Arquivos anuais: 2021

Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio estimado em R$ 12 milhões

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Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (1º) um prêmio estimado em R$ 12 milhões. As seis dezenas do concurso 2.433 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela caixa, em todo o país ou pela internet.

A aposta mínima, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

 

 

Ascom

Andrezza Santos libera quinto episódio da série visual EUTRÓPICA

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Intitulado “Boas Vindas”, a cantora e compositora Andrezza Santos libera mais um episódio da série em vídeo que acompanha seu novo álbum, EUTRÓPICA. A série, que leva o nome do disco, foi uma maneira que a artista encontrou de trazer mais contexto ao trabalho musical e explorar melhor alguns temas, como as geografias do país – um paralelo entre São Paulo e Bahia -, deslocamentos e impermanência.

Ilustrando sua relação e algumas lendas sobre o rio São Francisco, neste quinto episódio, Andrezza aborda estes e outros conceitos através de uma narração poética e belas imagens da paisagem natural do rio, cujo as águas dividem os estados da Bahia e Pernambuco, e inspiram diretamente a mensagem de EUTRÓPICA.

A artista desenvolveu durante o ano de 2021 o projeto “Eutrópica”, que inclui o álbum dividido em três partes (com duas já lançadas), videoclipes, a série em vídeo e shows de lançamento, que já estão sendo desenhados para 2022.

Os dois primeiros EPs do disco podem ser ouvidos em Sapopemba e Carranca, além dos videoclipes “A Gente Ia Longe”, “Vagão Vazio” e “O Aquário e O Caranguejo”.

Andrezza Santos prepara ainda o episódio final da série, além da última parte do disco EUTRÓPICA.

Assista “Boas Vindas”.

Conheça a série completa: EUTRÓPICA.

Ficha técnica:

Produção cultural: Opará Produtora Cultural

Produção executiva e artística: Rouxinol Produções Musicais

Produção audiovisual (captação de imagens, edição e finalização): Fernando Pereira (Abajur Soluções)

Roteiro: Andrezza Santos, Fernando Pereira e André Vitor Brandão

Participações: Carlos Thiago

 

Ascom

Apesar de exercerem atividade de risco, servidores dos cemitérios de Juazeiro estão sem receber insalubridade; SEGESP responde

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Um cidadão juazeirense, em contato com o PNB, questionou à Prefeitura de Juazeiro sobre o pagamento da insalubridade aos servidores dos dois cemitérios municipais.

De acordo com ele, apesar de exercerem uma atividade que oferece riscos à saúde, os trabalhadores não vem recebendo o benefício.

“Estou indignado com a gestão municipal de Juazeiro, que não está pagando a insalubridade aos funcionários que trabalham no cemitério. Por lei, eles têm esse direito, já que trabalham em uma aérea de risco máximo. Eles teriam direito a 40% de insalubridade. O fiscal geral recebe a insalubridade, mas os coitados que ficam direto no cemitério não recebem. Os servidores que atuam nos dois cemitério, e que passaram na seletiva não recebem. Tem uns que são de uma firma, e o contrato vai até dezembro que recebem, já os que são contratados direto pela prefeitura não recebem. Isso é injustiça!”, disse o morador que pediu para não ser identificado.

Ele cobrou explicações: “Apelo para o Ministério Público do Trabalho que fiscalize esta denúncia. Nesta pandemia, os coitados estão lá trabalhando, correndo risco de contrair o vírus e sem receber seus direitos. Sou eleitor da Prefeita Suzana, mas não concordo com isso. Espero que eles esclareçam o motivo de descumprirem as leis trabalhistas”, finalizou.

Nós entramos em contato com a Prefeitura de Juazeiro que se manifestou através de nota. Segundo a Secretaria de Gestão de Pessoas (Segesp), “devido a trâmites burocráticos, o órgão está sistematizando e realizando ajuste de lotação dos servidores da Secretaria de Serviços Públicos (SESP) que estão designados para trabalhar nos cemitérios do município. Após conclusão, todos receberão retroativos de acordo com os devidos cargos”.

Confira nota na íntegra:

A Prefeitura de Juazeiro informa que todos os funcionários contratados mediante Processos Seletivos Simplificados, recebem insalubridade e periculosidade quando inerente ao cargo.

A Secretaria de Gestão de Pessoas (Segesp), devido a trâmites burocráticos, está sistematizando e realizando ajuste de lotação dos servidores da Secretaria de Serviços Públicos (SESP) que estão designados para trabalhar nos cemitérios do município. Após conclusão, todos receberão retroativos de acordo com os devidos cargos.

Redação PNB

Juazeiro avança na vacinação contra Covid-19 e divulga planejamento para esta quinta-feira

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A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau), está avançando na vacinação contra a Covid-19 e montou um esquema para esta quinta-feira (2) com pontos para primeira dose de adolescentes de 12 a 17 anos e da população com 18 anos ou mais, para segunda dose e dose de reforço. Confira planejamento:

Adolescentes de 12 a 17 anos

A vacinação por livre demanda será nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Caic, Maringá, Residencial Juazeiro, Alto da Maravilha e Antônio Guilhermino, das 8h às 11h30. É preciso levar RG, CPF ou cartão SUS e comprovante de residência. Os adolescentes precisam estar acompanhados de pais ou responsáveis.

Repescagem- Público 18 anos ou mais

Quem tem 18 anos ou mais e ainda não tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19 deve buscar a Uneb, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 16h. É preciso levar RG, CPF, Cartão SUS e comprovante de residência.

Segunda dose – Pfizer, Oxford e CoronaVac

A vacinação com a Pfizer será realizada no Juá Garden Shopping, das 10h até às 16h; e nas UBSs Jardim Flórida e CSU, de 8h às 11h30 e das 13h30 às 16h. A vacinação com Oxford e CoronaVac será no Auditório do Centro de Saúde III (bairro Angary), no horário das 8h às 11h30 e das 13h30 às 16h. É preciso levar RG, CPF, Cartão SUS, cartão de vacina e comprovante de residência. O Ministério da Saúde reduziu o prazo para a aplicação da segunda dose da vacina Pfizer para 8 semanas em relação à primeira dose.

Dose de Reforço (3ª dose)

A dose de reforço é destinada a pessoas, residentes em Juazeiro, com 18 anos ou mais e que tenham intervalo de 5 meses em relação à última dose; profissionais de saúde ativos e lotados em Juazeiro e que tenham intervalo de 5 meses em relação à última dose; e imunossuprimidos que estejam com intervalo de 28 dias em relação à última dose.

A vacinação destes públicos será na Univasf, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 16h e nas UBSs Caic, Maringá, Residencial Juazeiro, Alto da Maravilha e Antônio Guilhermino, das 8h às 11h30. É preciso levar RG, CPF, cartão SUS, comprovante de residência e cartão de vacina. O trabalhador de saúde deve levar também o comprovante de vínculo empregatício atualizado (a exemplo do contracheque). Os imunossuprimidos também precisam levar original e cópia do laudo médico (a cópia ficará retida).

São considerados imunossuprimidos as pessoas com doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona equivalente a 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticóide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas e pacientes renais crônicos.

 

Amanda Franco – Ascom Sesau PMJ

“Sem qualidade”: mãe critica Kits alimentação que estão sendo distribuídos para alunos da rede municipal de Juazeiro e cobra retorno do Vale alimentação; Seduc responde

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Estudantes da rede municipal de Juazeiro, no Norte da Bahia, da sede e do interior, estão recebendo kits para auxiliar na alimentação das crianças e adolescentes, complementando a merenda escolar que já é entregue nas unidades de ensino. De acordo com a Secretaria de Educação e Juventude, ao todo, 37 mil alunos receberão os alimentos.

Composto por feijão, arroz, macarrão, massa para cuscuz, biscoitos salgado e doce, leite em pó e uma proteína, os Kits já estão sendo alvos de reclamações. Em contato com o Portal Preto no Branco, a moradora Daniela da Silva reivindicou o retorno do Programa Vale Alimentação Estudantil Municipal (PVAEM), que pagou duas parcelas de R$ 50,00 por alunos para a compra de alimentos.

“Sou mais uma das mães que estão chateadas com os kits alimentação disponíveis nas escolas. É uma vergonha. Os alimentos são de marcas que nunca nem vi. Sem qualidade. Também vem o que eles chamam de ‘proteína’, uma carne moída de péssima qualidade, que nem os animais querem. Nossos filhos não merecem isso. Esse é o kit vergonha. Com o valor do Vale Alimentação nós compramos poucas coisas, mas tudo de qualidade. Por isso, pedimos nosso Vale Alimentação de volta. O que vem no kit não tem qualidade e nem vale a pena gastar nosso gás, que está tão caro. É  lamentável.  Alô, Secretaria de Educação, tenha mais respeito com nossos filhos. Queremos o Vale alimentação já”, reivindicou Daniela.

O PNB encaminhou a reclamação para a Seduc. O órgão se manifestou em nota.

Veja na íntegra

A Secretaria de Educação e Juventude (Seduc) de Juazeiro esclarece que todos os produtos que compõem o kit alimentação dos estudantes da rede municipal passaram por análise das amostras, para avaliar a qualidade dos alimentos, considerando as diversas propriedades nutricionais. O kit refere-se a um complemento da alimentação que o estudante já recebe na escola, através da merenda, dessa forma, sendo um auxílio alimentício.

A Seduc destaca ainda que vem investindo na política de assistência estudantil, inclusive realizou o pagamento das duas parcelas do crédito do cartão do Programa Vale Alimentação Estudantil Municipal (PVAEM), conforme previsto na lei Lei Nº 3.017/2021, totalizando um investimento de mais de R$3,5 milhões em recursos próprios.

 

 

Da Redação PNB

Vereador Thammy Miranda anuncia que vai deixar o PL após filiação de Bolsonaro

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Eleito em São Paulo, o vereador Thammy Miranda vai deixar o Partido Liberal após afiliação de Jair Bolsonaro à sigla. Ele usou as redes sociais para anunciar sua a decisão.

“Com a ida do presidente ao Partido Liberal, partido do qual eu faço parte, estou dando entrada na minha desfiliação. Eu vou sair do partido”, informou.

Em um vídeo, o vereador justificou a posição tanto pelo conflito de ideias quanto por ataques pessoais que recebeu da família Bolsonaro.

“A gente tem ideias diferentes e já sofri ataques pessoais de membros da família do presidente, inclusive contra meu filho quando ainda era recém-nascido”.

O vereador ainda não revelou para qual partido pretende ir, mas garantiu que seguirá atuando na política. “Vou seguir fazendo o trabalho pelo qual fui eleito, sem me preocupar com partido, mas de olho no que as pessoas precisam”, concluiu.

Redação PNB

“Fecho a etapa mais difícil da minha vida”: diz ex-diretor do SAAE, Joaquim Neto, após decisão da Justiça que considerou improcedente denúncia de sua participação no assassinato de Adalberto Gonzaga

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Após o Poder judiciário do Estado da Bahia em sua Vara do júri e Execuções Penais da Comarca Juazeiro, se manifestar sobre denúncia formulada pelo Ministério Público contra o Ex-Diretor do Serviço de Água e Saneamento Ambiental – SAAE de Juazeiro, Joaquim Ferreira de Medeiros Neto, de participação em crime que vitimou o então Coordenador da Defesa Civil do município, Adalberto Gonzaga, o ex-gestor do SAAE, em uma carta enviada ao PNB, se reportou ao caso.

Na decisão, o magistrado destacou ser de “suma irresponsabilidade levar o réu a júri popular sem que haja um rastro probatório de acusação.

Confira carta na íntegra:  

“Em Maio/2010, recebi o convite para assumir a Diretoria do Saae Juazeiro/BA. Percebi no instante que era chegado o momento de realizar um trabalho onde os resultados a serem alcançados trariam benefícios a coletividade em toda sua expressão. Desde então o atendimento de forma igualitária e coletiva e as melhores soluções foram as metas perseguidas.

Agosto de 2016, nosso trabalho estava bem consolidado, era reconhecido com índice bastante significativo de confiabilidade da população. Me lancei pré-candidato a prefeito, e com este ato, o então vereador José Carlos Medeiros, adversário político a ADM Municipal na Câmara de vereadores anunciou: “cadê os 5 milhões que vieram para a Defesa. Civil? Joaquim Neto, pré- candidato a prefeito, tem de explicar onde foram parar”.

Essa pergunta lançada com clara intenção de prejudicar a Administração Municipal deu inicio a uma etapa cruel e desumana a qual tive de passar, capitaneada pelo radialista Waltermário Pimentel, que replicou diariamente em seu programa esta pergunta/afirmação.

Por orientação de Advogado fundada na “imunidade parlamentar” do vereador, não pude tomar qualquer medida a meu favor nesta ocasião. Pois bem, o ex vereador ficou imune e impune.

Para registro, nunca em nossa gestão, o Saae através da Defesa Civil utilizou quantia diferente de aproximadamente 120 mil reais para distribuição de água via carros pipas e pouco mais de 950 mil reais destinados a perfuração de poços. Essas informações estão ratificadas através de relatórios de prestação de contas aprovados pela Def. Civil/BA e pelo Ministério da Integração, atual Ministério de Desenvolvimento Regional/BRA, publicados no Portal da Transparência.

Desafortunadamente, o funcionário da Defesa Civil, Adalberto Gonzaga, foi assassinado em sua casa. Esse fato reacendeu aquela pergunta/afirmação que se transformou em semente do mal, através de inescrupulosos de plantão que trataram de a usar para dar motivação a tragédia.

Disseminada, duas famílias amargaram sofrimento desde então. Uma pela perda irreparável de Adalberto e a outra, a minha, exposta a todos os tipos de comentários e julgamentos em redes sociais, que culminou com a denúncia feita pelo Ministério Público fundada no “motivo” proferido pelo vereador no ano 2016.

De pronto foi explorada politicamente, atingindo seu ápice em 2020 quando a então candidata a prefeita utilizou diariamente no guia eleitoral, filmagem de ato público cuja origem não ficou esclarecida, onde pessoas “clamando justiça” se posicionaram em frente a sede do Saae.

Ficou claro que o afã do ato não era a elucidação do caso. Serviu apenas para tornar ainda mais difícil um processo que as duas famílias tiveram que enfrentar.

A primeira orientação jurídica que tive quando constituí defensor, foi impetrar Habeas Corpus, para trancamento da ação por total falta de provas direto no Tribunal de Justiça/BA. Em virtude do processo político em curso, avaliei que esta alternativa legal, tendo resultado positivo poderia refletir julgamentos populares antagônicos e certamente mais exposição a minha vida.

Percorri os mesmos caminhos que todos que buscam a justiça e busquei ajuda junto a autoridades a fim de que o inquérito, pudesse ter mais elementos, consequência de investigação mais ampla e profunda. Sem êxito até o momento.

Agora reporto-me a todos, especialmente aqueles que jamais duvidavam de minha inocência: familiares, equipes de trabalho, amigos velhos e novos, para informar que tive meu nome completamente excluído dessa ação penal.

Coloquei-me a disposição da justiça desde sempre e assim permanecerei. Toda documentação a cerca das verbas liberadas em nome da Def. Civil foram entregues a justiça e compuseram o inquérito. Não restou nenhuma dúvida de que jamais foi recebido nenhum valor além daqueles apontados no início desse artigo. Nenhum motivo poderia ser tão grande a ponto de me dissuadir a cometer tal ato, especialmente contra quem sempre obteve tratamento de respeito e cooperação tanto por mim, quanto pelos membros da equipe a época.

Fecho a etapa mais difícil da minha vida aprendendo a confiar ainda mais na justiça, que a verdade é uma luz que não se apaga, sempre aparecerá e sobretudo, que não nascemos para viver só, isolados, o apoio e a confiança são fundamentais para um vida em paz.

Agradeço imensa e sinceramente todas as palavras de apoio, as defesas, á todos que se mantiveram a meu lado: minha eterna gratidão”.

Joaquim Neto

Redação PNB

Justiça considera improcedente denúncia do MP contra ex-diretor do SAAE/Juazeiro acusado de participar do assassinato de Adalberto Gonzaga; a decisão também alcança Gabriel Amaral, outro acusado pelo homicídio

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O Poder Judiciário da Bahia considerou improcedente a denúncia do Ministério Público contra os réus Joaquim Ferreira de Medeiros Neto e Gabriel Gomes Amaral, pelo assassinato de Adalberto Gonzaga, ex-coordenador da Defesa Civil do município de Juazeiro, Norte da Bahia. De acordo com a sentença do juiz Paulo Nery de Araújo, não há qualquer prova concreta em desfavor dos acusados.

“Portanto, seria totalmente imprudente se atribuir a autoria intelectual dos disparos ao réu Joaquim e a execução ao réu Gabriel, baseado unicamente nesses frágeis elementos de prova trazidos aos autos. De todo modo, apesar do conjunto probatório constante nos autos ser suficiente para demonstrar a materialidade do delito, não foi bastante para indicar os réus como autores dos fatos, sendo desarrazoado e de suma irresponsabilidade levar os réus ao sinédrio popular, onde impera o princípio da íntima convicção, sem que haja um lastro probatório suficiente a ensejar a admissibilidade da acusação à segunda fase do rito do Tribunal do Júri”, destacou o juiz.

A decisão ressalta ainda que “enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade, poderá ser formulada nova denúncia ou queixa se houver prova nova”.

Veja a sentença na íntegra

SENTENÇA GABRIEL

Crime

O crime aconteceu no 23 de fevereiro de 2017, em frente a residência da vítima, no bairro Piranga. Em um inquérito iniciado na Polícia Civil e finalizado pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), o promotor Raimundo Moinhos denunciou três pessoas por participação no crime. Joaquim Ferreira de Medeiros Neto,  Gabriel Gomes Amaral e David Roger Paixão foram indiciados por homicídio triplamente  qualificado.

No inquérito do MP, o promotor diz que após as eleições municipais de 2016 e a mudança na gestão, a vítima foi afastada do seu cargo de Coordenador da Defesa Civil, órgão que opera junto ao SAAE, não sendo renomeado até o dia da sua morte.

Ainda de acordo com as investigações, Adalberto teria ficado insatisfeito com o seu afastamento do cargo e reuniu documentos que constatavam irregularidades no uso de verbas públicas, a exemplo da verba de 5 milhões de reais destinada ao SAAE para a perfuração de poços na zona rural de Juazeiro, no segundo semestre de 2016.

O inquérito expõe ainda que a vítima chegou a procurar Joaquim Neto para questionar sobre a sua renomeação, e informando que tinha provas documentais que poderiam prejudicar o acusado e a administração municipal, fazendo com que Joaquim afirmasse que iria considerar a renomeação da vítima. As investigações apontam ainda que após essa conversa, Adalberto passou a receber ameaças de morte, fato que o fez procurar o radialista Waltermário Vieira Pimentel, para denunciar diversos desvios de verbas, levando consigo documentos que comprovam as irregularidades.

Durante o encontro com o radialista, a vítima teria informado que o ex-prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, estaria disposto a acabar com ele, e como retaliação, Adalberto anunciou que iria divulgar os documentos, diz o inquérito.

O documento também informa que após a conversa com o radialista, a vítima foi para a sua residência e ao chegar ao local, foi surpreendido pelos assassinos, que estavam em uma motocicleta. A pasta com os documentos que estavam com Adalberto teria desaparecido da cena do crime.

As investigações apontam ainda que no dia anterior ao crime, os suspeitos de executar a vítima estiveram na residência de Adalberto, buscando informações sobre se o mesmo possuía uma arma de fogo.

Segundo o inquérito, David e Gabriel foram os executores do crime, e também eram acusados de participar de outros homicídios na região.

David Roger Paixão Reis, suspeito de ter executado a vítima, foi encontrado morto na manhã do dia 12 de março de 2020, nas proximidades do distrito de Juremal, zona rural da cidade. Ele foi amordaçado e carbonizado, segundo a perícia técnica, e o corpo encontrado em estado avançado de decomposição.

O outro acusado, Gabriel Gomes Amaral, está foragido e há suspeitas de que ele também tenha sido assassinado.

 

Da Redação PNB

Juazeiro: profissionais e familiares de alunos da rede municipal estão assustados com casos da Covid-19 nas escolas e pedem intervenção da SEDUC

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Com o retorno das aulas semipresenciais na rede municipal de Juazeiro, no Norte da Bahia, que aconteceu no dia 25 de outubro, pais e responsáveis por alunos ficaram apreensivos com os risco de contaminação da Covid-19 da crianças, que ainda não fazem parte do público alvo da vacinação. Antes da retomada, a gestão garantiu que o retorno das atividades letivas seguiria protocolos de segurança sanitária contra a Covid-19.

No entanto, em contato com o Portal Preto no Branco, profissionais e familiares dos alunos, relatam que casos da doença estão cada vez mais recorrentes. Eles reclamam ainda que, mesmo após os resultados positivos, as aulas não são suspensas.

“A situação é muito grave e todos estamos muito preocupados. Somente na EMEI Luzinete de Oliveira, localizada no bairro Padre Vicente, três auxiliares de sala e duas professoras testaram positivo para a COVID 19 e não suspenderam as aulas. Estão fazendo de conta que nada aconteceu. Isso é sério. Estão dizendo que é a Secretaria de Educação que não permite a suspensão das aulas, mas a diretora deveria tomar providências”, reclamou uma mãe de alunos da instituição, que preferiu não ser identificada.

No mês passado, uma professora de uma EMEI, que também temendo represália preferiu não ser identificada, declarou que mesmo após um profissional ter testado positivo para a Covid-19, o restante do corpo escolar ainda não foi testado e as aulas foram retomadas.

“A Seduc (Secretaria de Educação e Juventude) não tem nenhuma responsabilidade para com os funcionários. Mesmo com um caso positivo na instituição, eles não queriam sequer suspender as aulas e nem adotar outras medidas de segurança. Foi preciso os funcionários afirmarem que não iam trabalhar, para a secretaria prometer a desinfecção da unidade e a testagem dos outros profissionais”, declarou.

Ainda de acordo com a profissional, a sanitização da escola foi feita no dia 16 de novembro e as aulas retornaram no dia seguinte, sem a testagem do corpo escolar, “mesmo sabendo que todos tivemos contato com o profissional que testou positivo. Isso é um absurdo.”, acrescentou a educadora.

Ainda de acordo com ela, a situação vem acontecendo em diversas Escolas Municipais de Educação Infantil de Juazeiro.

“Infelizmente, aqui na região, as EMEIS serviram de cobaias para esse retorno as aulas presenciais e estamos pagando um alto preço por isso. São funcionários que pegam ônibus lotados, casos aparecendo e apenas o funcionário que testou positivo é afastando. Nas escolas estaduais, por exemplo, quando há confirmação da doença, as aulas são suspensas por 15 dias e só retornam quando todos já tiverem sido testados, para que o retorno seja feito com mais segurança. Já o município está fazendo a diferença no errado. Se os funcionários dessa EMEI que eu trabalho não tivessem parado, eles nem lá iam para fazer a sanitização. Já os testes, nem sabemos quando serão marcados”, criticou na época.

O PNB  já encaminhou as reclamações para a Secretaria de Educação e Juventude.

Redação PNB