Brasília - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, anuncia medidas para reduzir os gastos públicos (José Cruz/Agência Brasil)
Padilha comparou a Lava Jato com a Operação Mãos Limpas, na Itália. Defendeu também a terceirização e reformas trabalhista e previdenciária.
Além de todas as iniciativas para tentar barrar a Lava Jato, na quinta-feira (16) o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, falou que a Lava Jato deve saber a hora de parar. O ministro deu esta declaração em um evento, na quinta-feira (16), em São Paulo.
Foi durante um almoço com empresários. O ministro comparou a Lava Jato com a Operação Mãos Limpas, que combateu a corrupção na Itália na década de 1990.
“Tenho certeza que os principais agentes da Lava Jato terão a sensibilidade para saber o momento em que eles deverão aprofundar ao extremo, e também de eles caminharem rumo a uma definição final. Isso tem que ser sinalizado, porque nós vimos na Itália, onde não houve essa sinalização e depois do grande benefício que veio, tiveram efeitos deletérios que nós não podemos correr o risco aqui”, afirmou o ministro-chefe da Casa-Civil, Eliseu Padilha.
Durante o encontro com empresários, o ministro Eliseu Padilha também defendeu a terceirização e as reformas trabalhista e previdenciária.
“Para a Cultura, o contexto político atual é de incertezas, insegurança e indefinições”, afirmou o gestor cultural Pedro Vasconcellos, ex-diretor de políticas culturais do Ministério da Cultura (MinC). Ele esteve na última quinta-feira, 16, em Juazeiro, no território Sertão do São Francisco, como palestrante na Sessão Plenária do Conselho Estadual de Cultura.
O evento, realizado no Centro de Cultura João Gilberto, contou com a presença de agentes culturais, artistas e dirigentes de cultura, além de integrantes do Conselho Estadual de Cultura. Intitulada “Políticas culturais em tempo de exceção: o que muda após a ruptura democrática”, a palestra de Vasconcellos foi centrada no contexto político nacional e seus impactos à gestão cultural construída no Brasil ao longo da última década.
Além de apresentar um apanhado dos avanços das políticas públicas de cultura, Vasconcellos reafirmou a ideia de ilegitimidade do governo interino de Michel Temer e seu conjunto de ministérios. No caso do Ministério da Cultura, o gestor cultural lembrou a extinção da pasta logo após Temer assumir a presidência interinamente. Em seguida, após pressão social e política, o ministério foi recriado, porém, sem um processo de diálogo e plano de ação definido.
Um exemplo é a criação de uma secretaria que confunde demandas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) quanto às suas propostas. “Percebemos que se trata de uma secretaria criada para tirar prerrogativas do Iphan e facilitar o mercado imobiliário nas cidades históricas”, lamentou.
Vasconcelos fez um apelo aos agentes e dirigentes culturais para valorização das políticas públicas de cultura construídas desde que o MinC foi criado há três décadas no Brasil. “O que construímos é referência para o mundo. Temos que lutar pelo avanço das nossas políticas públicas de cultura construídas através do diálogo. Existe uma tentativa do governo atual, aliado à grande imprensa, de criminalização da cultura. Precisamos enfrentar com altivez a situação do país, que é de autoritarismo e totalitarismo político”, completou.
Pedro Vasconcellos e o vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura, Emílio Tapioca
DIÁLOGO – A Sessão Plenária do Conselho Estadual de Cultura em Juazeiro contou, em sua abertura, com a apresentação do grupo de percussão Kidé Falaê, fruto de uma ação que envolve música e educação bairro do Kidé, em Juazeiro. Nascido na região, o presidente do Conselho, Márcio Ângelo Ribeiro, celebrou a realização do evento em sua cidade natal.
“Vivemos um ano de ajustes econômicos, o que limita bastante as ações dos órgãos vinculados ao Estado. Porém, foi com muita luta que conseguimos concretizar este momento de reflexão e diálogo”, ponderou.
O presidente do Conselho Municipal de Cultura de Juazeiro (CMC), Helder Ferrari, falou da importância do diálogo entre o Conselho Estadual de Cultura e a cidade de Juazeiro. “Temos o CMC formado desde o ano passado, espero que esse evento se repita, pois Juazeiro é um celeiro cultural da região. O olhar da capital nos traz clareza em relação ao desenvolvimento do nosso trabalho”, revelou.
O vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura, Emílio Tapioca, convocou a sociedade civil para exigir comprometimento cultural dos políticos nas próximas eleições. “É necessária a capacitação cultural dos nossos dirigentes. É ano de eleição e a sociedade deve pressionar os candidatos a apresentarem comprometimento com a cultura”, sugeriu. Tapioca é também presidente da Associação de Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia (AdimcBA).
PARCERIA – O encontro em Juazeiro foi apoiado pela Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA). O secretário Jorge Portugal enviou um vídeo de saudação no qual agradece pela iniciativa. “A Secretaria de Cultura se sente honrada com o acontecimento e parabeniza o Conselho pela realização”, disse.
Além dos conselheiros citados anteriormente neste texto, estiveram presentes no evento os seguintes integrantes do órgão: Aldo Araújo, Alexandre Simões, Ana Vaneska, Ary da Mata, Aurélio Schommer, DJ Branco, Edvaldo Vivas, Emílio Tapioca, Érida Beatriz dos Santos, Fernando Teixeira, Kuka Matos, Nilo Trindade, Pawlo Cidade, Sandro Magalhães, Tito Silva, Sílvio Portugal e Wagner Lavor.
A Sessão Plenária contou ainda com a participação dos representantes territoriais Alan Alves, Inaiara Nunes e Rubenalva Souza, e do secretário de Cultura de Juazeiro, Donizete Menezes.
A indefinição sobre a recomposição do orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) pelo Ministério da Educação (MEC) foi discutida em reuniões do Fórum de Pró-reitores e do Fórum de Avaliação Administrativa realizadas na última terça-feira (14), no Campus Sede da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina (PE). Com base em indicadores da Pró-reitoria de Gestão e Orçamento (Projest), as limitações orçamentárias para o exercício 2016 foram destacadas pelos gestores para projeção de medidas de contenção de despesas que garantam a manutenção das atividades acadêmicas e o funcionamento dos campi.
A Reitoria citou o impacto do contingenciamento que tem provocado retração de investimentos em todas as Ifes e reafirmou o esforço da Univasf para a manutenção de programas e políticas institucionais voltados às atividades de ensino, pesquisa, extensão e à assistência estudantil. Com orçamento de custeio reduzido em 20%, e de capital em 60%, conforme o reitor Julianeli Tolentino as despesas projetadas deverão preservar ações prioritárias, mas sinaliza a necessidade de ajustes para atendimento a solicitações de empenho, em consonância com as estimativas de regularização dos repasses financeiros pelo Governo Federal.
De acordo com a Reitoria, a expectativa é que o MEC estabeleça uma agenda para repactuação de recursos destinados às universidades e a retomada do diálogo com os reitores, o que poderá acontecer, disse Julianeli, já no próximo dia 21, na plenária da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Superior (Andifes) com a presença do ministro Mendonça Filho, convidado para o evento. No último dia 2, a Diretoria Executiva da Andifes se reuniu com Mendonça Filho e entregou ofício no qual são realçados os avanços da educação superior nas últimas décadas, o processo de expansão, a interiorização das universidades federais, infraestruturas físicas e demandas para expansão e consolidação do sistema federal de educação superior.
Programa de Gestão
O segundo ponto de pauta do Fórum de Pró-reitores demandou encaminhamentos para a realização da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão que será promovida neste ano. A perspectiva é que o evento seja realizado em todos os campi da Univasf, numa iniciativa de descentralização das atividades, proposta pela pró-reitora de Extensão, Lúcia Marisy.
Durante a reunião também foram avaliadas as atuações dos Comitês Executivos do programa de gestão 2016-2020, cujos trabalhos já foram iniciados. O tema também integrou a pauta do Fórum de Avaliação Administrativa com a participação de secretários e assessores. Os debates conduzidos pelo vice-reitor Telio Nobre Leite visam o acompanhamento sistemático das atividades programadas junto aos setores envolvidos.
Os Comitês Executivos englobam oito eixos temáticos, Excelência Acadêmica; A Univasf, o Sertão e o Mundo; Por Você Estudante; Por Você Servidor; Meu Campus; Praticando a Gestão Democrática, Univasf Sustentável e Unidiversidade.
Segundo informações enviadas para a redação do Preto no Branco, está acontecendo agora uma manifestação em um trecho da BA 210.
De acordo com um dos nossos leitores, moradores do loteamento Sol Levante, em Juazeiro-BA, localizado próximo ao bairro Itaberaba, estão reivindicando contra a ação do dono do loteamento Dr. Vasconcelos e a Prefeitura do município, que estariam querendo derrubar as casas e alicerces que já existem no local.
As informações são de que esses moradores interditaram a passagem da BA 210, e atearam fogo em alguns matérias, como pneus e pedaços de madeira.
O Portal Preto no Branco aguarda mais informações sobre a manifestação.
Wellington Monteclaro era ator, diretor, dramaturgo, poeta, artista visual e professor. Figura importante para o cenário artístico, cultural e educacional do Vale do São Francisco.
O juazeirense faleceu no dia 18 de Junho de 2015 deixando a cultura da região em luto. Hoje (15), quase um ano depois, a família, junto com os amigos, resolveram lembrá-lo com mais uma homenagem.
Será realizado no Centro de Cultura João Gilberto, às 20h, um evento que vai reunir exposição com os quadros do artista, exibição de vídeos com entrevistas concedidas por Wellington, além de apresentações artísticas de amigos deste agente cultural tão completo e sensível.
Em Julho será realizado em Juazeiro o 1º Festival de Teatro da cidade, que levará o nome do artista, mais uma homenagem ao inesquecível Wellington Monteclaro.
A cidade de Casa Nova é exemplo em políticas públicas culturais do Vale do São Francisco com a implantação do Sistema de Cultura. O incentivo às práticas e expressões da população é um dos eixos da gestão cultural e um dos exemplos é o apoio total e irrestrito à Fanfarra Municipal – FAMEC.
Neste final de semana, fazendo parte das comemorações de emancipação político-administrativa do município de Andorinha, a Associação Cultural de Bandas, Fanfarras e Filarmônicas (ACBFFB), realizou no município, a primeira etapa intermunicipal de Fanfarras do Estado da Bahia e a Fanfarra de Casa Nova foi premiada em 2º lugar.
A Fanfarra Municipal tem como regente o musicista Moises Borges e tem o apoio total da coordenação de Cultura e Turismo, na pessoa do gestor, Luciano Correa. No próximo dia 20, data de aniversário de emancipação política de Casa Nova, 137 anos e 40 de cidade nova, caberá à Fanfarra tocar, pela manhã, os parabéns para o corte do bolo de 40 metros.
No próximo mês de agosto a Carreta Móvel do Senac completa 4 anos de permanência em Juazeiro. Desde então, o número de pessoas que passaram pela unidade em busca de qualificação profissional passa dos três mil.
Neste mês de julho, mais dois cursos serão ministrados na Carreta: culinária de forno e de boteco. As inscrições já podem ser feitas na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo. As aulas vão de 27 de junho a 1º de julho, nos seguintes horários: das 13h às 17h e das 18h às 22h. Ambos os cursos tem valor de inscrição de R$ 40,00 cada.
Concluindo nesta quarta-feira, 15, mais um curso, o de Culinária Junina, o instrutor Marcos Paulo Correia de Souza, ensina as técnicas e dicas para preparo do licor de Genipapo, umas das bebidas mais tradicionais e consumidas neste período, entre os inúmeros produtos que a turma pode aprender na semana de aula.
Há mais de 10 anos, Eva Santiago dos Reis trabalha com comida de forno. Pela segunda vez procurou a unidade para qualificar o seu trabalho. “Aqui aprendemos todas as técnicas de higiene e manuseio dos alimentos. O professor é muito bom e cada dia é um aprendizado. O meu objetivo é não parar mais”, fala entusiasmada, revelando que após o primeiro curso passou a produzir e comercializar biscoitos de polvilho (pêta), aumentando a renda da família.
Ao lado da esposa, José Rivaldo Matias comercializa salgados e doces na empresa Doce Sabor no bairro Santo Antônio, em Juazeiro. Ele que já participa das aulas ministradas na Carreta há mais de um ano, contou que antes da qualificação, o conhecimento no preparo e na variedade de produtos comercializados era básico. “Aqui aprendemos técnicas, saímos do básico para o sofisticado. No meu caso e da minha esposa aprendemos a trabalhar com doces finos e salgados mais sofisticados, o que foi muito bom para o nosso negócio. Os nossos clientes mais antigos nos parabenizam e isso é gratificante. Outra coisa muito boa é que hoje quando chegamos num restaurante, numa lanchonete sabemos identificar a qualidade do produto. Isso tem sido muito positivo”, observou José Rivaldo.
A unidade móvel do Senac faz parte de um projeto de interiorização da entidade, com o objetivo de ampliar a oferta de educação profissional. Somente nos cinco primeiros meses de 2016 já foram ofertados 16 cursos. “Esse trabalho tem tido a parceria importantíssima da gestão municipal. E o resultado está aí, 4 anos formando profissionais excelentes, com conhecimento de todas as técnicas de higiene, gerando economia, gerando emprego para Juazeiro. Nós do Senac só temos a agradecer e torcer pelo sucesso de todos que passaram e que ainda irão passar pela Carreta”, observou o instrutor Marcos que está na atividade há 13 anos.
Interessados podem realizar a inscrição, com antecedência, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, situada na Av. Carmela Dutra, nº 683 – Orla I, sempre das 8h às 12h e das 14h às 18h. O telefone de contato 3611-4338.
A Companhia de Segurança Trânsito e Transportes (CSTT) informa que nesta quinta-feira (16), os ônibus que trafegam pela Avenida Adolfo Viana sofrerão mudança de itinerário em decorrência do manifesto da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia (FETAG – BA) em frente ao INSS. A partir das 09h os ônibus que trafegam no sentido bairro – centro deverão transitar pela Avenida Santos Dummont descendo na rampa próximo a empresa São Luiz, já no sentido centro – bairro deve trafegar pela Avenida Paulo Afonso, conhecida como Rua 01 do bairro Alto da Maravilha, depois seguir itinerário normal. O tráfego pela Avenida Adolfo Viana só será liberada para o tráfego de ônibus após o término da manifestação.