a discussão deve ser sob o ponto de vista legal, considerando o caso concreto, a realidade atual”, finalizou.

Redação PNB

Google vai estrear no Brasil pagamento com QR Code para celulares sem sistema de aproximação

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A carteira do Google permitirá pagamentos a partir de QR Code, nos moldes de Pix e Picpay. O aplicativo usa dados de cartões de crédito e débito registrados para permitir transações sem a necessidade de um cartão. Até agora, apenas donos de celulares com tecnologia de aproximação (NFC) podiam usufruir do recurso.

O Brasil será o primeiro país a receber a funcionalidade no mundo. O lançamento visa aumentar o acesso à carteira digital do gigante das buscas, segundo a líder de estratégia e operações de pagamentos do Google, Natacha Litvinov.

Cerca de 60% dos smartphones Android vendidos no país vêm sem NFC, mostram dados da consultoria IDC.

A empresa não especificou data de lançamento durante o Google for Brasil, principal evento da multinacional no país, que ocorreu nesta terça (27).

A carteira digital do Google, que atende sobretudo os aparelhos Android, concorre com a Apple Wallet, cujos celulares são equipados com NFC.

Após o lançamento, será possível fazer pagamentos ao apontar a câmera do celular para o código exibido na maquininha de pagamentos, assim como funciona no pagamento de Pix por QR Code.
Cada pagamento gerará um QR Code único. “Isso impede que um código fraudulento seja mostrado ao consumidor no momento do pagamento”, afirma Ashley Jiang, gerente de produto para carteira do Google que liderou o projeto.

Essa medida previne que estelionatários roubem dados e dinheiro com QR Codes manipulados.
O uso da carteira digital é mais seguro do que cartões físicos, segundo o Google. Pagamentos com o smartphone no Google Pay não enviam as informações reais do cartão.

“Em vez disso, o comerciante recebe um código único criptografado, chamado token. O Google Pay também utiliza esse recurso para gerar números de cartão virtual e códigos de segurança para cada transação.”

Os dados da transação podem ser conferidos na tela do celular antes da confirmação do pagamento. A carteira também guarda recibos de compra para consulta posterior.

Folhapress

Balanço: Festas de São João na Bahia encerram sem registro de homicídio e com 13 foragidos alcançados pela tecnologia de reconhecimento facial

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Nenhum homicídio foi registrado nos eventos de São João da Bahia 2023 realizados em 244 municípios baianos. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) empregou cerca de 23 mil policiais e bombeiros, além da implantação de tecnologia de Reconhecimento Facial, que auxiliou na captura de 13 foragidos da Justiça.

Os dados foram apresentados nesta terça-feira (27), durante coletiva de imprensa realizada pela SSP, em Salvador.

Conforme o titular da Segurança Pública (SSP), Marcelo Werner, o bom resultado foi obtido por causa do planejamento, estratégia e investimentos. “Foi o São João mais seguro de todos os tempos, apesar do recorde de pessoas que vieram aproveitar a festa, não só baianos, mas também turistas nacionais e internacionais. Tivemos festas tranquilas, sem ocorrências graves, e com muita integração das forças, tecnologia e acolhimento da população. E o Estado da Bahia vai continuar com esses investimentos em tecnologia, integração entre as polícias e concursos na área, para que a gente possa proporcionar, não só em todas as grandes festas populares, mas o dia a dia mais seguro para a nossa população”.

Tecnologia

Com mais de 700 câmeras de monitoramento, entres elas, 153 do Sistema de Reconhecimento Facial, instaladas na capital, Região Metropolitana e interior, 13 criminosos, com ordens judiciais, foram capturados. Foram cinco prisões em Salvador, três em Jequié, duas em Jaguaquara, duas em Camaçari e uma em Irecê. Os criminosos respondem por tráfico de drogas, roubo, estupro, homicídio e dívida de pensão alimentícia.

Números

Os dados estatísticos da SSP apontaram 28 prisões em flagrante, nove apreensões de armas de fogo e brancas, três tentativas de homicídios e 36 lesões corporais dolosas, entre 21 a 26 junho.  Neste mesmo período, foram registrados 12 roubos, 14 vias de fato, 30 desacatos e 362 furtos.

Polícias Militar, Civil e Técnica

A Polícia Militar recuperou 11 veículos, apreendeu 12 adolescentes e fez a condução de 180 pessoas. Também foram abordadas quase 400 mil pessoas e cerca de 12 mil motos e carros. Para o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Paulo Coutinho, a cobertura da PM em todos os municípios que realizaram festejos oficiais foi fundamental para reforçar a segurança. “Além dos 244 municípios citados, nós tivemos um reforço no policiamento em 358 municípios, dos 417. O mais interessante, eu acho que é presença institucional em todos esses lugares, elevando o nível de assertividade. Nós tivemos mais de 20 mil policiais militares empregados, que se somam a mais de seis mil plantões, o que, efetivamente, deixa bem claro a participação do Estado nesse índice de zero crime contra a vida durante o São João”, apontou.

A Polícia Civil registrou oito boletins, instaurou 34 inquéritos e 81 termos circunstanciados. Também foi realizado o trabalho de conscientização dos ‘Guardiões da Infância’, equipe composta por policiais da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca), reforçando o combate à violência e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

A Delegada-geral da Polícia Civil, Heloísa Campos Brito, chamou atenção ao trabalho realizado voltado para grupos vulnerabilizados. “Nós levamos para o interior do estado o ‘Servir’, que é um serviço especial de proteção aos grupos vulnerabilizados, onde equipes são preparadas para dar um atendimento diferenciado a esse público. Também passamos a fazer o controle das ocorrências online, monitorando o que estava acontecendo”, destacou.

Na capital, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou seis exames de lesões corporais, três identificações de drogas, uma identificação de periciando – vítima que chega sem documento- e um de crime contra a vida. Já em outras 19 cidades foram realizadas 46 análises de drogas de abuso, lesões corporais e identificação de periciando.

Corpo de Bombeiros

As pulseiras de identificação produzidas pelo Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM) foram entregues em 39 municípios com eventos juninos. Orientações quanto ao uso de fogos também fizeram parte das ações preventivas da instituição. No total foram contabilizados 808 atendimentos pré-hospitalares, 782 orientações, 12 incêndios e cinco buscas e salvamentos, nas cidades com eventos tradicionais.

Secom

Relator no TSE vota pela inelegibilidade de Bolsonaro; julgamento foi suspenso e retorna quinta-feira (29)

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Brasília (DF), 27/06/2023 - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza sessão plenária, para retomar o julgamento da ação (Aije nº 0600814-85) que pede a inelegibilidade de Jair Bolsonaro e de Walter Braga Netto. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.

O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou nesta terça-feira (27) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro à inelegibilidade por oito anos. Se o voto do ministro, que é relator do caso, for acompanhado pela maioria da Corte, Bolsonaro não poderá disputar, pelo menos, das eleições gerais de 2026.

Após o posicionamento do relator, o julgamento foi suspenso e será retomado na quinta-feira (29). Faltam os votos dos ministros Raul Araújo, Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares, Cármen Lúcia, Nunes Marques e o presidente do Tribunal, Alexandre de Moraes.

O TSE julga uma ação na qual o PDT acusa Bolsonaro de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A legenda contesta a legalidade da reunião realizada pelo ex-presidente com embaixadores em julho do ano passado, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação.

Voto

Em sua manifestação, Benedito Gonçalves entendeu que Bolsonaro difundiu informações falsas para desacreditar o sistema de votação, utilizando a estrutura física do Palácio da Alvorada. Além disso, houve transmissão do evento nas redes sociais do ex-presidente e pela TV Brasil, emissora de televisão pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“A prova produzida aponta para a conclusão que o primeiro investigado [Bolsonaro] foi integral e pessoalmente responsável pela concepção intelectual do evento objeto desta ação”, afirmou o relator.

O ministro citou que Bolsonaro fez ilações sobre suposta manipulação de votos nas eleições de 2020 e alegações de falta de auditoria das urnas eletrônicas. “Cada uma dessas narrativas possui caráter falacioso”, acrescentou.

Benedito também validou a inclusão no processo da chamada “minuta do golpe”, documento encontrado pela Polícia Federal durante busca e apreensão realizada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. O documento apócrifo sugeria a decretação de Estado de Defesa no TSE para contestar a vitória de Lula nas eleições de 2022.

“A banalização do golpismo, meramente simbolizada pela minuta que propunha intervir no TSE e dormitava sem causar desassossego na residência do ex-ministro da Justiça, é um desdobramento grave de ataques infundados ao sistema eleitoral de votação”, afirmou.

Gonçalves citou ainda que Bolsonaro fazia “discursos codificados” para encontrar soluções “dentro das quatro linhas da Constituição” para impedir o que chamava de manipulação do resultado do pleito.

“O primeiro investigado [Bolsonaro] violou ostensivamente os deveres de presidente da República, inscritos no artigo 85 da Constituição, em especial zelar pelo exercício livre dos poderes instituídos e dos direitos políticos e pela segurança interna, tendo em vista que assumiu injustificada antagonização direta com o TSE, buscando vitimizar-se e desacreditar a competência do corpo técnico e a lisura dos seus ministros para levar à atuação do TSE ao absoluto descrédito internacional”, completou.

O relator também votou pela absolvição de Braga Netto, candidato à vice-presidente na chapa de Bolsonaro. Para o ministro, ele não participou da reunião e não tem relação com os fatos.

Defesa

No primeiro dia de julgamento, a defesa de Bolsonaro alegou que a reunião não teve viés eleitoral e foi feita como “contraponto institucional” para sugerir mudanças no sistema eleitoral.

De acordo com o advogado Tarcísio Vieira de Carvalho, a reunião ocorreu antes do período eleitoral, em 18 de julho, quando Bolsonaro não era candidato oficial às eleições de 2022. Dessa forma, segundo o defensor, caberia apenas multa como punição, e não a decretação da inelegibilidade.

Agência Brasil

“Nunca perca a alegria”, diz DJ Alok a trabalhadora punida por dançar em seu show durante o São João de Petrolina; o artista se prontificou a auxiliá-la “no que for preciso”

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Após repercussão da punição sofrida por uma trabalhadora do serviço de limpeza do camarote PNZ Lounge, durante o show do DJ Alok no São João de Petrolina, Sertão de Pernambuco, o artista se manifestou em apoio a profissional.

Luzimar Santos teve que devolver o pagamento recebido pela noite de trabalho, após a divulgação de um vídeo em que aparece dançando ao som de Alok durante a última noite do evento.

Pelas redes sociais, o DJ afirmou que Luzimar não “precisa se preocupar com suas contas do mês”.

“Faço questão de te auxiliar no que for preciso. E caso eu volte a fazer show no mesmo evento, quero você dançando comigo no palco. Combinado? Que você nunca perca a alegria! Obrigado pela vibe! Amei seu vídeo, Curtindo!”, escreveu o artista.

Entenda o caso

O vídeo em que Luzimar Santos aparece dançando ao som de Alok, durante a última noite do evento, viralizou e os internautas enalteceram a alegria da trabalhadora que, mesmo após noites seguidas limpando a área VIP da festa popular, exibia muita disposição, ânimo e bom humor. Com pá e vassoura na mão, ela meteu dança ao som da música eletrônica.

O que menos Luzimar Santos esperava era que fosse punida pela demonstração de prazer com o que faz. Ela teve que devolver o pagamento recebido pela noite de trabalho

Em entrevista ao Portal Preto no Branco, ela contou que além de ficar sem a diária, também foi humilhada pela funcionária responsável pela contratação e pagamento dos profissionais.

“Foi a primeira vez que prestei serviço para essa empresa. Eu já tinha recebido a diária de R$80,00 do domingo (25). Porém, fui surpreendida com áudios da pessoas responsáveis pela pagamento, informando que eu tinha que devolver o dinheiro, pois eu não poderia ter dançado. De forma muito grosseira ela disse que a empresa tinha entrado em contato com ela para reclamar e tinha descontado o dinheiro dela. Minha indignação não é pelo dinheiro, mas sim, pela forma como fui tratada. Pelas palavras que eu tive que ouvir, que doeram. Dinheiro não compra a imagem e a dignidade de ninguém. Eu sou uma pessoa extrovertida, alegre, mas não deixei de fazer o meu serviço somente por ter dançado. Toda essa situação me deixou muito mal. Eu me senti uma pessoa minúscula”, relatou.

Luzimar contou ainda que até o momento nenhum representante da empresa entrou em contato com ela para se pronunciar sobre o ocorrido.

“Não estou querendo ganhar mídia e nem dinheiro em cima do que aconteceu. Mas nada justifica o que fizeram, pois só quem sabe o que eu passei sou eu. Mas quero ressaltar que eu não vou deixar de ser quem eu sou por conta deles”, acrescentou.

O PNB teve acesso aos áudios recebidas por Luzimar. Nas mensagens, a funcionária da empresa revela que essa não foi a primeira vez que funcionários tiveram seus pagamentos cortados por terem dançado durante o evento.

“Isso não existe. Se eu digo vai dançar, vai dançar, agora se eu digo que vai trabalhar, é para trabalhar. Quando eu botei todo mundo para trabalhar quais foram as normas? Eu disse, se eu pegar a dançando ou fora do setor, é cortada a diária. Não foi eu que cortei não, quem cortou foi meu patrão. Eles odeiam quem está vestida na camisa para está dançando. No ano passado foram cortadas duas diárias do pessoal que estava na frente, e eu ainda avisei: não façam isso. Mas é bom porque quando for a próxima vez, eu mostro seu vídeo para todo mundo que eu for contratar”, diz a funcionária dos áudios.

Ela ainda faz críticas ao comportamento da profissional.

“Até abrir alas para você dançar, o pessoal abriu, se afastou para você dançar, como se você estivesse ali para dançar. P****, velho você não sabe o quanto você me magoou. Nunca fui chamada atenção por pegarem uma pessoa da minha equipe dançando. Tanto que eu confiei em você. Eu pensei: ela já é uma senhora, ela não vai tá rebolando. Não justifica ele mandar um vídeo para mim onde você está dançando com a vassoura e uma pá na mão, com a farda dele, dançando. O pessoal da limpeza tem que ter postura, não é para ficar dançando”, acrescentou.

Nós entramos em contato com a responsável pelo Camarote PNZ que informou ser o serviço de limpeza terceirizado. Ela informou ainda que “da nossa parte todo valor acordado a empresa terceirizada foi pago”. Não conseguimos contato com a empresa contratada.

Após o fato, o influenciador digital, Lucas Cavalcanti, em seu perfil no Instagram, iniciou uma campanha para doações em PIX destinadas a Luzimar. Chave: 87-988101369.   

Redação PNB

Sebrae leva capacitações do Circuito Agro para cidades do Norte da Bahia

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Idealizado pelo Sebrae, com o objetivo de fortalecer o trabalho do homem e da mulher do campo, o Circuito Agro se tornou um tema relevante para o desenvolvimento e disseminação de soluções para os produtores rurais do Vale do São Francisco.

Periodicamente, através da realização de oficinas e palestras gratuitas, o Sebrae proporciona aos empreendedores dos segmentos da fruticultura, psicultura, pesca artesanal, apicultura e caprinovinocultura, capacitações nas áreas de associativismo, cooperativismo, empreendedorismo, gerenciamento de negócios e a utilização das redes sociais como instrumento propulsor de vendas.

Seguindo o calendário estabelecido, o Sebrae realizará, entre os dias 4 e 7 de julho, sete oficinas gratuitas de capacitação, no formato presencial, em comunidades dos municípios de Remanso e Pilão Arcado, no Norte da Bahia, para associados das entidades parceiras dos eventos. As inscrições podem ser feitas nos locais das atividades.

Para Edlan Amaral, trainee do Sebrae em Juazeiro e facilitador das capacitações, o Circuito Agro é uma importante iniciativa que vem ganhando espaço dentro do território e estreitando ainda mais os laços com o homem e a mulher do campo, ao oferecer conteúdo que vão ao encontro dos seus anseios em uma linguagem acessível e uma abordagem prática, bem como aumentando a capilaridade de atendimentos da instituição.

Confira a programação:

O município de Remanso sediará quatro oficinas sob os temas:

04/07, às 9h – Oficina Empreender no Campo; com o apoio da Central das Associações de Remanso e Território Sertão do São Francisco (CEASF), na Comunidade Poços

04/07, às 19h – Oficina Negociar no Campo; Local: Colégio Olindina Sá Bandeira, tendo auxílio da Associação Comunitária de Agricultores Familiares e Pescadores de Novo Marcos e Adjacências (ACAFP)

05/07, às 8h30 – Oficina Empreendendo na Pesca Artesanal; Local: Associação de Pescadores e Pescadoras de Remanso (APPR)

05/07, às 14h – Oficina Redes Sociais, WhatsApp Business e Vendas; Local: Associação de Moradores de Marcos (Amoma), na Comunidade Novo Marcos

O município de Pilão Arcado receberá três oficinas:

06/07, às 14h – Oficina Empreender no Campo. Local: Igreja Católica da Comunidade Tamanduá, Associação de Fundo de Pasto

07/07, às 8h – Oficina Despertando para o Associativismo no Campo. Local: Comunidade Lagoa do Anselmo

07/07, às 14h – Oficina Finanças no Campo: Aperfeiçoando a Minha Gestão. Local: Comunidade Vereada da Onça

SERVIÇO

O quê: Oficinas de capacitações do Circuito Agro

Quando: 04 a 07 de julho

Onde: Associações e Comunidades dos municípios de Remanso e Pilão Arcado

Inscrição: Gratuitas nos locais dos encontros

MPF pede cancelamento das frequências da Jovem Pan por desinformação; órgão pede ainda que emissora pague indenização de R$ 13,4 milhões

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O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública pedindo o cancelamento das três outorgas de frequências de radiodifusão concedidas pelo estado ao grupo Jovem Pan. De acordo com o MPF, a ação foi motivada pelo alinhamento da emissora à campanha de desinformação, com veiculação sistemática de conteúdos que atentaram contra o regime democrático.Na ação, de 214 páginas, protocolada nesta segunda-feira (26), o MPF pede também que o grupo seja condenado ao pagamento de R$ 13,4 milhões como indenização por danos morais coletivos. O Ministério Público pleiteia ainda que a Justiça Federal obrigue a Jovem Pan a veicular, ao menos 15 vezes por dia, durante quatro meses, mensagens com informações oficiais sobre a confiabilidade do processo eleitoral.

As frequências de rádio da emissora, cujo cancelamento é pedido pelo MPF, estão em operação em São Paulo e Brasília. O grupo dispõe ainda de mais de cem afiliadas, que retransmitem o sinal a centenas de municípios em 19 estados, alcançando milhões de ouvintes.

Desinformação

“Com as informações falsas e sem fundamento que veiculou de maneira insistente, a Jovem Pan contribuiu para que um enorme número de pessoas duvidasse da idoneidade do processo eleitoral ou tomasse ações diretas como as vistas após o anúncio do resultado da votação, especialmente o bloqueio de estradas em novembro passado e o ataque de vandalismo em Brasília no dia 8 de janeiro”, diz o texto do MPF.

De acordo com a ação, o MPF analisou conteúdo produzido e transmitido pela Jovem Pan entre 1º de janeiro de 2022 e 8 de janeiro deste ano, especialmente nos programas Os Pingos nos Is, 3 em 1, Morning Show e Linha de Frente.

A ação destaca que comentaristas elogiavam a ditadura militar, defendiam atos violentos e alegavam falta de autoridade do Supremo Tribunal Federal (STF). “Se as Forças Armadas estiverem dispostas a agir, o que o STF decide é absolutamente irrelevante” e “se vocês [Forças Armadas] vão defender a pátria, e vai haver reação de vagabundo, ué, passa o cerol, pô! Vocês são treinados pra isso”, ressalta o texto.

Procurado, o grupo Jovem Pan disse que irá se manifestar apenas no processo judicial. “Sobre a ação ajuizada pelo MPF, a defesa do Grupo Jovem será manifestada exclusivamente nos autos do processo. O grupo Jovem Pan reafirma diariamente, ao longo de 80 anos, seu compromisso com a sociedade brasileira e a democracia.”

A ação completa do MPF pode ser lida no site do MPF.

Agência Brasil

Morador do Castelo Branco, em Juazeiro, denuncia local usado pela Polícia Militar para treinamento: “Bairro residencial não é local para treinamento militar”

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Um morador do Castelo Branco, em Juazeiro, procurou a redação do PNB para protestar contra uma situação que vem gerando uma série de transtornos e prejuízos para quem mora no bairro, onde também fica situada a antiga sede do Terceiro Batalhão da Polícia Militar.

Segundo o morador, o local está servindo para treinamento militar e, desde que o espaço foi destinado para este fim, os moradores estão convivendo com muitos incômodos.

“Já alguns meses vem acontecendo treinamentos na sede do antigo batalhão. Eles soltam bombas de gás lacrimogênio, bombas de efeito moral e outros tipos de bombas e sempre tem nos dado algum prejuízo. Quando utilizam bomba de gás, o incômodo é grande, pois muitos vizinhos passam mal, ficam com falta de ar, sem oxigênio. Aqui moram idosos, pessoas com problemas respiratórios e que estão convivendo com este absurdo”, contou o morador.

Ainda de acordo com ele, na tarde desta terça-feira (27) foi usado um explosivo no treinamento que, além de assustar a vizinhança, deixou prejuízos.

“Por volta de umas 16 horas de hoje soltaram uma bomba que estremeceu tudo, todas as casas do bairro. Todo o bairro Castelo Branco ouviu e algumas casas tiveram prejuízos, como uma residência situada na Quadra D. Nós, moradores, lamentamos essa falta de respeito da PM com a gente. Aqui é um bairro residencial, não é local para treinamento militar”, alertou.

O morador disse ainda que ligou para a central da PM, o 190, mas foi ignorado pela atendente. Ele cobrou a solução a corporação militar.

“Liguei para o 190 e a atendente ignorou. Perguntou se eu tinha ouvido o barulho da explosão realmente. Eles têm que saber que estamos aqui numa área residencial e esse tipo de treinamento não pode acontecer aqui. O Comandante deve tomar alguma providência”, cobrou.

Já encaminhamos a reclamação para o CPRN- Comando Regional da Polícia Militar.

Redação PNB

Juros altos: Presidente do Banco Central vai explicar ao Senado, pela segunda vez, sua política monetária

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Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, vai ter que explicar a taxa básica de juros e as decisões sobre a política monetária à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O requerimento de convite ao chefe do BC foi aprovado nesta terça-feira (27).

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic (taxa básica de juros)em 13, 75% ao ano pela sétiva vez seguida, o que é considerado alto pelo governo.

Redação PNB